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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O mau uso da tecnologia e a sua influência nas gerações futuras!

O texto que estou postando reflete um pouco a minha preocupação enquanto mãe, educadora e cidadã, uma vez que gosto demais da tecnologia e tudo o que podemos fazer com ela, mas se usada para coisas boas, é claro. O autor, João Pedro Pereira fala sobre as nossas relações, as nossas vidas que realmente estão pautadas pela internet e tudo o que podemos fazer por meio dela, quem vive mais sem internet? Sem celular? E os brinquedos atualmente? É raro encontrarmos alguém que não tenha se contaminado com os orkuts da vida, facebook, twitter, etc.
É muito bom ler livros, textos, vídeos, fazer amizade, rever os amigos e familiares que moram longe, comprar, jogar, pesquisar, mas tudo na sua medida. Tomando cuidado e lembrando sempre que a internet é terra sem dono, tudo se vê, se ouve e se prolifera!!!!!!
"O mau uso da tecnologia está a criar uma geração de crianças incapazes de pensar por si mesmas e de empatizar e estabelecer relações com os outros.
O mundo dos computadores parece oferecer uma opção mais segura do que o mundo real, pois não há brigas, não há a possibilidade do menino cair e se magoar. No entanto, o mundo Online pode trazer consequências muito mais nefastas que um arranhão, uma briga ou uma perna partida, como degenerações cerebrais ou até uma perda parcial de identidade.
Prevê-se que a nossa geração, e as gerações futuras, terão grandes perdas a nível da identidade, naquilo que cada um é, devido ao tempo gasto no mundo virtual, um mundo a 2 dimensões.
Entre os principais problemas podem ser destacados:
• o relacionamento inter-pessoal passar a dar-se maioritariamente através do computador / telemóvel;
• a redução da capacidade linguística e argumentativa; ora como a comunicação passa a dar-se através de um telemóve,l através de mensagens por exemplo, será uma escrita directa, objectiva sem grandes discussões, com vocabulário reduzido, com muitas abreviaturas; nestes casos o que interessa é transmitir a mensagem e não enriquecê-la com expressões ou com argumentos de forma a defender uma ideia;
• a redução a nível imaginativo e criativo; ao jogar um jogo, estamos a jogar algo que foi criado por outros, não necessitamos de ter a capacidade imaginativa de criar o nosso próprio jogo ou de criar os nossos brinquedos como sucedia há umas décadas atrás; agora a criança quer um carro vai-se ao super-mercado e compra-se, ao passo que antigamente ele era feito com os materiais que havia à disposição; agora quer-se brincar, compra-se um jogo novo para o computador, antes pensava-se e criavam-se divertimentos e jogos;"
Escrito por João Pedro Pereira
Monday, 26 May 2008
http://www.pensamentocritico.com/index.php?option=com_content&task=view&id=76&Itemid=27

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um texto muito emocionante para nos fazer refletir!!!!

 Uma lição de Vida!!!
Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro
chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa
para ver o lindo caminhão que comprara
depois de longos e árduos 20 anos de trabalho.
Era o primeiro que conseguia comprar
depois de tantos anos de sufoco e estrada.

A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão.

Ao chegar à porta de casa,
encontra seu filhinho de seis anos,
martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão.

Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e,
sem hesitar, completamente fora de si,
martela impiedosamente as mãos do garoto,
que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo.

A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho,
mas pouco pôde fazer.

Chorando junto ao filho,
consegue trazer o marido à realidade,
e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados.

Passadas várias horas de cirurgia,
o médico desconsolado e bastante abatido,
chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão,
que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados.

Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico,
devendo os pais aguardá-lo no quarto.

Ao acordar, o menino ainda sonolento
esboçou um sorriso e disse ao pai:
- Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.
O pai, enternecido e profundamente arrependido,
deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância.

Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele
e que a lataria do caminhão não tinha estragado.

Então o garoto com os olhos radiantes perguntou:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- É claro que não! – respondeu o pai.

Ao que o menino pergunta:
- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?

Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos,
e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos.

Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes,
a fim de evitar que os danos sejam irreversíveis.

Não há nada pior que o arrependimento e a culpa.
Pense nisto!


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Educação sem futuro, vale a pena ler!


"Tudo o que não sei aprendi na escola."
(Ennio Flaiano)


Dezessete anos depois de realizar meu primeiro exame vestibular, tornei a vivenciar esta experiência ao prestar o concurso promovido pela Fuvest para seleção dos postulantes às vagas oferecidas pela Universidade de São Paulo.


Domingo ensolarado, dia de final de campeonato brasileiro de futebol, observo no local do exame uma legião de candidatos, jovens em sua maioria, que estampam em seus semblantes um ar de apreensão, tensão e incômodo, como se estivessem diante de uma decisão que impactará todo seu futuro.

Cinco horas de prova e cem questões de múltipla escolha para dizer-lhes se estarão aptos a transpor mais um ritual de passagem, chancelando o passaporte para a vida adulta, marcando o fim da adolescência. A aprovação significará a certeza de um horizonte na vida profissional, a conquista de um novo padrão de liberdade e de um novo status de inclusão social.

Após algumas instruções gerais e a preocupação inequívoca do fiscal de prova com o risco de algum candidato aventurar-se a colar durante a realização dos testes, o caderno de questões é entregue. Folheio-o e uma profunda sensação de decepção toma conta de meus pensamentos.

Nosso sistema educacional está falido. Inadequado, ultrapassado, anacrônico. Continuamos formando um exército de estudantes doutrinados a grafar uma letra “X” em uma alternativa dentre cinco possíveis. Estamos desperdiçando a oportunidade de ensiná-los a pensar, a raciocinar, a criar.

O exame vestibular considerado o mais bem preparado do Brasil sinaliza esta realidade com perfeição. As questões de Física e Química remetem todas ao uso de fórmulas e equações que precisam ser decoradas pelo estudante para serem utilizadas na solução de problemas absolutamente desconectados de nosso cotidiano. O sujeito aprende a mensurar a velocidade de arrasto de um peso ancorado em uma polia bem como a fazer o cálculo estequiométrico de uma reação, mas não sabe trocar a resistência do chuveiro de sua casa, compreender como o consumo de seus equipamentos eletroeletrônicos afeta sua conta de energia elétrica e o porquê da adição de álcool à gasolina reduzir a potência de seu carro.

Mais algumas regras memorizadas e se está habilitado a estimar a altura “h” de um triângulo escaleno inserido em um poliedro ou a probabilidade de se extrair uma sequência de bolas coloridas mediante determinada combinação preestabelecida, mas não se dispõe de instrumental suficiente para calcular os juros embutidos nas prestações de um produto vendido “em oferta” por uma loja de departamentos.

Aprende-se a vital diferença entre angiospermas e gimnospermas, sem nunca se ter visitado um jardim botânico ou atravessado a rua até o parque ou praça mais próximos. Aprende-se sobre como se dá a fotossíntese, mas evita-se falar em educação ambiental. Gametas e zigotos são explorados ao longo de todo um ano, mas educação sexual deixa de ser discutida.

Ignoram-se a crise política no país e os conflitos étnico-religiosos no mundo, para se falar sobre aspectos do feudalismo. Questiona-se sobre as características físicas ou a personalidade do protagonista de um romance, mas não se promove o prazer pela literatura através da leitura despretensiosa.

Vestibulares existem para alimentar uma rentável indústria formada por cursinhos preparatórios e mesmo para justificar as altas mensalidades cobradas por muitas instituições de ensino médio que se notabilizam pelo elevado índice de aprovação de seus rebentos nestes concursos.

A verdade lastimável, preocupante e penosa é que nossos jovens continuarão pagando elevados juros no cheque especial, cartões de crédito e compras parceladas; permanecerão engordando os indicadores de gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis; seguirão destruindo o meio ambiente tomado por empréstimo dos filhos que ainda vão ter; persistirão elegendo maus governantes.

Educação é o meio de se construir uma nação mais equânime num futuro próximo. Sinto que a argamassa não está sendo elaborada com boa qualidade e que nossos alicerces estão cada vez mais frágeis...

Data de publicação: 13/12/2005



Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”, “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” e coautor de outras cinco obras. Contatos através do e-mailtomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.

domingo, 24 de novembro de 2013

Excelente texto. Caiu no concurso do Senac

BUSCANDO A EXCELÊNCIA
Lya Luft
Lya Luft
Quando falo em excelência, não me refiro a ser o melhor de todos, ideia que me parece arrogante e tola. Nada pior do que um arrogante bobo, o tipo que chega a uma reunião, seja festa, seja trabalho, e já começa achando todos os demais idiotas. Nada mais patético do que aquele que se pensa ou se deseja sempre o primeirão da classe, da turma, do trabalho, do bairro, do mundo, quem sabe? Talento e discrição fazem uma combinação ótima.
Então, excelência para mim significa tentar ser bom no que se faz, e no que se é. Um ser humano decente, solidário, afetuoso, respeitoso, digno, esperançoso sem ser tolo, idealista sem ser alienado, produtivo sem ser viciado em trabalho. E, no trabalho, dar o melhor de si sem sacrificar a vida, a família, a alegria, de que andamos tão carentes, embora os trios elétricos desfilem e as baladas varem a madrugada.
Estamos carentes de excelência. A mediocridade reina, assustadora, implacável e persistente. Autoridades, altos cargos, líderes, em boa parte desinformados, desinteressados, incultos, lamentáveis. Alunos que saem do ensino médio semianalfabetos e assim entram nas universidades, que aos poucos — refiro-me às públicas — vão se tornando reduto de pobreza intelectual.
As infelizes cotas, contra as quais tenho escrito e às quais me oponho desde sempre, servem magnificamente para alcançarmos este objetivo: a mediocrizaçâo também do ensino superior. Alunos que não conseguem raciocinar porque não lhes foi ensinado, numa educação de brincadeirinha.
E, porque não sabem ler nem escrever direito e com naturalidade, não conseguem expor em letra ou fala seu pensamento truncado e pobre. Professores que, mal pagos, mal estimulados, são mal preparados, desanimados e exaustos ou desinteressados. Atenção: há para tudo isso grandes e animadoras exceções, mas são exceções, tanto escolas quanto alunos e mestres. O quadro geral é entristecedor.
E as cotas roubam a dignidade daqueles que deveriam ter acesso ao ensino superior por mérito, porque o governo lhes tivesse dado uma ótima escola pública e bolsas excelentes: não porque, sendo incapazes e despreparados, precisassem desse empurrão. Meu conceito serve para cotas raciais também: não é pela raça ou cor, sobretudo autodeclarada, que um jovem deve conseguir diploma superior, mas por seu esforço e capacidade, porque teve ótimos 1º e 2° graus em escola pública e ou bolsas que o ampararam.
Além do mais, as bolsas por raça ou cor são altamente discriminatórias: ou teriam de ser dadas a filhos de imigrantes japoneses, alemães, italianos, que todos sofreram grandemente chegando aqui, e muitos continuam precisando de esforços inauditos para mandar um filho à universidade.
Em suma, parece que trabalhamos para facilitar as coisas aos jovens, em lugar de educá-los com e para o trabalho, zelo, esforço, busca de mérito, uso de sua própria capacidade e talento, já entre as crianças. O ensino nas últimas décadas aprimorou-se em fazer os pequenos aprender brincando.
Cotas, ainda mais por raça ou cor, "são altamente discriminatórias: ou teriam de ser dadas a filhos de imigrantes japoneses, alemães, italianos, que todos sofreram grandemente chegando aqui, e muitos continuam precisando de esforços inauditos para mandar um filho à universidade: (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr)
Cotas, ainda mais por raça ou cor, "são altamente discriminatórias: ou teriam de ser dadas a filhos de imigrantes japoneses, alemães, italianos, que todos sofreram grandemente chegando aqui, e muitos continuam precisando de esforços inauditos para mandar um filho à universidade" (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr)
 Isso pode ser bom para os bem pequenos, mas já na escola elementar, em seus primeiros anos, é bom alertar, com afeto e alegria, para o fato de que a vida não é só brincadeira, que lazer e divertimento são necessários até à saúde, mas que escola é também preparação para uma vida profissional futura, na qual haverá disciplina e limites — que aliás deveriam existir em casa, ainda que amorosos.
Muitos dirão que não estou sendo simpática.
Não escrevo para ser agradável, mas para partilhar com meus leitores preocupações sobre este país com suas maravilhas e suas mazelas, num momento fundamental em que, em meio a greves, justas ou desatinadas, projetos grandiosos e seguidamente vãos — do improviso e da incompetência ou ingenuidade, ou desinformação —, se delineia com grande inteligência e precisão a possibilidade de serem punidos aqueles que não apenas prejudicaram monetariamente o país, mas corroeram sua moral, e a dignidade de milhões de brasileiros.
Está sendo um momento de excelência que nos devolve ânimo e esperança.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os erros e as cegueiras do Conhecimento

Procusto, segundo a mitologia dos gregos antigos, era um malfeitor que morava numa floresta na região de Elêusis (península da Ática – Grécia). Ele tinha mandado fazer uma cama que tinha exatamente as medidas do seu próprio corpo, nem um milímetro a menos. Quando capturava uma pessoa na estrada, Procusto amarrava-a naquela cama. Se a pessoa fosse maior do que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até caber naquela medida.
A simbologia por trás desse mito representa a Intolerância diante do outro, do diferente, do desconhecido. Representa uma visão de mundo totalitária daquele sujeito que quer modelar todos os seres a sua própria imagem e semelhança. É a recusa da multiplicidade, da diversidade, da criatividade, da originalidade.
Procusto ou “as cegueiras do conhecimento” esteve presente, por exemplo, na consciência dos juízes de Sócrates, quando condenaram-no a morte por ter “corrompido” a juventude ateniense; esteve presente também no imaginário dos soldados romanos que perseguiam e matavam cristãos por seguir uma religião que se opunha ao paganismo e a figura sagrada do Imperador; continuou presente no Tribunal da “Santa” Inquisição que condenou à fogueira todos àqueles que eram contrários aos seus dogmas: Giordano Bruno, Galileu Galilei (foi poupado por ter negado suas teorias científicas) e até Joana D´arc;  esteve presente também na consciência dos reis absolutistas; nas revoluções burguesas; no processo de escravidão mercantil; na formação dos partidos nazi-fascistas; no extermínio de milhões de judeus nos campos de concentração, de trabalho e também nas Guerras Mundiais… (só para citar alguns poucos exemplos…)
O espírito de Procusto, esteve presente em várias etapas de nossa História e ainda continua atormentando a Escola tanto quanto o processo educativo, em outras palavras, está presente na consciência humana produzindo “cegueiras”, erros e ilusões do conhecimento.
 Dessa forma:Quanto sofrimento e desorientações foram causados por erros e ilusões ao longo da história humana, e de maneira aterradora, no século XX! Por isso, o problema cognitivo é de importância antropológica, política, social e histórica.
Para que haja um progresso na base no século XXI, os homens e as mulheres não podem mais ser brinquedos inconscientes não só de suas idéias, mas das próprias mentiras. O dever principal da educação é de armar cada um para o combate vital para a lucidez. (MORIN, 2003, p. 33)
Mas como perceber os erros, ilusões e cegueiras em torno do conhecimento humano? Ou melhor, como reconhecer o fantasma de Procusto? O filósofo francês Edgar Morin em seu livro: “Os sete saberes necessários à Educação do futuro”, nos apresenta algumas explicações:
O conhecimento [...] é o fruto de uma tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. Este conhecimento, ao mesmo tempo tradução e reconstrução, comporta a interpretação, o que introduz o risco do erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão de mundo e de seus princípios de conhecimento[...] A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e as perturbações mentais trazidas por nossas emoções multiplicam os riscos de erro. (MORIN, 2003, p. 20)
Portanto, o conhecimento é um processo e produto da consciência humana, na medida em que, colhe dados da realidade através de habilidades de pensamento (tradução/reconstrução); dados que são construídos pela percepção dos sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar); processados por nossa imaginação e linguagem; armazenados na memória e transmitidos pela oralidade. Através do processo de “tradução e reconstrução” corre-se o risco do erro, pois a Interpretação (decorrente do processo do pensar) depende da subjetividade do sujeito que conhece e de sua visão de mundo (conjunto de costumes, tradições, hábitos, crenças, etc.) que são assimilados socialmente.
Nesse argumento conceitual em torno dos erros, ilusões e cegueiras que são inerentes no processo do conhecimento humano, Morin expõe, pelo menos, duas idéias que merecem ser problematizadas: “A subjetividade do sujeito que conhece” e a “sua visão de mundo”.
Quando pensamos em “subjetividade do sujeito que conhece”, e nos remetemos a outras leituras de Morin, entendemos que o ser humano é ao mesmo tempo sapiens, no sentido de ser dotado da racionalidade, mas também é demens, isto é, capaz de condicionar seu pensamento e ação de acordo com sua afetividade, desejos, medos, perturbações mentais, por suas emoções de maneira geral. Isto quer dizer que subjetivamente, somos “atormentados” por nossas emoções que também condicionam nossas atitudes. Dessa forma, sabemos que em muitas ocasiões temos uma alta probabilidade de cometer erros e ilusões quando agimos de acordo com “impulsos” afetivos, ao ponto de mentir para si próprio ou projetar no outro nossos próprios erros, Segundo Morin:
Cada mente é dotada também de potencial de mentira para si próprio (self-deception), que é fonte permanente de erros e ilusões [...] a tendência a projetar sobre o outro a causa do mal fazem com que cada um minta para si próprio, sem detectar esta mentira da qual, contudo, é autor. (MORIN, 2003, p. 21)
Mas também, podemos cometer o erro de agir com tamanha racionalidade, ao ponto de nos desumanizar (perdendo o senso de solidariedade e coletividade), como nosso amiguinho Procusto, ou nossa querida Escola que pode ser caracterizada como uma “Instituição regularizadora, normalizadora de comportamentos, seletiva e discriminatória” como alega a educadora Luiza Cortesão da Universidade de Coimbra em palestra proferida no VI Colóquio sobre Instituições Escolares da Universidade Nove de Julho em setembro de 2009.
A segunda consideração que permeia a definição de “cegueiras do conhecimento” para Morin é a consciência de “visão de mundo” do sujeito, que o autor irá classificar como “paradigmas do conhecimento”, estrutura que condiciona os seres humanos a erros interpretativos da realidade, pois direciona o seu conhecimento, pensamento e ação segundo concepções que são inscritas culturalmente, é o que denomina imprinting cultural, “marca matricial que inscreve o conformismo a fundo, e a normalização que elimina o que poderia contestá-lo” (MORIN, 2003, p. 28).
 Portanto…O paradigma é inconsciente, mas irriga o pensamento consciente, controla-o, neste sentido, é também supraconsciente [...] o paradigma instaura relações primordiais que constituem axiomas, determina conceitos, comanda discursos e/ou teorias [...] Assim, um paradigma pode ao mesmo tempo elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro. (MORIN, 2003, p. 26; 27).
O fantasma de Procusto é justamente essa “Visão de mundo” fechada em si mesma, paradigmática, dogmática e totalitária que imprime uma matriz cultural que permeia nossas ações e pensamentos e que inevitavelmente conduz os seres humanos a erros, ilusões e cegueiras no processo do conhecer, fruto da consciência humana. Essa “visão de mundo” imprime idéias, valores, percepções falsas da realidade, e de certa forma, bloqueia o conhecimento do ser humano e inevitavelmente suas ações.
A Instituição escolar vem reproduzindo essa “visão paradigmática” desde a sua origem, e atualmente problemas como: evasão, repetência, indisciplina, violência, etc. são decorrentes de uma educação que não é compatível com as novas demandas culturais e sociais de educandos, e dessa forma, não oferece um tipo de ensino pertinente, global, contextualizado, que orienta uma nova leitura da realidade, ocultando possíveis erros, ilusões e cegueiras… chegar a esse tipo de conhecimento será desafio ou utopia? Derrotar Procusto ou ser seu amigo?
Essas questões estão no cerne dos debates educacionais nos últimos anos e devem ser problematizadas na perspectiva de encontrar um novo modelo de Educação, adequado com as transformações tecnológicas e científicas da atualidade.
Os desígnios do século XXI declaram novas matrizes curriculares e novos ordenamentos disciplinares para receber essa nova demanda de educandos. A complexidade dos problemas relativos à Educação atual exige novos direcionamentos pedagógicos com a perspectiva de evitar novos erros e cegueiras para as novas gerações e definitivamente aniquilar o fantasma de Procusto.
Professor André Rodrigues

terça-feira, 30 de abril de 2013

Por que trabalhamos?

"Considere esta velha história. Ao caminhar por uma estrada, um engenheiro encontrou um grupo de homens que estavam trabalhando em uma pedreira. Aparentemente, todos estavam fazendo a mesma coisa. O rapaz perguntou a um deles:

-O que você está fazendo?

O trabalhador sujo, encardido e molhado de suor respondeu com evidente irritação:

-Eu estou tentando quebrar esta maldita pedra.

Ao trabalhador seguinte repetiu a mesma pergunta. Mostrando pouca emoção, ele respondeu:

-Eu estou preparando pedras para uma edificação.

Do terceiro, que cantarolava alegremente enquanto trabalhava, ouviu a seguinte resposta, com visível orgulho:

-Eu estou ajudando a construir uma catedral".

Apesar das aparências similares, o engenheiro concluiu que aqueles trabalhadores estavam fazendo coisas bem diferentes.

Responda:

* Quais as lições que podemos aprender com esta velha história?
* Por que eu estou trabalhando?
* Qual o significado do meu trabalho?"
                                       
                                           
Se marketing fosse uma filosofia, Seth Godin seria Sócrates. Anos acompanhando e ainda me impressiono pela capacidade dele, de nos fazer pensar sobre algo que já deveríamos ter pensado, mas nunca fizemos. Afinal, por que realmente trabalhamos?
1.    Por dinheiro;
2.    Para ser desafiado;
3.    Pelo prazer que o trabalho proporciona;
4.    Pelo impacto que causa no mundo;
5.    Para construir uma reputação na comunidade;
6.    Para resolver problemas interessantes;
7.    Para se sentir parte de um grupo e de experienciar uma missão;
8.    Para ser apreciado.
Pergunta: por que nós sempre nos focamos no primeiro? Todos esses estão presentes sempre que pensamos em trabalho.

  Temos que trabalhar com amor, dedicação e tranquilidade, mas não morrer por ele! Todas as questões apresentadas acima são importantes! Somos essenciais em tudo o que fazemos!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Para Paulo Freire, a ESCOLA é...


"Escola é...

o lugar onde se faz amigos

não se trata só de prédios, salas, quadros,

programas, horários, conceitos...

Escola é, sobretudo, gente,

gente que trabalha, que estuda,

que se alegra, se conhece, se estima.

O diretor é gente,

O coordenador é gente, o professor é gente,

o aluno é gente,

cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor

na medida em que cada um

se comporte como colega, amigo, irmão.

Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.

Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir

que não tem amizade a ninguém

nada de ser como o tijolo que forma a parede,

indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,

é também criar laços de amizade,

é criar ambiente de camaradagem,

é conviver, é se ‘amarrar nela’!

Ora , é lógico...

numa escola assim vai ser fácil

estudar, trabalhar, crescer,

fazer amigos, educar-se,

ser feliz."


quinta-feira, 14 de março de 2013

Re-evolução…

"Interessante reflexão!"
Não é impressionante pensar em quanta coisa aconteceu na vida do ser humano ao longo desses milhares de anos? Com a comunicação então é ainda mais surpreendente. No começo do começo o homem desenhava nas paredes das cavernas em seus rituais da era pré-histórica. Mas para nós isso não foi suficiente. Até que o emissor desenhasse o que ele queria para ser entendido, o receptor já estaria de saco cheio de esperar e teria ido embora.
Alguém em algum lugar resolveu inventar as palavras e com o advento da escrita tudo ficou mais fácil, rápido e claro. Em 1455 Johannes Gutenberg aperfeiçoou a prensa e produziu a impressão do primeiro livro: a Bíblia.
Através dos tempos as pessoas foram adquirindo mais conhecimento e vontade de expor suas opiniões e idéias. Assim surgiu a imprensa, que depois de um tempo passou a não ser bem vista pela classe dominante, já que a classe dominada passou a questionar muitas coisas.
Mas o ser humano queria mais. Não adiantava ler a opinião de outros e não ter a chance de debater. A invenção do rádio pelo cientista italiano Guglielmo veio a calhar, já que o ouvinte passou a participar da programação. Acontece que o fascínio do homem pela imagem, que vem desde o tempo das cavernas, foi maior.
E então se cria a televisão no final da década de 20 nos EUA. Primeiro veio a TV em preto e branco. Depois teve a TV a cores, que juntando ao movimento e aos efeitos especiais faziam nossos olhos brilharem diante da telinha.
O cinema é mais antigo que a TV. Chegou em 1895 através dos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, que conseguiram projetar imagens durante a apresentação pública no Grand Café do boulevard des Capucines, em Paris. Mas a possibilidade de ter um cinema em sua casa fez da televisão um grande fenômeno de comunicação em massa.
Ah! Mas o ser humano queria ainda muito mais. A Internet foi desenvolvida durante a Guerra Fria com o nome de ARPANet com o objetivo de manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos. Mais tarde, os militares permitiram que cientistas pudessem trabalhar com essa invenção, que se tornou acessível às redes das universidades americanas e, posteriormente, passou para as universidades de outros países. Com o surgimento da World Wide Web, em 1991, o conteúdo da rede ficou melhor com a incorporação de imagens, sons e um novo sistema de localização de arquivos, possibilitando que cada informação pudesse ter um endereço que fosse encontrado por qualquer pessoa conectada, gerando assim a Internet que é conhecida por todos.
Ficou muito melhor poder juntar a imagem e o movimento com a interatividade. Eu posso postar um vídeo que será visto do Japão, ao qual essa pessoa pode me mandar uma mensagem instantânea dizendo o que achou. Ao mesmo tempo em que é algo global, passa a ser também algo individual. Agora o que mais se vê são os blogs, fotologs e outros programas que as pessoas usam como diários virtuais. Customizam do jeito que quer para ser um negócio único, criativo e com a cara do dono.
Hoje em dia o que mais vemos são aparatos tecnológicos. Celulares que tocam mp3, passam vídeo, acessam a Internet e ainda por cima fazem ligações. Casas inteligentes onde pelo comando da voz as luzes se acendem, as portas abrem e fecham, a água liga etc. Existem mais milhares de máquinas que foram inventadas para tornar a nossa vida mais prática e ociosa.
Às vezes fico com receio de que os robôs e as máquinas possam dominar o mundo. Será que um dia as “Roses” vão se rebelar? Porque tem algumas pessoas que querem colocar a chamada inteligência artificial. Desse universo meio Matrix tenho medo mas espero que isso não venha a acontecer, senão vai ser como um desenho que fizeram para uma oficina de comunicação quando estava fazendo faculdade em Goiânia. Era um homem sentando como um cachorro e vinham dois computadores dizendo: “Olha, fulano o novo humano que comprei.”
Por via das dúvidas tratem bem seus aparelhos eletrônicos. Digam bom dia, dê um beijinho. Se tem gente que conversa com as plantas porque não conversar com seu computador? Ainda mais com essa idéia de inteligência artificial é melhor prevenir do que remediar…

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A reinvenção da biblioteca de GILBERTO DIMENSTEIN

A PROFESSORA de português,  Alda Beraldo nem se deu conta de que estava inventando um novo tipo de biblioteca: no lugar de estantes numa sala fechada, cestas amarradas num jegue estacionado debaixo de uma árvore. ''É uma sensação entre as crianças e seus pais."
Alda veio de Americana para morar em São Paulo atraída pela chance de cursar letras na USP e pela sedução da noite paulistana. "Sempre adorei a efervescência noturna." Formada, dedicou-se a ensinar poesia para estudantes e a fazê-los escrever versos. Uma tarefa árdua. Mas ela aprendeu a mostrar as palavras como peças de um jogo. ''A poesia é quase uma brincadeira de esconde-esconde, na qual se revelam sentimentos universais e profundos."
No ano passado, ela recebeu uma proposta para disseminar os encantos da literatura numa cidadezinha de 24 mil habitantes espalhados em comunidades rurais, bem longe do agito cultural paulistano. A maioria das casas é de taipa, cobertas com ramos de babaçu. Teria de passar alguns dias todos os meses em Alto Alegre do Pindaré, ao sul do Maranhão, onde quase não existem livros, treinando professores e diretores. "O índice de analfabetismo é altíssimo. Nem os estudantes, nem seus pais, nem seus professores têm o hábito de leitura. Fora dos livros didáticos, só a Bíblia".
Como é grande a distância entre os povoados que formam Alto Alegre do Pindaré, Alda percebeu que teria que fazer uma biblioteca móvel, mas a prefeitura não dispunha de um carro para essa tarefa. ''Mas sobravam jegues." Capacitou estudantes mais velhos para conduzir o jegue e contar as histórias debaixo da árvore - a "bibliojegue': como foi apelida, começou a se locomover no mês passado. "Quando o jegue carregado de livros vai chegando, as crianças, animadas, parecem que estão atrás do circo."
Ela precisou ir muito longe de São Paulo,para que pudesse, embaixo da árvore, ao lado de um jegue, reaprender os encantos das letras. "Vi mulheres analfabetas que choraram ouvindo pela primeira vez uma poesia."
FonteE-Proinfo

sábado, 8 de dezembro de 2012

MÃE,SEJA UMA TV A CABO DO BEM!


MÃE - SEJA UMA TV A CABO DO BEM!

É muito triste, sim, assistir pelos meios de comunicação, em tempo real, um episódio como esse que jornais do mundo inteiro estamparam, quando um jovem, com sério transtorno de comportamento entrou, intempestivamente, escola adentro e matou crianças em sala de aula. É dolorida essa aula! É uma aula salpicada de sangue, banhada em lágrimas.

Naquele mesmo dia, repórteres perguntavam aos alunos sobreviventes, aos professores em estado de choque, aos pais horrorizados, que lições podia se extrair dali. Todos diziam em uníssono: ficamos mais unidos, estamos solidários, nossa dor é uma só.

Isso faz lembrar quando o furacão Wilma arrasou uma cidade americana e os repórteres faziam perguntas semelhantes. A resposta de uma senhora ficou gravada. “Com o furacão, tive o prazer de conhecer minha vizinha de muitos anos, quando ela me viu aflita e me ofereceu uma xícara de café”.

O brasileiro é solidário sempre, mas a exemplo de muitos, vem adotando um estilo de vida preocupante, ultimamente. Está se isolando. Será que é preciso um furacão, um terremoto, um tufão, uma chacina para as pessoas se unirem, se conhecerem, se amarem? E oferecerem uma xícara de café ao vizinho desconhecido?

Muitas atitudes contribuem para a educação equivocada. O mau uso dos meios de comunicação tem sido um terror no universo humano. É um dragão que destrói o equilíbrio emocional. A criança chega a algumas escolas ainda bebê, muitos chegam de fraldas e dão de cara com uma escola atropelando os princípios que fundamentam as emoções. A escola tem o som, todavia, não respeita o limite da capacidade auditiva humana; o som é altíssimo. A escola tem computadores e os supervaloriza, em detrimento das brincadeiras, das músicas brasileiras, das histórias, das poesias, de dramatizações, do folclore, dos jogos no recreio. Recreio? Cadê o recreio?

O Brasil é uma potência em alguns aspectos, mas tem contrastes sociais de submundo. A educação envergonha essa nação perante os olhos do mundo.

Não se têm recursos para acabar com a violência, porém, pode-se educar para reduzir o gosto por ela. Há canais de tv que estão se transformando em delegacia de polícia, ao vivo, dentro da casa daqueles que veneram a violência. Isto adoece o imaginário e traz transtornos de comportamento. Serve também de universidade do crime. Forma bandidos. Faz escola.

Andrew Oitke, professor da Universidade de Harvard, publicou o livro Mental Obsety, e denuncia que “A nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas”. E afirma que “É hora de refletir sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente. ‘Profissionais da informação’ vendem gordura trans em excesso”.

Oitke demonstra preocupação com essa ‘alimentação intelectual’ tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção. “É possível supor que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida saudável e regular. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa, sobretudo, de uma dieta mental”.

Mãe, lute para reduzir a comunicação da desgraça dentro da sua casa. Seja uma tv a cabo do bem e não reproduza desgraça nenhuma, hora nenhuma: na hora das refeições, nas festas da família, nos encontros do shopping... Não superdimensione o crime, a hecatombe, o tsuname, não se transforme numa assombração a serviço da mídia pererê, ensinando que o mundo está no fim. Não pegue um caso isolado e o generalize.

Nunca se viu nada igual a essa matança na escola, aqui no Brasil. Não fique então martelando que as escolas agora não têm segurança, que o mundo está perdido. Esse fato é único. Não deixe seu filho, seu neto, ninguém aterrorizado, achando que isso é sempre assim, uma coisa normal, mas, sobretudo, eduque para que se aprenda a usar a metainformação, selecionando tudo de lindo e maravilhoso que existe nessa Terra linda.

O mal não vencerá o bem. Então faça a sua parte!

Seja, você, uma tv a cabo do bem.
Ivone Boechat

sábado, 1 de dezembro de 2012

Velho Álbum de Fotografias!!!

Quantas vezes olhamos um álbum de fotografias e damos risadas. Rimos de olhos que ficaram meio fechados na hora da foto, de um cabelo desalinhado, de uma postura que ficou desengonçada por não estar esperando o momento da fotografia.
Abrimos o álbum e começamos a rir das fotos também. Agora ao abrirmos aquele velho álbum uma saudade parece tomar conta de nossos olhos...De repente nos damos conta de que aquelas pessoas pouco a pouco foram desaparecendo de nossas vidas e de nosso álbum...
E o riso muitas vezes dá lugar a lembranças...
Lembranças de um tempo que se foi e perdeu-se em meio à voragem. Lembranças das festas de fim de ano, dos aniversários em família, das festas de carnaval, dos churrascos sempre cheios de motivos a sorrir.
Hoje, ao rever meus velhos e empoeirados álbuns de fotografias, vi lá todos os que já se foram. E fiquei pensando quem será o próximo. Talvez eu? Ou alguém de quem eu goste muito?
Não sei...
Sei apenas que todos nós estamos de passagem...
Caminhando para um lugar que ainda não sabemos, mas caminhando estamos...
Cada um carregando suas saudades, cada um tentando de alguma forma SER FELIZ!!!!
Lúcio Alves
Nov.2001

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Oração do professor!


Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor! 
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .
Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.

Amém!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A PAZ QUE TRAGO EM MEU PEITO

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar
uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer “não” quando é “não” que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu peito...
É a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra...
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por causa disso.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança Naquele que criou e governa o mundo...
A certeza da convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
Deus te conceda a verdadeira PAZ, pois estou em busca da minha!!!!



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Minha Infância, como é bom relembrar!!!

Ter infância é muito bom!!!
E não tenho como falar da minha infância e não falar das minhas avozinhas.
Eu, amo minhas avós, lembro muito dos fins de semana na casa delas. Comidinha, casa cheia, tios, primos, lanches, filmes, jogos, tudo era feito com amor e curtíamos muito. Eu tenho muito a agradecer, pois sempre curtir muito a minha vida, sempre curtir muito a minha família.
Na casa de voinha Creuza era uma festa, minha tia Neidy, Nene e tio Minho ainda moravam em casa, e tia Nande, minha madrinha morava, e ainda mora perto. Então, a casa ficava cheia, sem contar que nas sextas-feiras, todos almoçavam lá. Ah, quanta saudade...
Na casa de voinha Genésia, a lembrança do fogão de lenha, pegar lenha no sítio, bola de gude, babosa, o caminhão de Obede, aprendi a escalar com minha tia Iara e muito mais...
As brincadeiras eram sadias. Brincava de amarelinha, adedonha, esconde-esconde, salada mista, queimado, baralho, e ouvia as músicas da época, adorava Xuxa, Mara Maravilha, Trem da Alegria, Balão Mágico e outros...Minha mãe, fundamental e essencial em minha vida, sempre fez de tudo para eu participar de tudo na escola, claro que ela tinha que ficar no pé quando começei a crescer, pois sempre gostei de brincar, mas também dava gosto nos estudos.
Tempo bom que não volta atrás, por causa das lembranças e fotografias posso reviver esses momentos e lembrar com emoção.
Família, amo vcs...
https://picasaweb.google.com/115694743585453634734/MinhaInfancia

VIVA A INFÂNCIA!!!!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Depoimentos dos Meus Queridos alunos sobre a Importância de Ser Estudante!!!!


Na minha última aula de Informática falando sobre o que teríamos na semana, falei sobre a importância do Dia do Estudante e dos Pais, tentei em poucos minutos expressar o que sentia e o que achava importante para meus alunos e, pedi que explorassem os programas vistos no primeiro semestre e através de desenhos ou textos demonstrassem o que aprenderam:

"Ser estudante é ter o privilégio que muitos não têm. De ter certo conhecimento sobre as coisas e tudo que nos rodeia. É ter o carinho de estudar com atenção, e respeito aos professores e principalmente aos colegas que convivem conosco. É ter o compromisso de fazer as tarefas, prestar atenção nas aulas e principalmente aproveitar a oportunidade que nossos pais estão nos dando!
O conhecimento é a chave para um emprego melhor no futuro. Saber o momento de conversar, tirar brincadeiras de mau gosto, pois muitas pessoas gostariam de estar no lugar da gente aprendendo e tendo a oportunidade de ter uma vida melhor. É por isso que devemos respeito aos professores porque todo dia estão ralando para poder ensinar mais um conteúdo para a gente para que possamos ser no futuro um... médico, jornalista , advogado,  juiz entre outras profissões importantes para o nosso país e para a vida .
 A amizade é uma das coisas que temos na escola e devemos conservá-la. Hoje em dia muitas pessoas confundem amizade com liberdade coisa que ninguém deve confundir, pois não tem nada a ver com a outra. Ser estudante é cumprir com todos estes deveres. Ser estudante é aproveitar a oportunidade de ser uma pessoa melhor e crescer pronto para a vida.
 Tia Dani ,
Você é a inspiração para este texto, a melhor professora que já tivemos!!!
 (Tio  Wecsley te amamos...) e principalmente sinônimo de amor entre aluno e professor ! Te amamos !"
Victoria Mulatinho e Vitória Bomfim



Um estudante tem seus próprios problemas como deveres, provas, micro e também estudar é muito bom pra ter um futuro perfeito como os nossos pais que estudaram passaram por tudo o que a gente tá passando e agora tem um futuro e um dia todas os estudantes terão um futuro bom e maravilhoso e temos que estudar para sermos fortes e ter muito dinheiro na mão como nossos pais.
E estudar não é só bom e maravilhoso porque aprendemos muito e estudamos para ter um futuro bom como o de todos e até agora nós somos estudantes mais quando crescermos, teremos uma família como os outros.
 Gabriel Schettino e Nelson Ezequiel.


Ser estudante é muito interessante: tem professores muito legais e divertidos, o que nos deixa mais feliz é poder aprender. 
Temos que saber a hora certa de escutar e falar, tem a hora do recreio que brincamos, conversamos e lanchamos.Temos que ter cuidado com os materiais escolares e ter responsabilidade é muito importante porque sem ela nossos estudos não darão certo.
Também é bom estudar no tempo livre para não acumular matéria,quando faltar é bom adiantar os deveres e assim  não ficamos por fora do assunto.Ter educação com os professores e colegas é fundamental no nosso desempenho e saber respeitar é melhor ainda porque aceitar as diferenças do próximos é sempre bom para tudo.
DICA: desligar os celulares na hora da aula tambem é sempre bom!
Alunas:Geórgia Maria e Sheyla Beatriz


Ser estudante é,
Ser comportar na sala de aula, não fazer barulho, não atrapalhar a professora na hora que ela estiver explicando, não responder a professora
Hana


 Art. 1 ° Ser Estudante é ficar Quieto Dentro Da Sala De Aula
Art. 2 ° Ser Estudante é Não Gritar Na Aula
Art. 3 ° Ser Estudante é Levar Os Materiais Para A Escola
Art. 4 ° Ser Estudante é Prestar atenção Na Aula
Art. 5 ° Ser Estudante é Ser Prestativo
Art. 6 ° Ser Estudante é Não Brincar Na Aula
Art. 7 ° Ser Estudante é Fazer As Tarefas De Casa
Art. 8 ° Ser Estudante é Fazer As Tarefas De Sala
Art. 9 ° Ser Estudante é Só Brincar Na Hora Do Recreio
Art. 10 ° Ser Estudante é Não Conversar Na Aula
Art. 11 ° Ser Estudante é Não Fazer A Professora Gritar
Art. 12 ° Ser Estudante é Não Responder A Professora
Art. 13 ° Ser Estudante é Obedecer A Professora
Art. 14 ° Ser Estudante é Não Mexer Com Os Colegas
E, principalmente ser amigo, e respeitar a todos sem distinção!