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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Gestor? Coordenador? Como trabalhar com a Tecnologia?

Achei pertinente publicar um "pouquinho" do que aprendi, estou vivenciando e colocando em prática no curso" Mídias na Educação". Tanto serve para a educação a distância como para a convencional, depende de como vamos atuar. 
O princípio-mestre é o de que não se trata apenas de tecnologia ou de informação: o 
fundamento é a educação da pessoa para a vida e o mundo do trabalho.
São dez os itens básicos que devem merecer a atenção das instituições que preparam 
seus cursos e programas:
1. compromisso dos gestores;
2. desenho do projeto;
3. equipe profissional multidisciplinar;
4. comunicação/interação entre os agentes;
5. recursos educacionais;
6. infra-estrutura de apoio;
7. avaliação contínua e abrangente;
8. convênios e parcerias;
9. transparência nas informações;
10. sustentabilidade financeira.


Nosso tempo hoje é o das crianças e jovens que nasceram, vivem e irão trabalhar numa sociedade em permanente desenvolvimento tecnológico. Nosso espaço é o de um mundo plugado a uma rede que afeta a todos, mesmo àqueles que não estão diretamente conectados. 
A educação que oferecemos deve livrar o homem da massificação e da manipulação e
contribuir para que cada um possa ser o autor de sua própria história de forma competente, responsável, crítica, criativa e solidária.

Dessa forma, cabe ao gestor:
· informar-se sobre o potencial das tecnologias na educação presencial e a
distância;
· avaliar com clareza o que é novo e o que é permanente em educação
(tecnologias de ponta não eliminam a necessidade do domínio escrito e falado 
da língua; do desenvolvimento do raciocínio lógico; da aquisição dos conceitos 
matemáticos, físicos e químicos básicos; dos conhecimentos, competências, 
hábitos, atitudes e habilidades necessários para trabalhar e usufruir plena e
solidariamente a vida);
· sensibilizar sua equipe para as mudanças necessárias;
· identificar, em conjunto com os profissionais da instituição, quais as áreas com 
maior probabilidade de sucesso para iniciar o processo de inserção das
tecnologias nos cursos de sua instituição e sua oferta a distância;
· coordenar a definição de um plano estratégico de trabalho e seu cronograma;
· identificar possíveis parceiros nas áreas pública e privada;
· buscar financiamento para apoiar todas as ações que sejam necessárias, em 
especial: preparação e contratação de pessoal, aquisição de infra-estrutura 
tecnológica, produção de materiais didáticos, desenvolvimento de sistemas de comunicação, monitoramento e gestão, implantação de pólos descentralizados, 
preparação da logística de manutenção e de distribuição de produtos.

http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/ReferenciaisdeEAD.pdf

terça-feira, 9 de julho de 2013

Encerramento do módulo Interação de Mídias nas Práticas Pedagógicas

Hoje aconteceu mais um encerramento de uma disciplina na pós, Interação de Mídias nas Práticas Pedagógicas com a professora Rosemeire Marcedo. Apresentamos um projeto de ensino, fizemos auto avaliação e concluímos o texto sobre a formação e prática dos professores com a autora Maria Elizabeth.
Adorei  a dinâmica da aula, me acrescentou mais subsídio em minha prática. Os textos foram bem explorados e atingiu os objetivos da disciplina, li, analisei, anotei, pesquisei todos os textos e autores. Em toda aula a professora deixou bem claro e nas leituras que também foram solicitadas, a necessidade da formação continuada e atitude profissional de nós professores com relação a nossa prática e crescimento pessoal.
Todas as discussões foram válidas e pude ampliar meu leque, pois como trabalho na área e atuo diretamente com os alunos com a Informática e Robótica Educacional, fazendo projetos, planejando com as ferramentas disponíveis nos laboratórios e auxiliando também os professores de sala convencional. Acredito e concordo que tudo depende de nossa atuação, do nosso olhar frente aos problemas, objetivos e resultados a serem alcançados. Deveríamos ser pesquisadores por excelência, como Rosemeire explanou em toda aula.
É importante a interação das mídias em todo contexto, a gestão das mídias para o acompanhamento eficaz dos projetos, mas tudo a ser feito e planejado tem que ser colocado em prática no planejamento estratégico da escola, no PPP com todos participando ativamente do processo.

Trabalhar com as mídias e com projetos não tem igual. Esse mundo me fascina!!!







Projeto de Ensino utilizando as Mídias

O computador associado às ferramentas online como recurso didático

FAMA - FACULDADE AMADEUS
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO - NUPPE

Interação de Mídias na Prática Pedagógica
Professora: Rosemeire Marcedo
Autores: Danielle de Souza e Wecsley Oliveira

  APRESENTAÇÃO
Atualmente, percebemos uma modernização em todos os segmentos da sociedade, é comum a representação de empresas em redes sociais com suas “fã-pages”. Possuir um site que promova a interação com o cliente é algo tão corriqueiro que percebemos com espanto os casos de empresas que fogem essa “regra”.
A escola, mais do que nunca, deve atentar-se à inserção, e porque não dizer, a fixação da imagem no crescente cyber espaço. Ela deve acompanhar com coerência e acima de tudo responsabilidade, a modernização do pensar e agir dos seus alunos. Buscando interação com as novas linguagens para que haja um aprendizado contemporâneo, eficiente e completo.
Cabe a nós professores elaborar nossas aulas e planejamento com temas pertinentes ao aprendizado deles, buscando sempre a participação de todos, opinando, criticando, sendo ativos para perceber o mundo a sua volta. Por isso, acreditamos na importância de se trabalhar com projetos.
O uso das tecnologias de informação e comunicação na definição e desenvolvimento do projeto político-pedagógico da escola permite: registrar e atualizar instantaneamente a sua documentação; criar um sistema de acompanhamento e participação da comunidade interna e externa à escola por meio de redes virtuais de interação e colaboração; definir metodologias de avaliação adequadas e compatíveis com critérios democráticos e participativos; trocar informações e experiências com a comunidade, identificando os talentos e potencialidades que possam contribuir com a evolução conjunta de problemáticas tanto da escola como da comunidade; discutir e tomar decisões compartilhadas.

JUSTIFICATIVA
A proposta deste tema é ressaltar a convergência das mídias e tecnologias de comunicação e informação. O comportamento da sociedade está em crescente mudança, até os pequenos hábitos do cotidiano estão sendo influenciados pelo advento das novas tecnologias de comunicação e informação. Fazer compras e conversar com amigos atualmente é possível de acontecer com irrelevância ao aspecto geográfico e temporal.
Na educação, esta mudança também é notória, a busca pela interação através de atividades dinâmicas e online é uma constante. Para se manter atualizada a escola precisa de profissionais capacitados que gerenciem as mídias digitais a favor do fluxo de informação entre o aluno, a instituição e comunidade.
Trabalhar com projetos é um desafio, pois as escolas, educadores, alunos, funcionários, pais e comunidade tem que se engajar, quebrando paradigmas, vencendo os conflitos, ambiguidades e inquietações, no qual o aprender e a razão, o individual e o grupal, o local e o global, podem unir-se ao prazer, à imaginação, à utopia, ao sonho, às artes e à tecnologia.
Com os recursos que o computador e a internet possibilitam, este tema fará emergir esta problemática buscando soluções para envolver o aluno no desenvolvimento de atividades que tenham como principais características a socialização, interação e disseminação da informação. A mídia, principal veículo de transmissão de informações, se torna neste caso um importante coadjuvante na pesquisa e desenvolvimento do tema abordado.
O projeto de atuação do professor, ou projeto de ensino, está diretamente relacionado à teoria de aprendizagem, à teoria de escola, ao desenvolvimento pessoal e profissional dos sujeitos, assim como à concepção de conhecimento (GARCIA, 1995, p. 69). Trata-se de um projeto aberto, dinâmico e evolutivo cuja característica básica é a intencionalidade de propiciar aos alunos a aprendizagem significativa.

DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
O avanço das tecnologias de Informação e comunicação é evidente, podemos constatar esse acontecimento na presença dessas tecnologias em ações corriqueiras do nosso cotidiano como fazer compras, assistir filme no cinema ou simplesmente se comunicar com outra pessoa. O excesso de informação ao qual somos expostos é tamanho que alguns conteúdos passam despercebidos. Entretanto, as crianças atuais, imersas nessa realidade tecnológica e comunicacional, são capazes de desenvolver várias atividades ao mesmo tempo.
É comum vermos uma criança estudando e ao mesmo tempo ouvindo música, assistindo TV ou respondendo aos colegas nos comunicadores instantâneos. Todavia, esse comportamento acaba por desenvolver o individualismo e as falhas na comunicação interpessoal, condições contrárias ao indivíduo apto a viver em sociedade e capacitado ao ingresso no mercado de trabalho.
Diante desse contexto, o uso das novas tecnologias como recurso auxiliar de aprendizado torna-se um aliado poderoso, posto o interesse nato dessa geração pelos aparatos eletrônicos. Cabe ao professor, desenvolver métodos que evidenciem o trabalho em grupo de forma contextualizada com a realidade e enfatizada pela experimentação.

DEFINIÇÃO DO PÚBLICO-ALVO
Alunos do Ensino Fundamental- 4ºs e 5ºs anos.
OBJETIVOS
Geral
·         Explorar o uso das tecnologias online, utilizando o cyber-espaço para promover interação entre alunos, pais e a escola.

Específicos
·         Reduzir o consumo de materiais como papel, tinta de impressora.
·         Melhorar o desempenho dos alunos na apresentação da culminância.
·         Dinamizar a aplicação dos conteúdos nos Laboratórios de Educação Tecnológica.
·         Manter um registro on-line do trabalho desenvolvido no núcleo de Educação Tecnológica.
·         Trabalhar com o tema: Bulling e Cyberbulling;
·         Utilizar diferentes mídias para a realização do trabalho, de modo a orientar o uso adequado das mesmas;
·         Conceituar, historiar, explanar os temas trabalhados através dos recursos na escola;

MÍDIAS UTILIZADAS
  • Computador
  • Internet
  • Televisão
  • Vídeos
  • Softwares
  • Rádio
METODOLOGIA
A metodologia deve ser baseada nos quatro pilares da educação aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser, evidenciando qualidades pessoas pertinentes ao desenvolvimento do trabalho em equipe, tais como: cooperação, colaboração, empatia, persuasão, dentre outras.
As etapas para o desenvolvimento do projeto são contextualização, construção, análise e continuação.
Contextualização: O professor fará a mediação do conteúdo norteando entre o conteúdo teórico e o prático, mostrando a importância dos temas a serem explorados, a importância da participação e envolvimento de todos. Nesse primeiro momento é imprescindível a atuação do professor, deixar bem claro os objetivos, a proposta. Os alunos sentirão motivados a pesquisar informações, formarão grupos de trabalho e definição dos papéis para o trabalho.
Construção: Compreende a fase de “colocar a mão na massa”, definido o tema, mídias utilizadas, eles entram em campo para juntos solucionarem o problema. O que é o Bullyng? E o Cyberbulling? Como minimizar a prática destes em nosso ambiente escolar e comunidade?
Análise: compreensão da pesquisa, bem como, o seu desempenho.
Continuação: compreende a fase da experimentação com a finalidade de solucionar o problema proposto pelo professor. É nessa fase que acontece a maior parte da acomodação do conhecimento.

Critérios de Avaliação
Cada professor é responsável por observar o envolvimento e interesse dos alunos nas diversas fases do processo de aprendizagem e participação nas diversas fases do projeto;

Socialização da pesquisa
Criar mecanismos de divulgação do trabalho, da pesquisa com os alunos, pais, comunidade, amigos tanto dentro da escola, na comunidade, como virtualmente, nas redes sociais, blogs, fóruns, grupos.
Recursos(utilizando o laboratório de informática, multimeios)
·         Laboratório de informática com conexão à internet (1 computador para dois alunos);
·         Projetor conectado ao computador do professor (ou TV de grande porte).


Ferramentas Tecnológicas Online(se direcionar o projeto/pesquisa numa realidade que aborde esses recursos)
*utilizar as ferramentas online se na escola tiver condições, senão tiver esse projeto pode adequar-se normalmente a realidade sem internet, utilizando a mídia impressa, jornal,livros, revistas, rádio, televisão,etc)
As ferramentas listadas estão disponíveis gratuitamente na internet. São tecnologias de armazenamento e compartilhamento de informações online que darão suporte ao desenvolvimento das atividades dos alunos.

Blog:
Consiste num site de fácil e rápida atualização. Estas atualizações são chamadas de artigos, posts ou postagens. São organizados em ordem cronológica inversa podendo ser de responsabilidade de vários autores. O blog é uma importante ferramenta de feedback, pois através dos comentários, possíveis nas postagens, podemos ter um retorno externo do conteúdo exibido. No blog também é possível publicar enquetes, outra ferramenta eficiente para avaliar opiniões.
As facilidades no uso de blog abrangem também o item padronização e design, através de esquemas previamente estabelecidos ou ainda, a possibilidade de personalização dos itens apresentados.

Picasa - Álbum virtual
Serviço gratuito para armazenamento e compartilhamento de fotos. Tais fotos podem ser utilizadas nas postagens dos blogs.

Prezi
Programa na modalidade cloud utilizado para a criação de apresentações de forma não linear. Através do código embed é possível publicar as apresntações Prezi no blog.

Slideshare
Site de compartilhamento de apresentações de slides ou arquivos em pdf. Assim como o Prezi, gera um código embed que possibilita a postagem no blog.

Youtube
Site de compartilhamento de vídeo que também gera código embed para publicação no blog.

Referências

ALMEIDA, M. E. B.Gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola: o compartilhar de significados. Em Aberto, Brasília, v. 22, n. 79, p. 75-89, jan. 2009. Disponível em: http://www.emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/view/1435/1170. Acesso em: 10 de junho de 2013.





EXEMPLO DE UM PROJETO
Tema: Cyberbulling-Como minimizar a prática em nosso ambiente escolar e comunidade?

 Pesquisa sobre o tema na internet:(para contextualizar)

 Perigos na Internet

O bullying é um termo em inglês que define um padrão repetitivo de comportamentos agressivos, que visam prejudicar uma pessoa ou um grupo. Pode acontecer em qualquer lugar: na escola, no playground do condomínio, na torcida do futebol etc. Ameaças, agressões físicas ou verbais, intimidações e humilhações são exemplos de bullying.

Em geral, são alvos do bullying aquelas pessoas (crianças ou não) que se destacam por algum motivo - estão acima ou abaixo do peso, têm alguma deficiência física, são muito tímidas, muito inteligentes, "nerds" etc.

O agressor pode agredir por vários motivos. Pode não ter a capacidade da empatia, pode ser alguém querendo se destacar em seu grupo, ou até alguém que se sente incomodado por uma característica em particular da vítima.

É importante ressaltar que a vítima de hoje pode ser o agressor de amanhã e vice-versa. Não há regras, mas o bullying acontece com mais frequência entre crianças e adolescentes.

Na internet, o problema é intensificado pela rapidez com que as agressões se espalham através da rede por meio de e-mails, redes sociais, blogs, vídeos e mensagens via celular. O bullying praticado pela web é chamado cyberbullying. Na web, a minoridade penal e o suposto anonimato (com o uso de perfis falsos) contribuem para a sensação de impunidade do agressor e podem fazê-lo ser ainda mais cruel do que no bullying, onde agressor e vítima estão frente à frente.

Tanto o bullying quanto o cyberbullying são problemas muito sérios e não devem ser ignorados. A agressão pela web pode surgir de qualquer lado, a qualquer hora. Uma vez na internet, o conteúdo ganha vida própria e pode nunca mais desaparecer por completo. Um caso famoso de cyberbullying foi o da jovem americana Megan Meier, de 13 anos, que cometeu suicídio em 2006 depois de receber uma série de mensagens cruéis em sua página no MySpace.
4)      Justificativa:
Os meios virtuais estão se tornando alvo de práticas para disseminar difamações e calúnias nas comunidades, e-mails, torpedos, blogs, rede sociais.E, aproveitando a mídia que os alunos utilizam hoje, o computador e celular é que achamos pertinente falar sobre esse tema, importante nos dias atuais.

5)      Objetivos:
 O objetivo é defender e tornar mais segura a utilização das denominadas Tecnologias da Comunicação e Informação.
  • Definir e conceituar o Bullyng e o Cyber Bullyng;
  • Fatos e dados alarmantes sobre o Bullyng e o Cyber Bullyng;
  • Apresentar vídeos falando sobre a temática;
  • Ouvir os alunos sobre a temática e citar exemplos;
  • Dividir a sala em grupo;
  • Promover o uso de várias mídias para a pesquisa;
  • Ao término do trabalho observar se o trabalho foi significativo para os alunos. 
6)      Conteúdos envolvidos:
·          Linguagem oral;
·         Linguagem escrita;
·         Leitura e produção de textos;
·         Valores, ética, tecnologia da comunicação e informação;
·         Trabalho cooperativo e respeito às decisões do grupo;
·         Criação de blogs;
·         Criação de grupos no facebook;
·         Criar um elo na redes, aproximando assim os alunos, pais e professores;
7)      Questionamentos:
Será que uso a Internet com segurança?
Como eu utilizo a internet? Ela está sendo útil para a minha vida?
Será que meus amigos estão seguros quando usam a Internet?
O que preciso saber para evitar sofrer algum dano na Internet?
O que são os Cyber crimes? Como posso me proteger?
O que é Cyber bullying? É crime?
Usar Internet na rua, cyber café, lan house é mais perigoso do que em outros lugares?
O que posso fazer para proteger minha privacidade ao usar a rede social?
Quais cuidados devem tomar?
8)      Ações:
Criar aulas, reuniões, palestras com foco no assunto abordado com os alunos, dando vez e voz aos alunos para eles entenderem e participarem ativamente.

  






segunda-feira, 8 de julho de 2013

Por que estudar Mídias na Educação?


Fiz o curso, Mídias na Educação,  http://www.learncafe.com/. É um programa de educação a distância, com estrutura modular, que visa proporcionar formação continuada para o uso pedagógico das diferentes tecnologias da informação e da comunicação – TV e vídeo, informática, rádio e impresso. O programa é desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED), em parceria com secretarias de educação e universidades públicas. 
Abaixo apresento a vocês uma pequena parte do que estou aprendendo muito e agregando muito conhecimento e é de muita importância em minhas práticas.
Utilizar os meios de comunicação, em especial o rádio, durante o processo educativo é uma
das maneiras encontradas para estimular crianças, jovens e adultos a se expressarem e
mostrarem as suas opiniões e ideias. A escola da modernidade não pode mais
desconsiderar ou ignorar a presença das mídias no cotidiano do educando.
"Não basta a escola ter laboratórios com computadores, Internet, softwares educacionais, máquina digital, filmadora, kit com o material de TV, vídeos e DVD, equipamentos para produção de programas de rádio entre outras, se não houver uma gestão na escola que considere as implicações pedagógicas, administrativas e técnicas envolvidas no uso das tecnologias e mídias no contexto de ensino e aprendizagem.
Entendemos que, com a exploração do rádio no processo educativo, o educando e o educador, juntos, terão a oportunidade de planejar e realizar uma significativa atividade social, ao disseminar cultura, construir conhecimento, ampliar horizontes, se comunicar, se expressar, enfim, de ter voz e de dar voz à comunidade onde a escola encontra-se inserida e é por ela reconhecida." (Sonia Schechtman Sette – UFPE Coordenação Geral - Mídia RÁDIO)

Entre os meios de comunicação de massa, costuma-se dizer que o rádio é capaz de atingir o maior número de pessoas.
De fato, algumas de suas características lhe dão um alto poder de uso e penetração. Por exemplo:
  • Abragência e regionalismo — o rádio atinge todo o país, há um grande número de rádios que produzem localmente, por isso uma de suas marcas é a valorização das expressões e formas de linguagem regionais.
  • Portabilidade — é possível carregar um aparelho de rádio para qualquer lugar; ele pode funcionar em potnos aonde o sistema de energia elétrica não chega e em locais de geografia pouco favorável.
  • Imediatismo e instantaneidade  um evento pode ser transmitido pelo rádio no momento em que acontece, como no caso de partidas de futebol ou outras coberturas jornalísticas.
  • Autonomia do ouvinte  por envolver somente a audição, o rádio permite que outras atividades sejam feitas por quem o escuta, sendo um “pano de fundo” do cotidiano; mas o ouvinte pode passar a concentrar-se mais quando percebe algo de interesse.
  • Interatividade  os ouvintes podem participar de uma transmissão radiofônica, interagindo com os produtores, enquanto ela acontece.
  • Meio oral - não há a exigência de que o público seja alfabetizado para ouvir mensagens radiofônicas, e, em sociedades com nível baixo de alfabetização, essa característica torna o rádio um importante instrumento de informação e de educação.
  • Linguagem simples  pelas características já apontadas, como a abrangência, o caráter oral e a autonomia que os ouvintes possuem, os produtores de rádio procuram utilizar uma linguagem simples e expressiva: nítida, concisa, com repetições e variações e agradável à audição.
  • Baixo custo  o preço do receptor de rádio é baixo, comparado com outros aparelhos domésticos, como a televisão, e a oferta a preços diversificados favorece a aquisição do veículo por grande parte da população.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Tecnologias na Educação ou Educação com Tecnologias?


Muitas vezes ouvimos falar sobre os investimentos que são feitos em equipamentos tecnológicos para as escolas, professores e alunos, como se esses recursos pudessem ser capazes de promover mudanças na Educação. Geralmente, primeiro pensam e providenciam os equipamentos (Hardware), para em segundo plano pensarem na metodologia que será aplicada ao utilizá-los (Software). Como sabemos o hardware sem o software não é eficiente, da mesma forma que um excelente equipamento utilizado de maneira inadequada pelo profissional também não será eficiente e não trará nenhum avanço a Educação.
Exerci a função de Orientadora Tecnológica por aproximadamente seis anos na Secretaria de Educação do RJ e durante esse período pude acompanhar de perto as inconsistências, mudanças e inseguranças sobre o assunto. O olhar do governo nunca foi uma constante, muito pelo contrário, é sempre uma variável, infelizmente. A falta de continuidade dos Programas Governamentais envolvendo o uso das tecnologias na Educação é uma realidade que interfere de forma direta e negativa nos resultados obtidos.
Não basta colocar equipamentos tecnológicos nas escolas e oferecer cursos mostrando como utilizá-los, é preciso muito mais que isso. O professor precisa estar envolvido pela tecnologia, ele precisa acreditar na eficácia do seu uso, precisa estar seguro, conhecer suas especificidades, para saber identificar qual o recurso poderá auxiliá-lo e em que momento mais adequado.
Sempre me interessei muito pelo uso das TIC’s na Educação, por isso fiz inúmeros cursos na área oferecidos pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE-08), pelo Proinfo e outros, fiz também uma Pós em Mídias na Educação pela UFRJ e pelo caminho percorrido fui descobrindo e me apaixonando pelas possibilidades de uso no processo de ensino/aprendizagem.
Um exemplo prático disso é o Blog “Utilizando as Mídias na Educação” que criei há mais de três anos, um espaço de interação, troca de experiências, descobertas e compartilhamento com colegas, seguidores e visitantes.
Blog, WebQuest, Infográficos, Internet, Redes Sociais, Vídeos, Jogos Educacionais e muitos outros são recursos tecnológicos que podem auxiliar o professor em sua prática.
Entretanto, não adianta usar “novos recursos” com as “velhas metodologias”, é preciso repensar e refletir constantemente sobre o processo e nossas práticas educativas. Os recursos tecnológicos por si só não trazem nenhuma inovação a Educação, o uso que os profissionais da área darão a eles é que poderá ser inovador ou não, tudo dependerá da metodologia que o professor utilizará e de sua mediação no processo, que é essencial e fará toda a diferença.
“As velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente estado de aprendizagem e de adaptação ao novo.” Vani Moreira Kenski
“Agora é o momento de enxergar possibilidades imensas de mudança que se abrem a nossa frente. Vale a pena mudar, aprender de verdade, ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades. Só assim construiremos um país melhor, como é o desejo profundo da grande maioria das pessoas.” José Manuel Moran
Sobre a autora: Fernanda Gomes da Silva Tardin – Bacharel em Ciências Contábeis, Licenciada em Matemática e Especialista em Mídias na Educação; Atuando como Professora Articuladora Pedagógica, Editora do Blog Utilizando as Mídias na Educação; Facebook: fernandagtardin; Twitter: @fernandagtardin; E-mail: fernandat@prof.educacao.rj.gov.br

FICHAMENTO: GESTÃO DE TECNOLOGIAS, MÍDIAS E RECURSOS NA ESCOLA: O COMPARTILHAR DE SIGNIFICADOS


FICHA:
ALMEIDA, M. E. B.Gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola: o compartilhar de significados. Em Aberto, Brasília, v. 22, n. 79, p. 75-89, jan. 2009. Disponível em: http://www.emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/view/1435/1170. Acesso em: 10 de junho de 2013.

CONTRIBUIÇÃO DO TEXTO PARA PESQUISA:
A pesquisa contribui para mostrar que as tecnologias estão cada vez mais em nossa realidade, há muito tempo e mesmo assim continuam práticas mal elaboradas e mal interpretadas. É preciso entender os significados, a função e utilização das mídias, tecnologias para saber usá-las no momento certo com objetivos. Muita mudança e pouca evolução. O texto também serve de suporte para reflexões e práticas engajados no processo.
OBJETO DE ESTUDO:
As mídias, tecnologias implantadas na escola, o compartilhamento de significados para compreender o papel das tecnologias na educação.
MÉTODO UTILIZADO:
A pesquisa bibliográfica, documental, por meio da análise de conteúdo tendo como referencial teórico, Castells(2003), Franchi(1992), Gatti(2002), Kenneth e Apple(2001), Cavaliere(2002), Dewey(1959), Vygotsky(1989), Figueiredo e Afonso(2006), .Moran(2000), Fagundes(2000), entre outros.
OBJETIVOS DO AUTOR:
  1. Comparar tecnologias antigas das atuais para entender a mudança na comunicação entre as famílias, crianças, jovens, como se relacionam, se divertem;(pág75)
  2. Compreender como ocorre a gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola e os significados construídos pelos sujeitos da educação;(pág79)

FONTES:
Figueiredo e Afonso, 2006(figura1), dados do Seed do MEC, Seed de Goiás, MidiaLab-MIT, UCA.

PRINCIPAIS CITAÇÕES:
“Ao mesmo tempo em que os adolescentes de hoje vivem mergulhados no mundo digital, pois pertencem à geração conectada, a cada nova tecnologia que surge acentua-se o fosso digital (Castells, 2003), devido à exclusão social e às dificuldades ainda não superadas pelos sistemas de ensino para incorporar as novas tecnologias às atividades da escola!” (pág75)

(Franchi, 1992), “torna-se necessário não só introduzir tecnologias nas escolas, mas, sobretudo, integrá-las numa perspectiva crítica que proporcione condições político-pedagógicas para que educadores, alunos e comunidade compreendam e utilizem as linguagens das mídias, expressem o pensamento, dialoguem, desenvolvam a criatividade e a criticidade.”(pág76)

A educação "envolve a interação complexa de todos os fatores implicados na existência humana" (Gatti, 2002, p. 13), englobando as pessoas e suas experiências em contexto, sendo a própria educação um processo contextualizado de (re)construção do conhecimento, desenvolvimento da autonomia e da liberdade responsável, comprometida com a cidadania democrática.(pág76)

“A concepção de escola como promotora da "educação integral" alicerçada no conceito de "educação como reconstrução da experiência" (Cavaliere, 2002) descortina novos horizontes para a análise de questões sobre a integração de tecnologias nas práticas educativas e contribui para a reconstrução da identidade da escola e a inclusão social de parcela considerável da sociedade brasileira alijada do acesso aos bens culturais.” (pág77)

“A utilização de tecnologias como elementos de mediatização entre o conhecimento científico e as experiências da vida dos alunos pode representar um impulso intelectual, social e político em direção a uma sociedade menos excludente e mais solidária, cujo exercício da democracia é interpretado como uma "forma de vida associada, de experiência conjunta e mutuamente comunicada" (Dewey, 1959, p. 93).(pág77)

“O uso das tecnologias em contextos significativos para os aprendizes indica que estes se encontram imersos em cenários interativos com a presença de tecnologias.”(Figueiredo, Afonso, 2006).(pág77)

“A significação se origina no contexto e na interação social com as pessoas, experiências, instituições e objetos culturais, enfim nas relações com o contexto socioistórico e na negociação intersubjetiva, gerando saltos qualitativos provocados pelo movimento entre o nível real e potencial de desenvolvimento”. (Vygotsky, 1989). (pág77)

“O contexto é um conjunto de circunstâncias relevantes que propiciam (re)construir o conhecimento por meio da atividade.” Figueiredo e Afonso (2006) (pág77)

“O contexto educativo é um conjunto de circunstâncias relevantes que propiciam ao aluno (re)construir o conhecimento dos quais são elementos inerentes o conteúdo, o professor, sua ação e os objetos histórico-culturais que o constituem. O contexto é considerado em toda a sua complexidade e multidimensionalidade, englobando as dimensões histórico-social, cultural, cognitiva e afetiva dos sujeitos que o habitam, bem como as tecnologias que dele fazem parte, cujas características devem ser compreendidas para que se possa incorporá-las numa perspectiva crítica”.(pág78)
  
“As tecnologias são elementos relevantes do contexto que reconfiguram a situação e criam possibilidades diferentes para o ensino e a aprendizagem, uma vez que, além da expressão material de instrumentos, englobam as dimensões técnica, social e cultural envolvidas em sua produção, expandem o potencial humano e propiciam que, através da Internet, alunos, professores e membros da comunidade, situados em diferentes territórios, possam compartilhar experiências educativas centradas nas relações que se estabelecem em contexto virtual.”(pág78)

“No paradigma construtivista, o contexto se constitui em situação, no momento da interação com os alunos, não sendo possível delimitá-lo inteiramente a priori. Assim, o contexto é "tecido junto" no desenvolvimento da atividade relevante aos alunos, que participam de um processo de negociação de significados ao tempo que produzem o contexto adequado à sua experiência em circunstâncias socioistóricas específicas”. Figueiredo e Afonso (2006), Almeida (2004), Prado (1999),Valente (1999) Papert
(1985, 1994) (pág79)

“Para superar a dicotomia do uso de tecnologias na escola, é necessário prover as escolas de condições para o trabalho com as múltiplas vozes sociais e o acesso aos diferentes objetos "de produção e distribuição de riqueza simbólica e material"” (Schwartz, 2002).(pág80)

“As práticas pedagógicas direcionadas pelo uso de determinada tecnologia, como no caso de uso do laboratório de informática ou do binômio da TV e vídeo, induzem ao aprimoramento daquilo que já se fazia mantendo inalterados os horários, a estrutura de aulas e disciplinas (Moran, 2000) e, embora possam seduzir momentaneamente os alunos, não trazem mudanças efetivas no desenvolvimento do currículo e na melhoria de qualidade da aprendizagem.” (pág81)

Fagundes (2000) “propõe o termo "projetos de aprendizagem" ao se referir à experiência desenvolvida com vista à aprendizagem de conceitos construídos no ato de projetar do aprendiz ou de um grupo de aprendizes”.(pág81)

“[...]aprendizagem significativa, uma vez que o professor precisa compreender as concepções de conhecimento, aprendizagem e ensino subjacentes, buscando a coerência com o currículo, que se desenvolve em conexão com as tecnologias e mídias, selecionadas e agregadas ao projeto conforme necessidades da atividade em realização.” (pág81)

“Para que os recursos tecnológicos e midiáticos possam ser integrados de maneira significativa, é importante ir além do acesso, criando condições para que alunos e demais membros da comunidade escolar possam se expressar por meio das múltiplas
linguagens, dominar operações e funcionalidades das tecnologias, compreender suas propriedades específicas e potencialidades para uso na busca de solução para os problemas da vida.”(pág82)
   
PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO AUTOR:
Cabe aos pesquisadores e educadores – conscientes de sua responsabilidade social e comprometidos com o ensino voltado à aprendizagem e à compreensão das problemáticas da vida – analisar as tendências mundiais de integração e convergência
de tecnologias, construir referências conceituais que permitam compreender criticamente as contribuições da incorporação de tecnologias à educação, assim como acompanhar e subsidiar a definição de políticas públicas voltadas à inclusão digital das
escolas e à integração de tecnologias aos processos de ensinar, aprender, gerir a escola e suas tecnologias.
O homem é um ser inacabado, em contínua busca por novas descobertas e invenções. Novas tecnologias surgem a todo momento, indicando que a aprendizagem continua por toda a vida com diferentes direções. Habilidades outrora consideradas relevantes podem não ser mais necessárias hoje, assim como competências antes irrelevantes ou desconhecidas vão se tornando imprescindíveis. Surgem novos valores e realidades que precisam ser compreendidos pelo diálogo que liberta. "Educador e educando, os dois seres criadores, libertam-se mutuamente para chegarem a ser, ambos, criadores de novas realidades" (Freire, 1980, p. 10).

COMENTÁRIO E ANÁLISE DO LEITOR:
Um trabalho rico com dados e fatos pertinentes ao tema baseado em autores importantes no processo que justificam a importância do estudo que a autora fez. A fundamentação teórica foi muito bem centrada nos conceitos aplicados e abordados durante todo o trabalho, percebi a preocupação da autora em nos fazer entender da necessidade da formação dos professores e entendimento da utilização das mídias.
Consegui visualizar os exemplos que ela mostrou no trabalho e entendi a importância e preocupação da mesma. É realmente uma pesquisa que sugere muitas outras pesquisas que abordem as necessidades urgentes da utilização e aplicabilidade das mídias e recursos na escola e no ciberespaço. Gostei muito do trabalho, estudar, ler e pesquisar sobre esse tema é sempre maravilhoso.Quem promove a mudança somos nós em tudo o que fazemos, cabe a cada um exercer sua função da melhor forma possível, somos formadores!

RESUMO:
O presente trabalho abordou questões muito importantes no que diz respeito ao papel da gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola  Deu início ao assunto falando do seu tempo de menina, o que tinha de aparato tecnológico, como eram as famílias e educação, nos fazendo refletir sobre os tempos atuais e fazer um paralelo de mudanças de atitudes e tudo mais. Definições não faltaram para nos fazer entender:
As tecnologias são elementos relevantes do contexto que reconfiguram a situação e criam possibilidades diferentes para o ensino e a aprendizagem, uma vez que, além da expressão material de instrumentos, englobam as dimensões técnica, social e cultural envolvidas em sua produção, expandem o potencial humano e propiciam que, através da Internet, alunos, professores e membros da comunidade, situados em diferentes territórios, possam compartilhar experiências educativas centradas nas relações que se estabelecem em contexto virtual.
Maria Elizabeth ainda explicitou o contexto brasileiro para melhor compreender como ocorre a gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola e os significados construídos pelos sujeitos da educação, onde e como as tecnologias começaram a ser introduzidas nas escolas até o momento atual, quando novos desafios se apresentam com as iniciativas governamentais voltadas à universalização do acesso a computadores de pequeno porte para alunos e educadores.
Em seguida citou os programas públicos de inserção de tecnologias na escola, do uno ao múltiplo, para entendermos como foi implantado todo esse sistema e como foi aplicado no contexto. Além da implantação de sistemas integrados de informações para a gestão escolar e do desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras, há necessidade de se repensar a gestão de tecnologias, mídias, informações, tempos e espaços em um empreendimento catalisador da mudança educacional, que busca religar as distintas instâncias de um trabalho educativo comprometido com a unicidade do conhecimento, a interação social e a participação numa ótica globalizante, includente e democrática, que valoriza a experiência, a colaboração e a gestão compartilhada.
Tudo isso implica tornar utilizáveis e reutilizáveis os recursos tecnológicos e seus produtos e compreender seus critérios e condições de interoperatividade, o que envolve distintos aspectos relacionados com a gestão de tecnologias, tais como administrar, organizar, proteger, manter, para que funcionem como instrumentos de comunicação, autoria e construção de conhecimento, registro, recuperação, atualização e socialização de informações.