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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Vocês sabem quem são os Nossos Amigos Maduros?

Amigos Maduros
Você já experimentou observar amorosamente a árvore de sua família,
a seiva que lhe dá vitalidade, as flores e frutos que ela produz
e imaginar as raízes que lhe dão sustento?
Em sua memória, em cartas e cartões guardados, em álbuns de fotos
ou, quem sabe, ainda bem próximo de você, há quatro pessoas
que acumulam sabedoria e ternura, carinho e compreensão
e têm muitas histórias para contar.
São os avós, pessoas que, revendo o passado com gratidão
e abraçando o presente com serenidade, ajudam a vislumbrar
o futuro para seus filhos e netos.
Essas pessoas queridas, depois de percorrem tantos caminhos
e já colhendo os frutos do seu trabalho e amor...
de repente, deparam-se com nova onda de vitalidade, à medida que,
rebentos de uma nova geração, os netos, reacendem nos avós
o gosto pela vida e a lembrança do tempo de infância.
Mesmo com algumas carências próprias da idade,
os avós têm lugar especial na vida dos netos,
pois são amigos maduros, livres e criativos,
afetuosos e compreensivos.
Experimente pedir a eles para contarem histórias do tempo
em que tiveram que criar e educar seus filhos.
Converse com eles e descobrirá tantos detalhes curiosos
que irão enriquecer sua história. Faça anotações, gravações, fotos.
Chegará o tempo em que, depois de percorrer o mundo,
as rodas de amizades, você voltará a atenção
para a história de sua família, que é a sua história.
Qual uma colcha de retalhos, a vida foi se ajeitando aos poucos.
Entre choros e abraços, a vida foi criando seus laços,
legando experiência, valores e uma cultura tão própria da família.
Você conhece as canções de ninar que acalentaram e embalaram
seus pais? Que tal pedir para seus avós cantarem para você?
Se esse seu desejo for agora apenas uma lembrança,
uma prece, que Deus acolha seu recado e sua saudade.
Parabéns aos nossos amigos maduros,
cheios de escuta e compreensão - nossos avós -
cujo dia é celebrado em 26 de julho,
lembrando São Joaquim e Santa Ana,
pais de Maria, Mãe de Jesus! 

Autor: Ir. Zuleides Andrade

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Refletindo sobre a MORTE!!! É triste, aceitá-la...

Triste fim imaginar que a vida termine na hora da morte. 
Que tudo o que construímos durante a nossa existência simplesmente se perca nos punhados de terra jogados sobre a nossa sepultura.
Naquela hora, palavras não são suficientes para expressar toda a dor que o sentimento da partida provoca nos que ficam. 
Religião, crença, fé, por mais profundos que sejam são incapazes de traduzir o vivenciado intimamente.
Por isso, me recuso a acreditar que a nossa vida termina com a morte. Prefiro acreditar que a dor que sentimos nos ensina a valorizar o reencontro em algum lugar no futuro.
Que essa dor nos leva a reflexões tão profundas que nenhum livro, nenhuma palestra, nenhum estudo, por mais profundos que sejam têm o poder de nos ensinar. 
Aprenderemos com a dor, o que poderíamos ter aprendido com a alegria de compartilhar as coisas mais simples da vida com os outros. Uma música ouvida juntos, um sabor da comida partilhada à mesa, farta ou menos farta. Um silêncio naquela hora do dia em que tudo o que queremos é apenas saber que o outro está ali, tão disponível quanto um simples copo de água no deserto.
Talvez essa reflexão seja apenas uma elucubração meio maluca, infantil. Talvez seja apenas uma tentativa de conviver com a dor e o desmoronamento de sonhos que a partida provoca em nós. Mas é dessa forma que procuro elaborar o luto que se ainda não nos atingiu, certamente, em algum momento nos atingirá.
Sim, há aqueles que já aprenderam a valorizar esses pequenos momentos. 
Com certeza também sofrerão, a ruptura. Para esses, defendo que deva prevalecer a fé no reencontro no “futuro”. E mais uma vez, imagino o turbilhão de alegria que nos inundará no exato momento em que nos reencontrarmos. A alegria, o abraço saudoso apertado, o olho no olho querendo saber por onde tem andado aquela criatura que tanta dor nos causou. Depois, o silêncio segurando a mão, olhar no infinito, o gozo do reencontro festivo.
Por Lúcio Alves


O DIA depois de Amanhã...

Que dia é esse? Como será? Ao certo nós não sabemos como será e o que nos espera... há muito venho refletindo sobre as reviravoltas que a vida dá e não paro de pensar o quão incerto é o futuro, o quão misterioso é o nosso DIA depois de AMANHÃ!!!


Em minha mente recordo do filme, com o mesmo título dessa postagem,  O DIA DEPOIS DO AMANHÃ, onde retrata os efeitos catastróficos do aquecimento e esfriamento global, trazendo uma mensagem clara sobre o suposto “fim do mundo”, despertando a necessidade de uma atenção rigorosa às atitudes tomadas pelo homem. E muitos outros retratam  Há muito ouvimos falar das mudanças climáticas, das crises que enfrentaríamos se continuássemos com o consumo exagerado de todos os elementos da natureza;

São muitos os problemas que afligem os nossos DIAS: sejam eles sociais, ambientais, culturais, físicos, estruturais e emocionais. Cada um tem seu motivo, sua raiz. Cada um vai nos destruindo pouco a pouco. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia 20 é o nosso DIA, Pedagogos!!!!!

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola. 

É mais do que isso...

É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra-se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste, pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de ideias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são!
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.
Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.


Por Vanessa B. de Carvalho, 2007




segunda-feira, 30 de março de 2015

Entendendo o Significado da Páscoa

Páscoa vem do hebraico Pessach e significa passagem. Era comemorada pelos judeus antigos e ainda hoje é celebrada pelos israelitas comemorando o Êxodo, saída do povo hebreu do Egito durante o reinado de Ramsés II. Da escravidão para a liberdade, um ritual de passagem. Era esta comemoração que Jesus celebrava com seus discípulos na noite de quinta feira Santa antes da crucificação.
O cristianismo deu um novo sentido a esta festa. A passagem seria a de Jesus da morte para a vida na ressurreição.

Essa ideia da renovação da vida já existia muito antes da era cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se da celebração do Pessach (páscoa judaica) outros dos festivais pagãos. Os povos antigos comemoravam no equinócio da primavera (hemisfério norte) mais ou menos vinte de março, marcado pela transição da metade escura para a metade clara do ano, o inicio da primavera, que traz consigo a nova vida. O equinócio festeja a ressurreição da luz com o deus solar aquecendo a terra, a germinação das sementes após a hibernação, o desabrochar da vegetação e a renovação da vida.
Era comemorado por esses povos a morte e o renascimento de vários deuses como: Tammuz na Suméria; Osíris no Egito; Dionísio na Grécia; Odin na Escandinávia.

A atmosfera é de renovação, regeneração, expectativas e esperanças.

A festa tradicional associa a imagem do coelho, símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, ofertados como presente.
O símbolo do coelho, vem do fato de esse animal ser extremamente fértil e os primeiros a saírem das tocas após um longo inverno de recolhimento, e os ovos, representando o potencial de vida, novo início.

Muito antes da era cristã, há mais de 2 mil anos, os ucranianos já pintavam ovos, isto foi descoberto em escavações arqueológicas onde foram encontrados vestígios do pêssanky, ovos pintados à mão. Ainda hoje os ucranianos fazem as pêssanky para presentear durante o período da páscoa e são considerados talismãs que trazem boa sorte, fertilidade, amor e fortuna para quem os recebe. 

Da combinação desses antigos símbolos místicos provavelmente resultou o costume de se presentear com ovos de chocolate trazidos pelo coelho da páscoa.

Dessa forma a Ressurreição de Jesus traz consigo um novo tempo de paz e esperança para toda humanidade.

É portanto uma data propícia a rituais celebrando o renascimento, a passagem da tristeza para a alegria, das trevas para a luz, do egoísmo para o amor.

A renovação é uma riqueza a ser buscada. E sempre é tempo de recomeçar.
Feliz Páscoa

Por  Ilda Carvalho


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz Natal, Amigos!

Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando. 
Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada. Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam. Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir. 
Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções.
Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos. 
Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria. 
Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem. 
Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor. 
Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos.
Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis. 
Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos.
Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos. 
Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão.
Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado.
Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala. 
Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós.
Obrigado Jesus!
Por vossa luz, perdão e compreensão.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Desmistificando o Design: 05 de novembro merece atenção!!!


O que é design?
Entende-se por design a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais do produto, de modo a atender às necessidades do consumidor, melhorando o conforto, a segurança e a satisfação dos usuários.

O design é o meio de adicionar valor aos produtos industrializados, levando à conquista de novos mercados.

As empresas têm usado o design como poderoso instrumento para introduzir diferenciações nos produtos e destacarem-se no mercado, perante aos seus concorrentes.

Hoje ele é uma das principais ferramentas para as empresas competirem nos mercados nacional e internacional.

Como surgiu?

O design surgiu no começo deste século e desde então vem evoluindo.

Naquela época os produtos fabricados em massa eram pouco funcionais e, muitas vezes, mal acabados. O design surgiu para ser a ferramenta das empresas em busca de um produto melhor.

Com o design firmou-se a idéia de que "a forma segue a função", ou seja, aquilo que é bem projetado do ponto de vista funcional acaba tendo uma forma agradável, atraindo o cliente.

Como evoluiu?

Durante sua evolução, o design teve momentos em que representava claramente a cultura de um país ou região: design italiano, americano, alemão, japonês.

Com a troca de informações em todo o mundo, e o processo de "globalização", pouco a pouco as diferenças culturais entre produtos de diversos países foram diminuindo, levando à projeção de um produto aceito internacionalmente.

Hoje está-se chegando a um equilíbrio: o produto deve ser bem aceito no mundo todo, mas mantendo uma identidade nacional, ou seja, ele deve representar aspectos positivos do país em que foi criado.

Como se manifesta?

O design se manifesta, principalmente, através de duas qualidades: funcionalidade e estilo.

As pessoas sempre associam design ao bom gosto, a algo bem-feito. Os melhores recursos que temos para descobrir o design são os nossos sentidos, principalmente os da visão e do tato, empregados no uso do produto ou serviço.

Como se apresenta?

As duas formas mais conhecidas de design são:

GRÁFICO - São projetos da marca (logotipo) e do material de papelaria da empresa (papéis timbrados, cartões de visita, etc.), do visual da embalagem, dos cartazes, dos folhetos, das capas de livros e dos discos.

DE PRODUTO - São os projetos de objetos, tais como o aparelho de barba, cadeiras, automóveis e torneiras.

Assim um CD de música vem com a caixa plástica com uma capa de papel dentro. O projeto da caixa plástica é design de produto; o da capa ou folheto é design gráfico.


Uma boa embalagem tem tanto design gráfico como design de produto.

No design gráfico pode-se observar o "visual" da caixa, as instruções nela impressas, etc. No design de produto é selecionado o material da embalagem, a maneira de usar esse material, o formato (modelo) da embalagem, como será montada, etc.

Outras formas de design estão surgindo

DESIGN AMBIENTAL - Procura reduzir o impacto causado pela produção em escala industrial sobre o meio ambiente. Promove a utilização de materiais alternativos, combina diferentes matérias primas e evita o desperdício.

DESIGN CÊNICO - Projeta palcos para teatro, música, balé, cenários para cinema e produções de TV.

DESIGN DE VITRINES - É aplicado nas lojas, melhorando a exposição dos produtos, atraindo consumidores e facilitando as vendas.

WEB DESIGN - Projeto de enderêços (sites) e apresentação gráfica na Internet.

DESIGN DE INTERFACE - Projeta as telas dos programas de computador.

Até mesmo na comida podemos encontrar o design: no projeto de um novo tipo de massa caseira, esta deverá ser bonita, de rápido cozimento e fácil de embalar. Percebe-se, então, que o design pode estar em quase qualquer lugar. Da cabine das naves espaciais aos aparelhos de barba descartáveis.

Quem é o Designer?

É o profissional que elabora o design de um produto.

Em uma indústria, o designer desenvolve o projeto do produto.

Em parceria com o designer, o projetista faz o detalhamento de algumas peças do produto e, finalmente, o desenhista técnico prepara os desenhos de fabricação.

Como se desenvolve o design?

Quem trabalha com design experimenta algumas formas diferentes de criar, gerenciando uma quantidade de desenhos e anotações. Seleciona as soluções mais promissoras e se concentra nelas, aperfeiçoando-as.

Finalmente escolhe a que se desenvolveu melhor e cria novas alternativas. A idéia escolhida é aprimorada, até que seja viável a produção.

Nesse processo, uma grande variedade de idéias têm chance de sucesso. Algumas delas, descartadas no caminho, podem ser aproveitadas no futuro, com alguma inovação em materiais ou processos de fabricação, mudanças no mercado ou exigências do consumidor.

É muito mais fácil inovar se esse é um hábito da empresa.

O design costuma trazer soluções inesperadas.

Por que usar design?

Hoje, mais do que nunca, a empresa deve estar preparada para ter sua imagem comparada com a concorrência. Nos mercados nacional e internacional todos estão competindo por um espaço no desejo do consumidor. Disputam preço, qualidade e novidade.

No meio de tantas ofertas, o consumidor quer adquirir o produto que melhor atenda as suas necessidades pelo menor preço.

Deve-se conquistar o desejo do consumidor no primeiro olhar. Uma vez conquistado, ele facilmente associará o produto à empresa.

Além de ser um importante fator na conquista do consumidor, o design é uma alternativa para a redução dos custos de produção, fazendo uso de diferentes matérias-primas, associadas ou não, e ajudando na racionalização de gastos.

O design auxilia as empresas também na área de preservação ambiental, propondo alternativas capazes de reduzir o impacto da utilização dos recursos naturais não renováveis.

O design é fator diferenciador de produtos e serviços. Ele destaca aspectos, como identidade, qualidade e satisfação do cliente, que são condicionantes fundamentais para a manutenção e conquista de mercados.

fonte: A Importância do Design Para Sua Empresa/Cartilha CNI - COMPI, SENAI/DR-RJ, Carlos Bahiana.
http://cndesign.sites.uol.com.br/sobre_design.htm

 Homenagem aos amigos Wecsley Oliveira, Adriana, Airton Rocha, Marcos Fraga, Gerge Coelho, Isânia Dantas e a todos os Designs do mundo!!!
Parabéns pelo dia de vocês! Todos nós merecemos respeito por aquilo que somos, vivenciamos e trabalhamos.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Porque Sou Professor...



Sou PROFESSOR porque...amo a vida, amo as pessoas, amo servir e trocar confeitos de sonhos e esperanças.

Sou PROFESSOR porque creio na fé, no conhecimento, e no saber que provoca mudanças essenciais para todos.

Sou PROFESSOR porque... o amor também move moinhos além de remover montanhas, e é pra frente que se anda, é para cima e para dentro que se evolui espiritualmente.

Sou PROFESSOR porque... pássaro que sabe que pode voar mais longe, tem que partir primeiro...

Sou PROFESSOR porque...acredito na distribuição do pão e da água, além da vontade de viver intensamente tecendo somas de vivências e iluminuras.

Sou PROFESSOR porque...confio na beleza da produção de conhecimento e da pesquisa em parceria dinâmica salutar.

Sou PROFESSOR porque...a alma da ciência é a perseverança e o dinamismo da dedicação uma missão como soma pelo viés plural-comunitário.

Sou PROFESSOR porque...a palavra é luz, o livro é estandarte e a troca de bagagens (Ave Paulo Freire) um elo de exortação à vida infinita que é uma eterna busca.

Sou PROFESSOR porque...a união vale o esforço, faz a força do grupo docente e discente irmanados; a união de propósitos em comum faz o acervo ético, e a amizade é uma escada para o alto, para a essência vital do divino amor cósmico.

Sou PROFESSOR porque...sempre me encontro comigo mesmo, a cada aula, cada situação-problema, e quando estou em sala de aula eu me sinto dentro do meu próprio coração.

Sou PROFESSOR porque...lecionar é uma lavra de humanismo de resultados, arados e a estrelas no mesmo canteiro sideral da espécie que é energia, calor e luz.

Sou PROFESSOR porque...dar aulas é oferecer a mão estendida, o ombro amigo, o afeto que se encerra num abraço terno à procura de uma boa mensagem sementeira para o futuro.

Sou PROFESSOR porque...a pedra bruta para se tornar diamante de valor precisa da estima, da lucidez e do fogo da forja que é primordial no caminho do estágio evolutivo sequencial. 

Sou PROFESSOR porque...a docência é missão, é dádiva, é semeadura de tantas estradas que vão dar muito além desse planeta geoide.

Sou PROFESSOR porque... de uma maravilhosa mestra me fiz poeta precoce, de uma educadora meiga me fiz Crusoé, de uma pedagoga diferenciada me fiz baladeiro a oxigenar seixos íntimos, sonhando - nos estudos, no livros, nas aulas - um lugar ao sol e o pote de ouro atrás do arco-íris.

Sou PROFESSOR porque...me respeito e gosto de fazer o que faço, amando para ser amado, me modificando (e moldando-me sempre para melhor) a cada dia, descobrindo sempre novos horizontes pelo olhar do aluno-filho, cada um deles com perspectiva especial de uma alma cidadã.

Sou PROFESSOR porque...faço parte da orquestra dos sensíveis, e me dou, livro aberto, para a biblioteca universal dos dias que são páginas de rostos de seres puros buscando apreendências e letramentos...

Sou PROFESSOR porque...ensinar é levar o aluno enquanto ser e enquanto humanus, para uma viagem ao reino encantado da palavra, do saber e até do conhecimento científico.

Sou PROFESSOR porque...como diz o poeta, o aluno é como a madeira, se for devidamente "tocado" - INSPIRADO! - pode tornar-se flauta.


Sou PROFESSOR porque...minha maior rebeldia é querer mudar o mundo pra melhor, plantando ideais nos corações e mentes de meus canteiros cíclicos que, certamente levarão minha mensagem de amor e fé para o futuro da espécie, uma vida melhor, mais justa.

E, por fim, sou Professor porque assim sou feliz, pareço feliz, semeio sentidos de grandes buscas, com parcerias e vivências de inclusões, e sei que, com certeza, há muito mais luz no processo do ensino-aprendizagem do que no átomo. E sei também que o aluno é uma árvore que tem que ser bem cuidada, bem regada, bem preparada, solidificada com carinho, bem adubada até, para, serenamente crescer e dar flores e frutos. E assim sei da responsabilidade que, com meu trabalho, tenho com a sociedade, com a vida, com o mundo, por isso mesmo espero ser um dia um belo fruto na seara desses alunos que amo tanto.

Poeta Prof. Silas Corrêa Leite – EMEF José Alcântara Machado Filho – AR/BT
Especialista em Educação, Jornalista Comunitário, Escritor Premiado em Verso e Prosa
Autor de Campo de Trigo Com Corvos, Editora Design-SC



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Trabalhando com Filmes Educativos em sala

O filme Somos Todos Diferentes (Taare Zameen Par,Índia,2007)  trata de um assunto muito delicado e importante, a dislexia e da falta de conhecimento e informação do educador para observar e diagnosticar esses casos.
Mas, ao assistir e analisar em casa para preparar meu planejamento, percebi que podia e devia explanar muito mais com meus alunos com as turmas dos 4ºs e 5ºs anos sobre todo o contexto do filme. No início da aula conversei com eles qual o meu objetivo e o que quero deles no final para juntos analisarmos melhor cada situação:

  • Analisar os costumes, religião, país e fazer uma comparação de como acontece aqui no Brasil e em nosso meio;
  • Postura da escola;
  • Postura dos professores;
  • Postura da família, relação, convivência, dinamicidade, rotina;
  • A relação do personagem principal com a família, pai, mãe, irmão, vizinhos, colegas da escola, com o mundo;
  • A importância da mensagem do filme para mudança de atitude e conhecimento, não fazer julgamentos, acolher o outro, percepção, cuidado, atenção, solidariedade;
  • O que são distúrbios e dificuldade de aprendizagem? 
  • O que é a inclusão? Como acontece? Como deve ser realmente vista e praticada?
  • Bullying; 
  • Cyberbullying;
  • O que cada um pode fazer?
  • Quais problemas ele enfrenta? O que vocês perceberam?
  • Você observou alguma semelhança da escola dele com a sua?
  • Em algum momento você se pareceu com Ishaan? Qual?: Por quê?
  • Por que será que tudo fora da escola chama atenção dele?
  • A atitude dele de sair da escola sozinho foi correta? Por que será que ele agiu assim?
  • Quando ocorreu a mudança no filme? Quem o percebeu com outros olhos? Por quê?
  • Quias as habilidades você percebeu de Ishaan? E você, quais são as suas?
  • A rotina diária e os problemas enfrentados pela família dele acontece como a nossa? O tempo? O trabalho? A correria do mundo moderno? As responsabilidades de cada um? Qual o nosso papel?
  • Por que essa "luta maluca" para se chegar ao destino? Não podemos fazer diferente?
  • Existem outros, outros, tantos outros como eu? Como você? 
  • O que achou do filme e de tudo o que foi explanado em sala?
Por que acredito que trabalhar com filmes e vídeos educativos em sala?
Assistindo a um filme, aprendemos a ver o mundo de outra forma. Na tela do cinema ou da TV, a história é contada não apenas por meio de palavras, mas também por imagens, sons e outros recursos que às vezes nem são percebidos conscientemente pelo espectador, mas que estão ali, colaborando para despertar emoções. 

"O cinema desloca nosso olhar e oferece outra perspectiva, além das que nos são transmitidas pela família, pela escola e por outras mídias", explica André Costa, cineasta e educador em artes visuais. "Ver um filme é uma experiência estética, e o que é educar senão experimentar?", completa ele, que dá aulas de cinema na Faap e é um dos sócios da Olhar Periférico Filmes. 

Um filme, portanto, está longe de ser apenas uma história. A forma, nesse caso, está acima do conteúdo. Por isso, um dos exercícios sugeridos para a sala de aula pela professora Carmen Zink Bolonhini é o de congelar uma cena e analisar com os alunos todos os elementos que ali se encontram e que papel eles desempenham para que a mensagem desejada pelos produtores seja passada. "Analisando qualitativamente os símbolos usados, as crianças aprendem a ler outras formas de linguagem", justifica Carmen Zink Bolonhini. 

A educação deve ter como papel principal o desenvolvimento do indivíduo em sua totalidade. Para tanto, ela precisa se modificar constantemente, observando as mudanças ao redor, essencialmente o desenvolvimento tecnológico e a influência que a mídia exerce no dia a dia do mundo globalizado. O desafio dos educadores é estimular, no ambiente escolar, o envolvimento da mídia nos objetivos educacionais para desenvolver  valores  e  atitudes que  contribuam para  a  construção da  reflexão e do entendimento dos educandos. Os filmes transmitem mensagens que traduzem valores culturais, sociais e ideológicos de uma sociedade e de uma determinada época, dessa forma podem ser um instrumento para estimular os jovens ao conhecimento da cultura geral.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um texto muito emocionante para nos fazer refletir!!!!

 Uma lição de Vida!!!
Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro
chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa
para ver o lindo caminhão que comprara
depois de longos e árduos 20 anos de trabalho.
Era o primeiro que conseguia comprar
depois de tantos anos de sufoco e estrada.

A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão.

Ao chegar à porta de casa,
encontra seu filhinho de seis anos,
martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão.

Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e,
sem hesitar, completamente fora de si,
martela impiedosamente as mãos do garoto,
que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo.

A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho,
mas pouco pôde fazer.

Chorando junto ao filho,
consegue trazer o marido à realidade,
e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados.

Passadas várias horas de cirurgia,
o médico desconsolado e bastante abatido,
chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão,
que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados.

Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico,
devendo os pais aguardá-lo no quarto.

Ao acordar, o menino ainda sonolento
esboçou um sorriso e disse ao pai:
- Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.
O pai, enternecido e profundamente arrependido,
deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância.

Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele
e que a lataria do caminhão não tinha estragado.

Então o garoto com os olhos radiantes perguntou:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- É claro que não! – respondeu o pai.

Ao que o menino pergunta:
- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?

Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos,
e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos.

Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes,
a fim de evitar que os danos sejam irreversíveis.

Não há nada pior que o arrependimento e a culpa.
Pense nisto!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ontem, dia 20 de Julho - Dia Internacional do amigo e da amizade!


       Segundo as definições do Dicionário Aurélio, amigo é aquele ligado a outro por laços de amizade. Em que há amizade. Amizade, portanto, é um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração sexual.

Quem é ou tem um amigo ou traz no peito esse sentimento nobre, sabe que a amizade vai muito além da definição de um dicionário. No decorrer da vida, nós desfrutamos da companhia de diferentes tipos de amigos. Os amigos de nossa infância, dos quais nós podemos lembrar vagamente. Os amigos da escola. O 'melhor' amigo da adolescência. Colegas que encontramos no serviço. Amigos com os quais compartilhamos bons momentos. Companheiros de farra.

À medida que envelhecemos, um amigo com o qual podemos tomar café juntos, enquanto conversamos ou fazemos outro tipo de atividade. Mas existem também relações de amizades entre outros tipos de pessoas de outras regiões, seja por via Internet, onde amizades surgem para suprir um vazio existente ou para descobrir outro mundo, além do seu, ou laços de amizades feitos por pessoas de outras cidades ou regiões, que se conheceram pessoalmente e que preservam, por muito tempo ou por consistência, esse sentimento.

Portanto, hoje, em comemoração ao Dia da Amizade, celebre a data com o amigo por perto; ou se está longe, faça um contato, por mais breve que seja, e reacenda os laços que os unem de amizade, de respeito. Que seu amigo saiba e sinta o quanto você o considera, o quanto você o ama como amigo.

COMO SURGIU A DATA?

A origem do Dia Internacional da Amizade é controversa. Isto é, ninguém sabe ao certo como foi que surgiu a idéia de se criar um dia especialmente dedicado aos amigos. Entretanto, acredita-se que a idéia tenha partido de um dentista argentino, chamado Enrique Febbaro. Segundo histórias contadas na Internet, esse dentista, entusiasmado com a corrida espacial que estava a todo vapor na década de 60, decidiu prestar uma homenagem a toda a humanidade por seus esforços em estabelecer vínculos para além do planeta Terra.

Durante um ano, Febbaro teria divulgado o seguinte lema: "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro". Algum tempo depois, com a chegada do homem à Lua em 20 de julho de 1969, ele escolheu esta data para fazer uma festa dedicada à amizade.

A história diz ainda que a comemoração tornou-se oficial em Buenos Aires, capital da Argentina em 1979 e, devagarzinho, acabou sendo adotada em outras partes do mundo.

OS MILAGRES DA AMIZADE

A amizade torna os fardos mais leves, porque os divide pelo meio.

A amizade intensifica as alegrias, elevando-as ao quadrado na matemática do coração.

A amizade esvazia o sofrimento, porque a simples lembrança do amigo é alívio.

A amizade ameniza as tarefas difíceis, porque a gente não as realiza sozinho.

São dois cérebros e quatro braços agindo.

A amizade diminui a distância.

Embora longe, o amigo é alguém perto de nós. A amizade enseja confidências redentoras: problema partilhado, percalço amaciado; felicidade repartida, ventura acrescida.

A amizade coloca música e poesia na banalidade do cotidiano.

A amizade é a doce canção da vida e a poesia da eternidade.

O amigo é a outra metade da gente.

O lado claro e melhor.

Sempre que encontramos um amigo, encontramos um pouco mais de nós mesmos.

O amigo revela, desvenda, conforta.

É uma porta sempre aberta, em qualquer situação.

O amigo na hora certa é o sol ao meio-dia, estrela na escuridão.

O amigo é a bússola e rota no oceano, porto seguro da tripulação.

O amigo é o milagre do calor humano que Deus opera num coração.

Roque Schneider

HOMENAGEM À AMIZADE

Não esconda nunca o quanto você valoriza seu amigo.

Embora você ache que ele saiba o quanto o estima, nunca é demais palavras e atitudes de carinho.

Elas sempre são e serão bem vindas, palavras doces não dão diabetes, fique sossegada.

Quem tem Amor no coração, sempre entenderá o valor da Amizade!

Ele nunca é cobrado, é doado em carinhos sem fim, generosidade que sai naturalmente, sem que se perceba.

Tudo que é natural assim como a natureza, deve sempre ser homenageado, não existem datas especiais para se falar quanto amamos nossos amigos.

A mão estendida não é pedida, ela estende automaticamente, pois conhece as necessidades, falam alto as compatibilidades.

Hoje quis homenagear minha amiga, escrever para que você saiba o quanto é importante para mim!

Mesmo que te diga sempre, nunca será suficiente, amizade verdadeira não se descreve, ela é sentida de tantas coisas boas e amor sem fim.

Amiga, sempre estarei aqui, na telinha ou fora dela, não importa isso, e sim meu carinho por você, minhas orações, saiba que para sempre... será assim!

Lena Viola

PESSOAS ESPECIAIS COMO VOCÊ...

As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros...

Elas são honestas na palavra e nas atitudes, são sinceras e compassivas e sempre dão por certo que o amor é parte de tudo.

As pessoas especiais são aquelas que têm habilidades para doar aos outros e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos.

Elas não têm medo de ser vulneráveis; elas acreditam que são únicas e têm orgulho em ser sinceras e reais.

As pessoas especiais são aquelas que se permitem os prazeres de estar próximo aos outros e se importam com a felicidade deles.

Elas vieram para entender que o amor é o que faz a diferença na vida.

As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida mais bela.

Seja sempre uma pessoa especial na vida de alguém.

Feliz Dia da Amizade...

Bethpml

AMIZADE

É difícil e raro encontrar um amigo fiel, um amigo de verdade. Mas existem algumas regras que podem nos ajudar a conquistar e preservar uma amizade preciosa.

Regra número 1: Se quiserem ter amizades longas, procurem ter memória curta.

Regra número 2: Se procurarem amigos sem defeitos, não terão nenhum amigo.

Regra número 3: Seu melhor amigo é aquele que traz à tona o que há de melhor em você.

Regra número 4: Um amigo é alguém que compreende seu passado, acredita em seu futuro e o aceita hoje, do jeito que você é.

Regra número 5: A amizade não deve ser vista como algo que recebemos e sim como algo que oferecemos.

Regra número 6: É bom ter um amigo para compartilhar as tristezas; mas é indispensável ter um amigo para compartilhar as alegrias.

Regra número 7: Ninguém é tão auto-suficiente que não precise de um amigo.

Não há maior riqueza no mundo, do que ter bons amigos.

Mas não nos esqueçamos que: para se ter um amigo, é preciso ser um bom amigo.

Muita gente se esquece, mas a amizade é uma estrada de duas mãos.

Fonte: www.velhosamigos.com.br
http://espacoeducar-liza.blogspot.com.br/2012/06/texto-20-de-julho-dia-internacional-do.html
NÃO SÓ HOJE, MAS SEMPRE O MEU MUITO OBRIGADO A TODOS OS MEUS VERDADEIROS E GRANDES AMIGOS, AMO VOCÊS!!!! 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tecendo sobre a Sustentabilidade

Educação para a sustentabilidade

Por Edson Grandisoli*

03/08/2011 - “Como liberdade, justiça e democracia, sustentabilidade não possui um significado comum a todos.” John Huckle – Education for
Sustainability (2001).
O conceito
A palavra sustentabilidade tem sido utilizada nos últimos anos nos mais diferentes contextos e propósitos. Por esse fato, muitos autores têm afirmado que falar em sustentabilidade simplesmente perdeu o sentido, ou seja, se tornou apenas mais um jargão em discursos politicamente corretos.
Leonardo Boff, um dos participantes na elaboração da Carta da Terra, afirma que “se a sustentabilidade representa o lado mais objetivo, ambiental, econômico e social da gestão dos bens naturais e de sua distribuição, o cuidado denota mais seu lado subjetivo: as atitudes, os valores éticos e espirituais que acompanham todo esse processo, sem os quais a própria sustentabilidade não acontece ou não se garante a médio e longo prazos”.
As palavras de Boff trazem consigo uma das características centrais do conceito de sustentabilidade: a complexidade. O conceito moderno de sustentabilidade engloba, ao mesmo tempo, aspectos econômicos, sociais, ambientais, éticos, étnicos, políticos, culturais e comportamentais, os quais devem interagir de forma harmônica a fim de garantir a continuidade da vida no planeta, incluindo a nossa própria. Dessa forma, o conceito de sustentabilidade tornou-se a palavra de ordem – e a tábua de salvação – em quase todos os assuntos relacionados ao ser humano, seu ambiente, sua sociedade, sua economia, etc.
Dentro desse panorama, não é a toa que a palavra pode ter perdido seu significado original ao longo do tempo.
Entendendo sustentabilidade
A sustentabilidade tem ganhado espaço dentro da realidade de algumas poucas escolas no Brasil. As restrições do currículo atual, a falta de preparo específico e a grande amplitude do tema talvez sejam apenas alguns dos motivos por trás desse fato.
Na prática escolar, as possibilidades de trabalho com temas relacionados à sustentabilidade são quase infinitas. Mas afinal, como trabalhar com sustentabilidade na escola?
Movido por essa questão, em 2010, tive o privilégio de desenvolver, como consultor em conjunto com um grupo interdisciplinar de professores, um questionário com 40 questões (abertas e fechadas) sobre sustentabilidade, que foi aplicado a 113 estudantes do Ensino Fundamental II (6º a 9º anos) de uma grande escola paulistana. O objetivo do questionário foi investigar de forma mais consistente o que os jovens pensam e entendem sobre sustentabilidade e quais suas atitudes e comportamentos relacionados a ela. Considerei esse passo de investigação fundamental antes de iniciarmos qualquer tipo de intervenção em sala de aula ou fora dela.
Os resultados foram bastante animadores e gostaria de compartilhar alguns deles.
Na primeira seção do questionário, procuramos investigar como a sustentabilidade está presente no imaginário dos estudantes. Encontramos que:
•96% já ouviram falar em sustentabilidade;
•65% não estão inteiramente certos de seu significado;
•91% acreditam que todos deveriam agir de forma sustentável.
Logo de saída foi possível detectar uma aparente contradição relacionada à sustentabilidade. A grande maioria dos estudantes acredita que é importante agirmos de forma sustentável, mesmo sem saber exatamente o que é sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que essa contradição parece negativa do ponto de vista conceitual, ela indica que o termo sustentabilidade está associado a algo positivo, que deve ser buscado e alcançado por todos.
Na segunda seção, procuramos investigar mais profundamente a compreensão dos estudantes relacionada ao conceito de sustentabilidade em si. Descobrimos que:
•71% acreditam que sustentabilidade tem como objetivo a preservação do meio ambiente e seus recursos naturais;
•Apenas um estudante apontou a si mesmo(a) como protagonista no processo de transformação do mundo em um lugar mais sustentável.
A forte associação entre sustentabilidade e preservação do meio ambiente não foi surpresa. Os melhores e mais divulgados exemplos de sustentabilidade sempre – ou na grande maioria das vezes – estão associados a uma vertente ambientalista/preservacionista/conservacionista, o que acaba resumindo o conceito de sustentabilidade a modos de melhorar a relação entre ser humano e natureza. Esse resultado vai ao encontro das ideias de Ricketts (2010), que afirma que historicamente o conceito de sustentabilidade nasceu de uma combinação de ideias e ideais do ambientalismo.
Por outro lado, apesar da visível preocupação com as questões ambientais presente no currículo escolar e documentos oficiais que norteiam nossa educação básica, as questões relacionadas à responsabilidade individual e cidadania ainda parecem distantes do pensamento e sentimento da esmagadora maioria dos estudantes avaliados. Somente um único estudante citou a si próprio(a) como responsável por tornar o mundo um lugar mais sustentável, ou seja, a responsabilidade e protagonismo está nas mãos de atores como o governo, as ONGs e os donos de indústrias, por exemplo. Esse distanciamento do papel de cidadão na busca pelo bem comum aponta, portanto, um caminho fundamental de trabalho com nossos estudantes.
Na terceira e quarta seções do questionário, avaliamos em conjunto atitudes e comportamentos dos estudantes por meio de afirmações que descrevem ações ligadas à sustentabilidade. Vale ressaltar que a grande maioria das respostas não apresentou diferenças estatisticamente significativas entre as séries analisadas. Avaliamos que:
•98% consideram a reciclagem como fundamental para a sustentabilidade;
•89% dos estudantes afirmam que sempre costumam reciclar no seu dia a dia;
•98% dos estudantes consideram que apagar a luz de cômodos onde não há ninguém é muito importante para a sustentabilidade;
•83% afirmam que sempre apagam a luz de cômodos vazios no seu dia a dia;
•89% consideram que comprar somente o essencial é muito importante para a sustentabilidade, porém, quanto mais velho o estudante avaliado, mais difícil se torna comprar apenas o essencial em seu dia a dia.
Questões como reciclagem, economia de água e luz parecem estar bem incorporadas ao dia a dia dos estudantes avaliados. Entretanto, quando esbarramos na questão do consumo, o cenário se altera sensivelmente.
Um caminho possível
Por muitos anos na minha carreira docente ouvi estudantes dizerem que “o fubá vem do bolo” e “o leite vem da caixinha”. Pode parecer engraçado na hora, mas essas afirmações acabam refletindo a desconexão dos jovens com a natureza.
De acordo com nossos resultados, o tema do consumo parece merecer destaque em projetos envolvendo o tema sustentabilidade, tanto por sua relevância na vida dos estudantes, como por permitir a construção de projetos que efetivamente abordem a complexidade envolvida na construção de um mundo mais sustentável.
Vamos considerar ainda mais três motivos que justificam esse enfoque:
•Segundo o IBGE (2010), 84% da população brasileira é urbana e, em geral, alheia ao impacto ambiental, social e econômico de seu consumo;
•Segundo o Ibope, mais de R$ 300 milhões são investidos em propaganda para estimular o consumo entre os jovens por ano;
•Consumo é um tema naturalmente interdisciplinar, promovendo a participação de diferentes áreas do conhecimento e estimulando a prática do ensino por projetos, que tendem a ser mais desafiadores e interessantes para estudantes e professores.
Em resumo, precisamos ensinar aos nossos jovens desde muito cedo que todo consumo gera um impacto econômico, social e ambiental. E, mais importante que isso, que TER não é a mesma coisa que SER.
Como fonte de inspiração, sugiro o documentário Criança, a alma do negócio, dirigido por Estela Renner.
O futuro
As gerações futuras devem ser educadas sobre como colaborar com a construção de um mundo mais sustentável desde agora, para que se tornem criticamente competentes e capazes de tomar decisões positivas do ponto de vista individual e coletivo.
Acredito que para iniciarmos de verdade uma Educação para a Sustentabilidade, um dos caminhos apontados pela nossa pesquisa é o de procurar explorar a complexidade de temas menores e ao mesmo tempo significativos para os estudantes e professores envolvidos.
Aparentemente, tratando-se de Educação para a Sustentabilidade, menos é mais.
O caminho trilhado no Reino Unido, na Escócia, no Canadá, nos Estados Unidos e na Austrália por meio das green schools já é antigo e conta com inúmeras investigações e experiências de sucesso, que vão desde a adaptação do currículo em função do tema sustentabilidade até a capacitação de professores e rearranjo completo da arquitetura escolar.
No Brasil, a história da sustentabilidade ligada à educação pode ser ainda considerada experimental – como o que acabei de apresentar – e conta com praticamente nenhum apoio nos documentos oficiais da educação básica.
Enquanto isso, vale novamente a coragem, a criatividade e a vontade de construir um futuro melhor para todos, marca registrada dos educadores brasileiros.
Para finalizar, gostaria de citar uma vez mais John Huckle: “… o papel chave da Educação para a Sustentabilidade é o de ajudar as pessoas a refletirem e agirem [...] e vislumbrarem futuros alternativos de uma forma mais consciente e democrática”.
REFERÊNCIAS
BOFF, L. Sustentabilidade e cuidado: um caminho a seguir. Disponível em http://pousio.blogspot.com/2011/06/leonardo-boff-sustentabilidade-e.html. Consultado em 21-07-2011.
HUCKLE, J. & STERLING, S. Education for Sustainability. Earthscan Publications Limited: London, 2001.
RICKETTS, G. M. The roots of sustainability, Acad. Quest. 23, 2010, pp. 20-53.
* Edson Grandisoli é biólogo, coordenador pedagógico da Escola da Amazônia e consultor em Educação para a Sustentabilidade.
Fonte: Envolverde (28/07/2011)
http://planetaideia.com/index.php/category/tecnologia-e-sustentabilidade/