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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia 20 é o nosso DIA, Pedagogos!!!!!

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola. 

É mais do que isso...

É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra-se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste, pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de ideias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são!
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.
Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.


Por Vanessa B. de Carvalho, 2007




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Porque Sou Professor...



Sou PROFESSOR porque...amo a vida, amo as pessoas, amo servir e trocar confeitos de sonhos e esperanças.

Sou PROFESSOR porque creio na fé, no conhecimento, e no saber que provoca mudanças essenciais para todos.

Sou PROFESSOR porque... o amor também move moinhos além de remover montanhas, e é pra frente que se anda, é para cima e para dentro que se evolui espiritualmente.

Sou PROFESSOR porque... pássaro que sabe que pode voar mais longe, tem que partir primeiro...

Sou PROFESSOR porque...acredito na distribuição do pão e da água, além da vontade de viver intensamente tecendo somas de vivências e iluminuras.

Sou PROFESSOR porque...confio na beleza da produção de conhecimento e da pesquisa em parceria dinâmica salutar.

Sou PROFESSOR porque...a alma da ciência é a perseverança e o dinamismo da dedicação uma missão como soma pelo viés plural-comunitário.

Sou PROFESSOR porque...a palavra é luz, o livro é estandarte e a troca de bagagens (Ave Paulo Freire) um elo de exortação à vida infinita que é uma eterna busca.

Sou PROFESSOR porque...a união vale o esforço, faz a força do grupo docente e discente irmanados; a união de propósitos em comum faz o acervo ético, e a amizade é uma escada para o alto, para a essência vital do divino amor cósmico.

Sou PROFESSOR porque...sempre me encontro comigo mesmo, a cada aula, cada situação-problema, e quando estou em sala de aula eu me sinto dentro do meu próprio coração.

Sou PROFESSOR porque...lecionar é uma lavra de humanismo de resultados, arados e a estrelas no mesmo canteiro sideral da espécie que é energia, calor e luz.

Sou PROFESSOR porque...dar aulas é oferecer a mão estendida, o ombro amigo, o afeto que se encerra num abraço terno à procura de uma boa mensagem sementeira para o futuro.

Sou PROFESSOR porque...a pedra bruta para se tornar diamante de valor precisa da estima, da lucidez e do fogo da forja que é primordial no caminho do estágio evolutivo sequencial. 

Sou PROFESSOR porque...a docência é missão, é dádiva, é semeadura de tantas estradas que vão dar muito além desse planeta geoide.

Sou PROFESSOR porque... de uma maravilhosa mestra me fiz poeta precoce, de uma educadora meiga me fiz Crusoé, de uma pedagoga diferenciada me fiz baladeiro a oxigenar seixos íntimos, sonhando - nos estudos, no livros, nas aulas - um lugar ao sol e o pote de ouro atrás do arco-íris.

Sou PROFESSOR porque...me respeito e gosto de fazer o que faço, amando para ser amado, me modificando (e moldando-me sempre para melhor) a cada dia, descobrindo sempre novos horizontes pelo olhar do aluno-filho, cada um deles com perspectiva especial de uma alma cidadã.

Sou PROFESSOR porque...faço parte da orquestra dos sensíveis, e me dou, livro aberto, para a biblioteca universal dos dias que são páginas de rostos de seres puros buscando apreendências e letramentos...

Sou PROFESSOR porque...ensinar é levar o aluno enquanto ser e enquanto humanus, para uma viagem ao reino encantado da palavra, do saber e até do conhecimento científico.

Sou PROFESSOR porque...como diz o poeta, o aluno é como a madeira, se for devidamente "tocado" - INSPIRADO! - pode tornar-se flauta.


Sou PROFESSOR porque...minha maior rebeldia é querer mudar o mundo pra melhor, plantando ideais nos corações e mentes de meus canteiros cíclicos que, certamente levarão minha mensagem de amor e fé para o futuro da espécie, uma vida melhor, mais justa.

E, por fim, sou Professor porque assim sou feliz, pareço feliz, semeio sentidos de grandes buscas, com parcerias e vivências de inclusões, e sei que, com certeza, há muito mais luz no processo do ensino-aprendizagem do que no átomo. E sei também que o aluno é uma árvore que tem que ser bem cuidada, bem regada, bem preparada, solidificada com carinho, bem adubada até, para, serenamente crescer e dar flores e frutos. E assim sei da responsabilidade que, com meu trabalho, tenho com a sociedade, com a vida, com o mundo, por isso mesmo espero ser um dia um belo fruto na seara desses alunos que amo tanto.

Poeta Prof. Silas Corrêa Leite – EMEF José Alcântara Machado Filho – AR/BT
Especialista em Educação, Jornalista Comunitário, Escritor Premiado em Verso e Prosa
Autor de Campo de Trigo Com Corvos, Editora Design-SC



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Amanhã é o nosso dia! Dia do trabalhador!!!

Luta diária, conquistas, crescimento, valorização, respeito, carinho, medos, choros, alegrias. É muita emoção! Escolhemos por amor, mas os tempos são outros!
Especialmente, a mim e a meus queridos professores que me ajudaram na caminhada e aos meus amigos e amigas.Senhor ilumine cada um na sua labuta!!!
Feliz dia do Trabalho a todos!
Todos na sua função são importantes!

Todo dia é dia de quem trabalha, acorda cedo, cumpre suas horas e se dedica com afinco.
Força, coragem, garra,saúde, sucesso, luta, persistência, tudo isso para continuar a jornada de trabalho! Dia 01/05, dia de todos!

quarta-feira, 19 de março de 2014

A arte de Educar é uma criação. Somos ARTESÃOS!!!

Hoje comemora-se o Dia do Artesão. Pensando nessa data e no cotidiano de criações, artes e toda a produção de um artesão, acredito que todo professor no fundo é também um artesão, ou pelo menos um pouco dele, pois criamos, construímos e vivenciamos todos os dias no mundo de nossas crianças.
Mas se não acham isso, deve ler essa matéria que achei muito interessante e explica e reafirma tudo o que pensei para essa postagem!


 Professores, se espelhem nos artesãos

  Pretende-se com este texto discutir o modo pelo qual deveria ser à atividade do professor. Para isto a atividade do artesão será utilizada como modelo do exercício docente. Porque o artesão ao exercer sua função constrói, não forma. Cada obra é desenvolvida individualmente, não existe uma construção em massa. E existe um desejo verdadeiro para que aquela construção seja um sucesso, pois a arte construída por ele é a sua própria representação.

A arte da criação, assim se define o educador. Educar não pode ser um ato de formar porque, dessa maneira, o exercício do professor se resumirá em estruturar. Como, por exemplo, uma sociedade gritando em uníssono um único nome para lhe representar, ou com um único modelo de beleza, ou com apenas um padrão de relacionamento amoroso. Esses exemplos servem para demonstrar que o exercício do professor deve ser uma arte da criação e não uma fórmula pronta e acabada, isto é, o professor dever ser aquele profissional que possui como uma das suas características o de potencializar os atos criativos dos estudantes.

Como já foi dito anteriormente, a criação define a ação do educador, pois o humano tem como característica própria dar existência ao que não possui, ou inventar e reinventar novas formas de uso em relação a alguma coisa, isso tudo é próprio do humano. Portanto, essas potencialidades devem ser utilizadas pelo educador, com o intuito de construir juntamente com a classe as suas potencialidades criadoras e a construção do seu próprio caráter.

O homem é um ser em construção que, conseqüentemente, transforma. Por isso o papel do educador é de construir com o objetivo de transformar.

Nessa medida, se a arte de educar é uma criação, pode-se dizer que o educador é um artesão, porque a criação é fruto de trabalho e do talento humano. E esse trabalho é antes de tudo artesanal. O artesanal é pelo fato de ser a atividade do educador seu próprio exercício, pois o artesão é aquele artífice que exerce sua profissão em sua própria oficina, e o professor é aquele profissional que tem que colocar como meta-primeira cada aluno como um indivíduo e, por isso, cada aluno tem que ter uma atenção especial.

A criação que o aluno X irá realizar em seu processo de aprendizagem, não é a mesma que a do aluno Y, por isso, essa educação modelar é um genocídio, pois, dessa maneira, se eliminam os atos criativos e a explosão de descoberta de cada estudante. O professor deve despertar na classe a sua criatividade de inventar, re-inventar, fabricar, pois o que deve ficar entre o início de uma aula e o fim dela é a constatação do educando que ele é um ser criador.

Viva o artesão que pacientemente vai construindo sua obra de arte, porque sua produção artística é construída com muito respeito e com a torcida que ela seja um sucesso, pois a sua construção é a representação de si - próprio. Então, professores se espelhem nos artesãos.

O espelho dos artesãos como referencial para os professores serve para que estes vejam a sua atividade como algo criador. E que esta criação somente é possível se os docentes conceberem cada aluno como uma novidade, isto é, os alunos devem ser vistos a partir das suas particularidades. E assim, a sala de aula será reinventada a cada instante, e tanto os professores como os alunos estarão em processo de descoberta e, conseqüentemente, de encantamento pelo mundo, porque a descoberta é o mesmo que a pessoa achar o oculto, e nesse processo se encontrar consigo próprio e com o mundo.

O encontro é o que possibilita a retirada das algemas que a sociedade impõe ao cidadão. Mas, com uma educação que possibilite a descoberta dos atos criativos de cada estudante, este vai de encontro com uma personalidade criadora e, desse modo, reinventa saídas contra as adversidades encontradas na vida, pois esta, somente é possível reinventada.

LuisSantos

Conheça mais sobre essa data:


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Educação sem futuro, vale a pena ler!


"Tudo o que não sei aprendi na escola."
(Ennio Flaiano)


Dezessete anos depois de realizar meu primeiro exame vestibular, tornei a vivenciar esta experiência ao prestar o concurso promovido pela Fuvest para seleção dos postulantes às vagas oferecidas pela Universidade de São Paulo.


Domingo ensolarado, dia de final de campeonato brasileiro de futebol, observo no local do exame uma legião de candidatos, jovens em sua maioria, que estampam em seus semblantes um ar de apreensão, tensão e incômodo, como se estivessem diante de uma decisão que impactará todo seu futuro.

Cinco horas de prova e cem questões de múltipla escolha para dizer-lhes se estarão aptos a transpor mais um ritual de passagem, chancelando o passaporte para a vida adulta, marcando o fim da adolescência. A aprovação significará a certeza de um horizonte na vida profissional, a conquista de um novo padrão de liberdade e de um novo status de inclusão social.

Após algumas instruções gerais e a preocupação inequívoca do fiscal de prova com o risco de algum candidato aventurar-se a colar durante a realização dos testes, o caderno de questões é entregue. Folheio-o e uma profunda sensação de decepção toma conta de meus pensamentos.

Nosso sistema educacional está falido. Inadequado, ultrapassado, anacrônico. Continuamos formando um exército de estudantes doutrinados a grafar uma letra “X” em uma alternativa dentre cinco possíveis. Estamos desperdiçando a oportunidade de ensiná-los a pensar, a raciocinar, a criar.

O exame vestibular considerado o mais bem preparado do Brasil sinaliza esta realidade com perfeição. As questões de Física e Química remetem todas ao uso de fórmulas e equações que precisam ser decoradas pelo estudante para serem utilizadas na solução de problemas absolutamente desconectados de nosso cotidiano. O sujeito aprende a mensurar a velocidade de arrasto de um peso ancorado em uma polia bem como a fazer o cálculo estequiométrico de uma reação, mas não sabe trocar a resistência do chuveiro de sua casa, compreender como o consumo de seus equipamentos eletroeletrônicos afeta sua conta de energia elétrica e o porquê da adição de álcool à gasolina reduzir a potência de seu carro.

Mais algumas regras memorizadas e se está habilitado a estimar a altura “h” de um triângulo escaleno inserido em um poliedro ou a probabilidade de se extrair uma sequência de bolas coloridas mediante determinada combinação preestabelecida, mas não se dispõe de instrumental suficiente para calcular os juros embutidos nas prestações de um produto vendido “em oferta” por uma loja de departamentos.

Aprende-se a vital diferença entre angiospermas e gimnospermas, sem nunca se ter visitado um jardim botânico ou atravessado a rua até o parque ou praça mais próximos. Aprende-se sobre como se dá a fotossíntese, mas evita-se falar em educação ambiental. Gametas e zigotos são explorados ao longo de todo um ano, mas educação sexual deixa de ser discutida.

Ignoram-se a crise política no país e os conflitos étnico-religiosos no mundo, para se falar sobre aspectos do feudalismo. Questiona-se sobre as características físicas ou a personalidade do protagonista de um romance, mas não se promove o prazer pela literatura através da leitura despretensiosa.

Vestibulares existem para alimentar uma rentável indústria formada por cursinhos preparatórios e mesmo para justificar as altas mensalidades cobradas por muitas instituições de ensino médio que se notabilizam pelo elevado índice de aprovação de seus rebentos nestes concursos.

A verdade lastimável, preocupante e penosa é que nossos jovens continuarão pagando elevados juros no cheque especial, cartões de crédito e compras parceladas; permanecerão engordando os indicadores de gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis; seguirão destruindo o meio ambiente tomado por empréstimo dos filhos que ainda vão ter; persistirão elegendo maus governantes.

Educação é o meio de se construir uma nação mais equânime num futuro próximo. Sinto que a argamassa não está sendo elaborada com boa qualidade e que nossos alicerces estão cada vez mais frágeis...

Data de publicação: 13/12/2005



Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”, “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” e coautor de outras cinco obras. Contatos através do e-mailtomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.

domingo, 3 de novembro de 2013

Tecendo sobre o Papel do Professor e a utilização da Internet como fonte de Pesquisa e Aprendizado!

Concordo com a matéria e comungo da mesma opinião, nós Educadores devemos orientar nossos filhos, alunos o tempo todo. É nosso dever!

O principal papel do educador é orientar, mostrar o caminho correto e quais as ferramentas a serem utilizadas para aprender a aprender e assim tornar-se independente – ajudar aos alunos a decidir por fazer as coisas da forma correta, o que fatalmente não ocorrerá com aqueles que continuarem utilizando-se do Ctrl+c e Ctrl+v.

Sou a favor de utilizar a Internet para pesquisas, mas ela não deve ser a única fonte. O advento da Internet é um dos maiores acontecimentos do século passado, esse espaço virtual por meio do qual podemos interagir com qualquer um, de qualquer lugar, a qualquer tempo. Ao fazermos uma analogia com essa potencialidade, podemos dizer que é um grande (ou o maior) banco de dados existente; então como não se utilizar da Internet? Seria uma ignorância não fazê-lo.

O que nós, educadores, devemos fazer ao solicitar trabalhos de pesquisa é criar mecanismos que possam avaliar ou validar a obtenção de conhecimento pelos alunos: podemos solicitar um comentário de próprio punho sobre o que foi lido juntamente com o trabalho impresso ou solicitar uma explanação à turma e ao professor do que foi absorvido do trabalho.

Podemos indicar sites específicos para se efetuar a pesquisa, solicitar uma apresentação de trabalho, com a explanação dos conteúdos e com a ilustração das fontes de pesquisa, utilizar outros recursos da Internet para auxiliar na execução pelos alunos desses trabalhos, como criar um grupo de e-mail da turma para discussão do tema, programar um chat ou, quem sabe, até um fórum de discussão. O professor pode ter um blog, onde estimula o interesse sobre o assunto a ser pesquisado, inclusive com dicas de fontes. Isso sem falar nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem, que já são utilizados por várias instituições de ensino.

O fato é que o ambiente educacional pode e deve orientar os alunos a fazer a coisa certa do jeito certo. O professor não deve reprimir o acesso à Internet para pesquisa, mas é fundamental já ter experimentado as situações que citei para que sua estratégia dê certo quando solicitar um trabalho de pesquisa, sem medo de incluir a Internet como uma das fontes.
FonteProfissão Mestre

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Arte de Ensinar!

Dia desses um garoto de oito anos contava para a mãe suas experiências na sala de aula. Comentava sobre cada professor, sua maneira de ser e de transmitir ensinamentos.

Dizia que gostava muito das aulas de uma determinada professora, embora não gostasse muito da matéria.

Comentava, ainda, que detestava ter que assistir as aulas de sua matéria preferida porque não gostava da professora.

Dizia, com a franqueza que a inocência infantil permite: A professora de História está sempre de mau humor. Ela grita com a gente por qualquer motivo e nunca sorri.

Quando passa uma lição e algum aluno não faz exatamente como ela mandou, faz um escândalo. Todos os alunos têm medo dela.

Já a professora de Português está sempre sorrindo. Brinca com a turma e só chama atenção quando alguém está atrapalhando a aula. Eu até fiz uma brincadeira com ela um dia desses, e ela riu muito.

Depois de ouvir atentamente, a mãe lhe perguntou: E por que você não gosta das aulas de religião, filho?

Ah, falou o menino, o professor é grosseiro e cínico. Critica todos os alunos que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não respondem o que ele quer ouvir.

E, antes de sair para suas costumeiras aventuras com os colegas, o garoto acrescentou: Agora eu sei que, por mais complicada seja a matéria, o que faz diferença mesmo, é o professor.

De uma conversa entre mãe e filho, aparentemente sem muita importância, podemos retirar sérias advertências.

E uma delas é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar.

Muitos se esquecem de que estão exercendo grande influência sobre as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar cidadãos nobres.

Talvez pensando mais no salário do que na nobreza da profissão, alguns tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula.

Mais grave ainda, é quando se arvoram a dar aulas de Religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade, semeando no coração da criança as sementes do cepticismo.

Quem aceita a abençoada missão de ensinar, deve especializar-se nessa arte de formar os caracteres dos seus educandos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente.

É preciso que aqueles que se dizem professores tenham consciência de que cada criatura que passa por uma sala de aula, levará consigo, para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não.

É imprescindível que os educadores sejam realmente mestres, no verdadeiro sentido do termo.

Que ensinem com sabedoria, entusiasmo e alegria.

Que exemplifiquem a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito.

E aquele que toma sobre si a elevada missão de ensinar Religião, deverá estar revestido de verdadeira humildade e da mais pura fraternidade, a fim de colocar Deus acima de qualquer bandeira religiosa.

Deverá religar a criatura ao seu Criador, independente da Religião que esta professe, sem personalismo e sem o sectarismo deprimente, que infelicita os seres e os afasta de Deus.

Por fim, todo professor deverá ter sempre em mente que a sua profissão é uma das mais nobres, porque é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.

* * *
 Mestre verdadeiro é aquele que ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria.

Verdadeiro professor é aquele que toma das mãos do homem, ainda criança, e o conduz pela estrada segura da honestidade e da honradez.

O verdadeiro mestre é aquele que segue à frente, sinalizando a estrada com os próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.
 Autor:Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep. 



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Cheguei no Final do Semestre, VIVA!!!!!! Amanhã é Férias!!!!!

É com imensa alegria que  finalizo o final do semestre com a consciência do dever cumprido.Com o planejamento pronto para a volta do segundo semestre, posso descansar, médicos, dormir mais e dedicar-me a família, as minhas leituras, pesquisas e curso...ficarei com saudades de vcs!!!
Claro que continuarei postando dicas, textos, minhas férias e o que achar importante....
Queridos alunos foi muito bom o contato, experiência, aprendizado e com certeza estarei firme e forte na volta!!! Beijos, amo vcs!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Final de semestre:tempo de avaliar o que foi bacana e o que precisa ser melhorado...

É de fundamental importância fazer uma avaliação sobre o primeiro semestre e disso eu não abro mão. Sempre faço o planejamento,participo das reuniões opinando com sugestões e críticas, reorganizando e preparando tudo para o outro semestre, que é continuidade do processo, é claro. Mas também permito e estimulo que os alunos também o façam. Na última aula, na Informática, ele criam, relatam, interpretam e opinam sobre o que fizemos no semestre e o que eles gostariam de fazer, melhorar, aprender para o semestre seguinte. Eles são agentes em minha sala, minhas práticas são avaliadas e cobradas por mim sempre pensando na aprendizagem significativa deles para a vida, para o crescimento deles em tudo. Com a Robótica também não é diferente, eles em toda quinzena são estimulados a criarem, desenvolver habilidades  com o rodízio de funções, em cada aula exploro uma qualidade pessoal e um conceito tecnológico, de fundamental relevância para o projeto e para o trabalho em equipe. Nessa última quinzena exploraram uma montagem livre e fizeram uma autoavaliação para juntos analisarmos o semestre.
É muito bom poder contribuir com o aprendizado e aprimoramento das competências deles, influenciando-os para uma vida melhor. Tenho consciência da minha importância na vida deles e faço com responsabilidade, compromisso e amor!








Abaixo segue uma publicação da Nova Escola sobre o tema que fiz a postagem, muito importante:
Final de semestre, tempo de avaliar o que foi bacana e o que precisa ser melhorado | Coordenadoras em ação | Nova Escola

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O PAPEL DO COMPUTADOR NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

As “Novas Tecnologias usadas na Educação” – que já estão ficando velhas! – deverão receber um novo incentivo com a possibilidade de junção de diferentes mídias em um só artefato: TV, vídeo, computador, internet. Estamos assistindo ao nascimento da Tecnologia Digital, que poderá ter um impacto ainda maior no processo ensino-aprendizagem. Será uma outra revolução que os educadores terão que enfrentar, sem ter digerido totalmente o que as Novas Tecnologias têm para oferecer. E a questão fundamental é recorrente: sem o conhecimento técnico será possível implantar soluções pedagógicas inovadoras e vice-versa, sem o pedagógico os recursos técnicos disponíveis serão adequadamente utilizados?

Embora as sofisticações tecnológicas sejam ainda maiores, existem dois aspectos que devem ser observados na implantação destas tecnologias na educação. Primeiro, o domínio do técnico e do pedagógico não deve acontecer de modo estanque, um separado do outro. É irrealista pensar em primeiro ser um especialista em informática ou em mídia digital para depois tirar proveito desse conhecimento nas atividades pedagógicas. O melhor é quando os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um demandando novas idéias do outro. O domínio das técnicas acontece por necessidades e exigências do pedagógico e as novas possibilidades técnicas criam novas aberturas para o pedagógico, constituindo uma verdadeira espiral de aprendizagem ascendente na sua complexidade técnica e pedagógica (Valente, 2002a).


O segundo aspecto diz respeito à especificidade de cada tecnologia com relação às aplicações pedagógicas. O educador deve conhecer o que cada uma destas facilidades tecnológicas tem a oferecer e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. Em uma determinada situação, a TV pode ser mais apropriada do que o computador. Mesmo com relação ao computador, existem diferentes aplicações que podem ser exploradas, dependendo do que está sendo estudado ou dos objetivos que o professor pretende atingir.

As facilidades técnicas oferecidas pelos computadores possibilitam a exploração de um leque ilimitado de ações pedagógicas, permitindo uma ampla diversidade de atividades que professores e alunos podem realizar. Por outro lado, essa ampla gama de atividades pode ou não estar contribuindo para o processo de construção de conhecimento. O aluno pode estar fazendo coisas fantásticas, porém o conhecimento usado nessas atividades pode ser o mesmo que o exigido em uma outra atividade menos espetacular. O produto pode ser sofisticado, mas não ser efetivo na construção de novos conhecimentos. Por exemplo, o aluno pode estar buscando informação na rede internet, na forma de texto, vídeo ou gráficos, colando-as na elaboração de uma multimídia, porém sem ter criticado ou refletido sobre os diferentes conteúdos utilizados. Com isso, a multimídia pode ter um efeito atraente, mas ser vazia do ponto de vista de conteúdos relevantes ao tema. Por outro lado, o aluno pode estar acessando informação relevante, usando recursos poderosos de busca, e esta informação estar sendo trabalhada em uma situação fora do contexto da tecnologia, criando oportunidades de processamento desta informação e, por conseguinte, de construção de novos conhecimentos.

Nesse aspecto, a experiência pedagógica do professor é fundamental. Conhecendo as técnicas de informática para a realização dessas atividades e sabendo o que significa construir conhecimento, o professor deve indagar se o uso do computador está ou não contribuindo para a construção de novos conhecimentos.

Para ser capaz de responder a essa pergunta, o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação – programação, elaboração de multimídia, uso de multimídia, busca da informação na internet, ou mesmo de comunicação – e entender os recursos que elas oferecem para a construção de conhecimento. Conforme análise feita em outro artigo (Valente, 1999a), em algumas situações o computador oferece recursos importantes para a construção de conhecimento, como no caso da programação e da elaboração de multimídias. Em outros, esses recursos não estão presentes e atividades complementares devem ser propostas no sentido de favorecer esta construção. Por exemplo, no caso de busca e acesso à informação na internet, esta informação não deve ser utilizada sem antes ser criticada e discutida. No entanto, essa visão crítica, em geral, não tem sido exigida nas atividades de uso da informática e ela não pode ser feita pelo computador. Esta reflexão crítica cabe ao professor.

Uma vez o professor sentindo-se mais familiarizado com as questões técnicas, pode dedicar-se à exploração da informática em atividades pedagógicas mais sofisticadas. Ele poderá integrar conteúdos disciplinares, desenvolver projetos utilizando os recursos das tecnologias digitais e saber desafiar os alunos para que, a partir do projeto que cada um desenvolve, seja possível atingir os objetivos pedagógicos que ele determinou em seu planejamento (Valente, 2002b).

http://midiasnaeducacao-joanirse.blogspot.com.br/2009/02/pesquisa-comunicacao-e-aprendizagem-com.html

domingo, 28 de abril de 2013

Todo dia é dia de EdUcAr!!!



Não adianta nos preocuparmos só com o mundo, se em casa não fazemos a nossa lição. Temos o dever de educar sempre nossas crianças, preparando-as para a vida. E uma vida digna, respeitando o outro e o meio em que vive.
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe". (Jean Piaget)


terça-feira, 9 de abril de 2013

Educar é influenciar!

De vez em quando paro para pensar sobre a minha profissão e fico muitas vezes, triste, aborrecida e revoltada com o retorno que temos com o resultado de uma vida de estudo, dedicação e profissionalismo.
Que tipo de profissionais estamos sendo se formos analisar esse contexto? Retorno? Qualidade de vida? Reconhecimento? É melhor nem pensar muito.....é frustante.
Qual professor que não cumpre sua missão de educar mostrando qual seria a boa trilha a seguir pela vida? Educar é influenciar, não tem jeito. Mas educar é, ou deveria ser, acima de tudo, ensinar a pensar, e o pensamento com qualidade conduz, ou deveria conduzir, as duas lições que são mais belas que um jovem pode aprender: a autonomia e o significado.
Ser autônomo significa fazer suas próprias escolhas e assumir responsabilidades por elas. É ser maduro, lúcido, equilibrado...E, ter significado, quer dizer estar conectado com uma atividade que faça sentido, o que nos interessa realmente. Fazendo o que gostamos e que torne o mundo melhor.
Como diz Renato Teixeira em seu Tocando em Frente, que compôs com Almir Sater:"cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz."
Por isso, caros amigos da profissão, se abraçamos essa causa, vamos fazer o melhor possível! Não sei fazer outra coisa, a não ser ensinar. Faço a minha parte!!!
Vamos SER, OUSAR, SE REFAZER, REINVENTAR e dar resultados!!! Somos indispensáveis, somos formadores!
Seja o que for, mas seja do seu jeito!!!!
Ensinar com qualidade é tudo! 

domingo, 7 de abril de 2013

Professor bonzinho = Aluno difícil

Celso Antunes destaca neste livro que o professor bonzinho, permissivo, perde sua identidade como pessoa. Podemos ser amigos, compreensivos, mas o limite deve ser bem claro, bem definido e a preocupação em acompanhar o processo de construção do conhecimento dos alunos deve ser efetiva.

Na sala de aula a conversa entre os alunos é inevitável; é impossível ficar ao lado dos amigos sem conversar; o que devemos fazer é aproveitar essa conversa como instrumento para um trabalho pedagógico, aprender a ser um administrador de conversas, expositor de desafios, instigador de perguntas. O autor alerta que devemos tomar cuidado com o silêncio humano. Este esconde muitas vezes problemas emocionais ou disfunções agudas.

Ao ensinar, é fundamental que o professor peça aos seus alunos que opinem, sugiram, contem coisas de seu eu e de seu mundo. Jamais matar a curiosidade apresentando rapidamente a resposta; faça-os buscar pelos caminhos da pesquisa, pela reflexão do debate. E nunca se esqueça de levar para a sala de aula o sorriso, a boa educação (polidez) e o bom senso.

Com alunos difíceis, ou seja, aqueles que não querem nada com a aula, procurem não se exasperar, dar broncas. Após o final da aula chame esse aluno para conversar; faça-o descobrir que você quer ajudá-lo.

Diálogo, polidez e bom humor são aliados incondicionais para o bom relacionamento entre professores e alunos em sala de aula.

Existem algumas idéias levantadas por Celso Antunes que podem auxiliar os professores em seu dia a dia, obtendo assim maior prazer e sucesso no seu trabalho. Vamos a eles:

• Definir de forma clara e cristalina as regras disciplinares.
• Estabelecer canais límpidos de comunicação entre os alunos, diretores, pais, orientadores e professores.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.


Ensinar utilizando diferentes recursos e estratégias para despertar a curiosidade e incentivar os alunos em sala de aula e projetos é eficiente medida contra a indisciplina.

• Fazer das perguntas uma eficiente ferramenta de aprendizagem.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.

É importante destacar que os passos sugeridos costumam ajudar a resolver parte expressiva dos problemas disciplinares; mas não os eliminam por completo. A continuidade de aplicação dos procedimentos é que pode garantir a perenidade dos bons comportamentos, da participação dos estudantes nas aulas, o debate em torno das idéias e conteúdos trabalhados,...

Para concluir, o professor precisa ser amigo dos alunos, companheiro e compreensivo, ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, atuando como agente entre os objetos do saber e a aprendizagem e ter a certeza de que, quem educa semeia um futuro melhor...

http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=959

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aprender a ler e compreender no ritmo alucinante das informações online

Num mundo tão complexo, é necessário aprender a ler de muitas formas, de perspectivas diferentes, para poder entender o que se passa sob a superfície movediça dos múltiplos e incessantes acontecimentos, mensagens, telas, mídias.

Hoje aprendemos juntos, conectados, através de redes sociais. O intercâmbio é fascinante. Esse fluir contínuo da informação doTwitter ou Facebook é inebriante, porque nos coloca em contato instantâneo com múltiplos mundos, perspectivas, assuntos, pessoas. O perigo está na empolgação da fascinação do ritmo alucinante das mensagens e da falta de concentração e tempo para aprofundar as que são mais significativas. Boa parte do fluir informativo é redundante e banal; não vale a pena dedicar-lhe tanto tempo. Há muito narcisismo, deslumbramento, exibicionismo nas redes sociais, junto com contribuições relevantes, que são pérolas pontuais no meio de um deserto de areia movediça.

Quanta mais informação, mais difícil e complexo se torna o ato de ler e mais necessário se faz aprender a ler de muitas formas, integrando múltiplas linguagens e mídias, de forma muito mais rica e profunda.

Mais quantidade de informação, de telas, de acesso não significa normalmente mais qualidade, mais compreensão, mais aprendizagem. A pressa nos faz, com freqüência, aceitar os primeiros resultados de um site de buscas como os melhores, não os avaliando com cuidado, endossando pontos de vista discutíveis sem questioná-los.

Cada vez mais nos deixamos inundar por múltiplas solicitações informativas, muitas tão sedutoras quanto irrelevantes, que se sobrepõem a temas sérios que precisamos observar com mais cuidado e que correm o risco de fugirem, no meio de múltiplas distrações dos vários ambientes e telas que se sobrepõem continuamente no nosso dia a dia.
É fascinante encontrar sentido no aparente caos, captar a dinâmica dos movimentos, o que é permanente por trás da mutação. Esse é um dos desafios de hoje: conseguir acompanhar as múltiplas interfaces da informação e mergulhar nas suas entrelinhas, nas profundezas dos significados ocultos e escorregadios.

Ler depende, além do domínio técnico, de ter uma atitude curiosa e proativa diante da vida, do mundo, das pessoas. A curiosidade nos motiva a ler, a conhecer, a pesquisar. Ler é um prazer quando queremos saber mais, investigar mais, descobrir ângulos diferentes, indo além do óbvio.

Quanto mais informação disponível, mais complexo se torna o ato de ler. Primeiro, porque precisamos escolher o tempo todo, eliminando a maior parte do que se apresenta à nossa frente. Sempre estaremos acometidos pela dúvida da validade das escolhas feitas: Por que não ler outros textos, outras páginas? Quantas informações relevantes estamos excluindo quando teclamos novos clicks?

Após essa triagem constante, continua a dúvida: o que ler rapidamente, só para um acompanhamento rápido e o que ler com calma, com tempo, com cuidado? Em geral, pela premência do tempo, o que consideramos importante o salvamos, para lê-lo depois com mais atenção. E quando conseguimos retomar de verdade a leitura do que salvamos, se há tantos novos estímulos e materiais que se sobrepõem aos que estávamos mapeando?

É uma arte hoje aprender a mapear rapidamente o tipo de informações que recebemos: as que vale a pena descartar sem ler; as que valem só como curiosidade, entretenimento e que nos ajudam a descansar ou passar o tempo. Há outras informações que nos situam, leituras de referência que apontam para outros textos, outros autores, outros lugares. Há textos que confirmam o que já sabemos e outros que nos surpreendem, porque trazem dados e análises inesperados. Há informações que abrem novas perspectivas em algum campo de interesse e que podem ser extremamente relevantes a médio prazo. Há informações leves, que podemos consumir rapidamente e há outras densas, profundas, complexas, que exigem uma concentração e tempo maiores. Se não nos organizarmos bem, tentamos deixá-las para depois e podemos perder preciosas oportunidades de aprender, de evoluir, de modificar-nos.

Em geral hoje lemos muitas mais coisas, ouvimos e vemos muitas histórias diferentes. É um redemoinho informativo incessante. Mas... aprendemos muito, conhecemos de verdade, compreendemos profundamente o que lemos?
O ritmo frenético de atividades, de exigência de respostas para tudo, de quebra de atenção por chamadas, mensagens, vídeos, solicitações múltiplas dificulta sobremaneira a necessária concentração para a compreensão profunda. Conhecemos muitas coisas, só que mais superficialmente. Como tudo está ao alcance de um click parece que é fácil conhecer. É fácil mapear a informação; difícil é conhecer, compreender os seus múltiplos significados.

Abrir múltiplas janelas nos permite mapear melhor o que está acontecendo. Depois precisamos filtrar, escolher o que focar e o que descartar. O passo seguinte é entender, analisar, refletir, compreender, contextualizar, introjetar, comunicar (dizer ao outro o que compreendemos), aplicar (fazer algum uso do que aprendemos, seja um uso teórico ou prático).

É difícil, mas fundamental, equilibrar o mapear e o focar, visualizar tudo e concentrar-se em tópicos específicos. Organizar tempos de acesso a mensagens diferentes (email, facebook) e tempos de análise de assuntos específicos. Tempos de navegação digital e de navegação “presencial”, de inserção em ambientes físicos. Tempo de estar conectado e de desligar de todos os equipamentos em rede.

No meio dessa voragem informacional é importante manter algumas referências básicas, alguns textos e autores fundamentais e voltar a eles com freqüência. É importante quebrar o ritmo do caleidoscópio informativo para meditar, pensar, analisar, perceber, decantar, concluir. Sem esses tempos de quebra de ritmo, corremos o risco de sermos levados pelas sucessivas ondas, sem saber surfá-las.

Se não equilibrarmos bem o acesso às mensagens e o tempo de estar desconectado, geraremos formas crescentes de ansiedade, de dependência, de dispersão. Produziremos menos e nos angustiaremos mais.
Com freqüência me perguntam: Como conseguir que os jovens leiam, no meio de tantas distrações nas telas?

Não há uma resposta simples, mas é importante conhecer os interesses dos alunos, o que os motiva e partir do que gostam e dos ambientes que conhecem. Se freqüentam redes sociais, podem ser criadas nelas atividades iniciais de contato, de estímulo para levá-los progressivamente a leituras mais exigentes e em ambientes menos conhecidos. Podem ser utilizados vídeos, histórias em aplicativos digitais como formas de sensibilizar para universos que apontam para outros níveis de leitura mais profundos.
Ensinar a ler, a pesquisar, a compreender num mundo de informações incessantes é um desafio que todos, escola e pais, precisamos enfrentar de uma forma atenta e competente para que nossos alunos e filhos consigam aprender melhor e evoluir cada vez mais.

   Texto extraído e revisto do meu livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 5ª ed., Campinas: Papirus, 2011. Cap.4. Tecnologias no ensino e aprendizagem inovadores
Texto disponível em  www.eca.usp.br/prof/moran/caos.pdf

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Professor como Mediador no Processo Ensino Aprendizagem


O mundo está mudando e isso está ocorrendo a uma velocidade sem precedentes na evolução histórica da humanidade. A globalização, o surgimento de novas tecnologias, como o avanço das telecomunicações e da informática, contribuem para que ocorra mudanças, também, na Educação. A interação professor - aluno vem se tornando muito mais dinâmica nos últimos anos. 
O professor tem deixado de ser um mero transmissor de conhecimentos para ser mais um orientador, um estimulador de todos os processos que levam os alunos a construírem seus conceitos, valores, atitudes e habilidades que lhes permitam crescer como pessoas, como cidadãos e futuros trabalhadores, desempenhando uma influência verdadeiramente construtiva.
A Educação deve não apenas formar trabalhadores para as exigências do mercado de trabalho, mas cidadãos críticos capazes de transformar um mercado de exploração em um mercado que valorize uma mercadoria cada vez mais importante: o conhecimento. Dentro deste contexto, é imprescindível proporcionar aos educandos uma compreensão racional do mundo que o cerca, levando-os a um posicionamento de vida isento de preconceitos ou superstições e a uma postura mais adequada em relação a sua participação como indivíduo na sociedade em que vive e do ambiente que ocupa.

O desafio de contribuir com a educação do jovem e do cidadão, num momento de mudanças e incertezas e a necessidade de resgatar valores tão importantes condizentes com a sociedade contemporânea leva o professor a entender que deverá exercer um novo papel, de acordo com os princípios de ensino-aprendizagem adotados, como saber lidar com os erros, estimular a aprendizagem, ajudar os alunos a se organizarem, educar através do ensino, entre outros.
O aluno precisa adquirir habilidades como fazer consultas em livros, entender o que lê, tomar notas, fazer síntese, redigir conclusões, interpretar gráficos e dados, realizar experiências e discutir os resultados obtidos e, ainda, usar instrumentos de medida quando necessário, bem como compreender as relações que existem entre os problemas atuais e o desenvolvimento científico. Isso só será possível, a partir do momento que o professor assumir o seu papel de mediador do processo ensino-aprendizagem, favorecendo a postura reflexiva e investigativa. Desta maneira ele irá colaborar para a construção da autonomia de pensamento e de ação, ampliando a possibilidade de participação social e desenvolvimento mental, capacitando os alunos a exercerem o seu papel de cidadão do mundo.

O modo de entender e agir que nos possibilita não nos deixarmos abater pela adversidade e, até mesmo, de utilizá-la para crescer. Uma das causas do fracasso do ensino é que tradicionalmente, a prática mais comum era aquela em que o professor apresentava o conteúdo partindo de definições, exemplos, demonstração de propriedades, seguidos de exercícios de aprendizagem, fixação e aplicação, pressupondo-se que o aluno aprendia pela reprodução. Considerava-se que uma reprodução correta era evidência de que ocorrera a aprendizagem. Essa prática mostrou-se ineficaz, pois a reprodução correta poderia ser apenas uma simples indicação de que o aluno aprendeu a reproduzir, mas não aprendeu o conteúdo. É necessário saber para ensinar. O professor deve se mostrar competente na sua área de atuação, demonstrando domínio na ciência que se propõe a lecionar, pois do contrário, irá apenas "despejar" os conteúdos "decorados" sobre os alunos, sem lhes dar oportunidade de questionamentos e criticidade.

Adequar a metodologia e os recursos audiovisuais de forma que haja a comunicação com os alunos, é também, uma forma de fazer da aula um momento propício à aprendizagem.
É importantíssimo que o professor tenha, também, competência humana, para que possa valorizar e estimular os alunos, a cada momento do processo ensino-aprendizagem. A motivação é imprescindível para o desenvolvimento do indivíduo, pois bons resultados de aprendizagem só serão possíveis à medida que o professor proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever, perguntar e ampliar idéias.

Dentro das competências: científica, técnica, humana e política desenvolvidas pelo professor, é essencial propiciar aos alunos condições para o desenvolvimento da capacidade de pensar crítica e logicamente, fornecendo-lhes meios para a resolução dos problemas inerentes aos conteúdos trabalhados interligados ao seu cotidiano, fazendo com que ele compreenda que o estudo é mais do que mera memorização de conceitos e termos científicos transmitidos pelo professor ou encontrados em livros.

É um trabalho em que raciocínio e criatividade são recompensados.

É indispensável dar mais ênfase à aprendizagem do que aos programas e provas como é prática comum em nossas escolas, pois no processo de ensino e aprendizagem, conceitos, idéias e métodos devem ser abordados mediante a exploração de problemas, desenvolvendo competências para a interpretação e resolução dos mesmos. E esta resolução não é um exercício em que o aluno aplica, de forma quase mecânica, uma fórmula ou um processo operatório, mas uma orientação para a aprendizagem, pois proporciona o contexto em que se pode aprender conceitos, procedimentos e atitudes. Para que ocorram essas transformações, tão necessárias, é preciso que o professor demonstre profissionalismo, ética e, acima de tudo, compromisso com o sucesso dos alunos. O compromisso de conduzi-los ao aprendizado. É o desafio para todos os que estão envolvidos em Educação.
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Elenir Souza Santos
Revista Gestão Universitária, Edição 40