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terça-feira, 27 de maio de 2014

História dos Meios de Comunicação

Excelente tema para projetos!
I - Os Primórdios da Comunicação
Desde o início dos tempos, o homem tentou comunicar com os seus semelhantes. Em primeiro criaram a LINGUAGEM ESCRITA, mas apesar disso demorou algum tempo até descobrirem como registar os seus pensamentos!
  Na Pré – história, criavam desenhos nas paredes
  das cavernas, as pinturas rupestres.




 Os Egípcios criaram os hieróglifos, que eram parecidos com banda desenhada!



Aos poucos e poucos foram desenvolvendo o ALFABETO, que variavam de língua para língua. O Homem criava as letras e ia juntando as letras formando palavras e depois frases, e assim transmitiam as suas ideias e pensamentos.
II - As primitivas Formas de Comunicação


Em África, a LINGUAGEM DOS TAMBORES, era uma espécie de rádio da época!
Mesmo os povos mais primitivos não desenvolveram uma linguagem escrita e por isso encontraram outras formas de comunicar!




Os Índios Americanos usavam SINAIS DE FUMO, e quando havia vento usavam o CANTO DOS PÁSSAROS



III - A Invenção da Imprensa

Na Idade Média, OS ARAUTOS do rei liam as mensagens na praça pública.


Criaram também o CORREIO, que durante muito tempo foi a forma mais eficaz de comunicar á distancia.


Haviam também LIVROS que eram escritos á mão por monges copistas!

No século XV, Guttemberg inventou a IMPRENSA, comunicando mais rapidamente e publicando livros. 

IV - A Comunicação Instantânea

No seculo XIX, o homem descobriu que podia mandar mensagens instantâneas para o outro lado do mundo, foi Samuel Morse que inventou o telégrafo!
O telégrafo serviu muitas vezes para salvar vidas!



RADIO foi uma invenção muito importante porque as músicas e outras mensagens eram transmitidas através de ondas invisíveis no ar.



TELEVISÃO apareceu no século XX e transmitia em simultâneo, som e imagem; e hoje em dia faz parte do dia a dia das famílias.



 V – A Transmissão da Voz Humana

O mais importante na história da comunicação foi dado por Alexandre Bell que, em 1876 inventou o TELEFONE!

Com isto as pessoas puderam ouvir as respostas em directo e simultaneamente.

Os primeiros telefones eram diferentes dos de hoje em dia mas, com o tempo, evoluíram. 


Através do telefone, podemos não só falar, mas também enviar documentos por FAX…



… e até mesmo à INTERNET, à qual acedemos diariamente.


VI - O Futuro já chegou

Hoje, temos a ajuda dos SATÉLITES, que retransmitem mensagens e comunicações por todo o Planeta!


Agora, é mais fácil falar com alguém do outro lado do Mundo, pelo telemóvel,mensagens, redes sociais, Skype. Tudo!

E o telefone nem precisa já de ter fios! Hoje em dia, qualquer pessoa pode, facilmente, usar o seu TELEMÓVEL!

O que o Futuro nos reservará ainda? Tudo fica tão rápido e eficiente que nem conseguimos prever o que o Homem é capaz de vir a inventar. Esperemos mais um pouco para vermos o que acontecerá…

http://meiosdecomunicacaopm.blogspot.com.br/p/pagina-inicial_02.html

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Memorial decritivo da Minha trajetória Acadêmica e Profissional

Vocês não sabem o quanto foi difícil reescrever um pouco da minha vida. O fiz por conta de um dos processos que participei há pouco tempo e achei pertinente apresentar aqui no meu espaço.

Sou licenciada em Pedagogia pela Associação de Ensino e Cultura Pio Décimo, tendo como objeto de estudo “A visão humanística do Administrador Escolar” sob a orientação do professor Milton Gonzaga Filho, onde pesquisei sobre a importância da visão, intervenção e atuação de um administrador dentro do ambiente escolar, preocupando-se não só  com a estrutura física, equipamentos e serviços oferecidos e sim primordialmente com o potencial humano colaborativo dentro da instituição, nesse tocante saliento a motivação, inclusão, RH na empresa, as necessidades básicas dos funcionários, entre outros.
Sendo coerente com a minha alma inquieta em busca do conhecimento, no segundo semestre de 2012(já era hora de retornar e retomar os estudos, filhas criadas), iniciei a Especialização Lato Sensu em Inovações em Práticas pedagógicas pela Faculdade Amadeus-Fama, onde estou tendo a oportunidade de reafirmar minhas práticas pedagógicas no que diz respeito ao uso de ferramentas digitais e/ou onlines que favorecem de forma significativa a aprendizagem, bem como promover a compreensão acerca da evolução e influência das tecnologias de informação e comunicação digitais.
Na minha prática profissional atuo em aulas, oficinas, palestras e eventos educacionais. Iniciei ministrando aulas de Matemática, Ciências e Artes para o Ensino Fundamental numa instituição privada; ministrei também aulas de reforço, preparação para cursos, provas e concursos; estagiei em escola pública e todas essas práticas me fizeram enxergar a potencialidade do professor na mediação do ensino e aprendizagem. Em seguida, trabalhei como auxiliar de coordenação, onde pude observar o contexto da relação entre a escola, família e alunos. No ano de 2004 fui convidada a trabalhar com a Informática Educacional, (mundo novo até então, mas que me apaixonei) da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, ministrando aulas com a utilização da pedagogia de projetos, utilizando o computador como ferramenta pedagógica. Com o advento dessa tecnologia na escola aprimorei minhas habilidades e conhecimento e passei também a trabalhar com a Robótica Educacional.
Atualmente continuo ministrando aulas na área da Tecnologia Educacional, preparando material, mediando conteúdos e temas pertinentes à aprendizagem dos alunos, bem como orientando e situando os mesmos para acompanharem a evolução tecnológica de forma consciente, sem modismos, preocupando-se com a via acadêmica e profissional deles, para isso trabalho desde cedo com as competências e habilidades de cada um, identificando e explorando de acordo com idade e maturidade. Além das aulas, participamos de feiras, torneios, campeonatos importantes para a vivência deles, incentivo também a iniciação científica, a pesquisa na internet, ferramentas onlines e a formação de grupos de estudos para  participação de olimpíadas científicas, como a OBI e a OBR.
E, por conta da minha prática e experiência em sala de aula com a utilização dos meios de comunicação, entre eles o computador, peças fundamentais e excelentes ferramentas pedagógicas, junto com meus alunos utilizo a internet como fonte de pesquisa, as TIC, Redes Sociais digitais, softwares livres, ambientes de aprendizagem buscando aprimorar cada vez mais participando de cursos, palestras,eventos, grupo de pesquisa pertinentes a minha continuidade como pesquisadora e pesquisadora por excelência, contribuindo significamente na minha atuação e formação. Daí, para aumentar ainda mais meu leque, estou cursando a disciplina isolada, Comunicação da Cultura com a professora Drª Lilian França, hoje sou aluna especial do mestrado de Comunicação, onde estou tendo a oportunidade de conhecer novos autores e pesquisar mais sobre a importância e a influência da Comunicação.
Confesso que às vezes penso sem desistir, não é fácil ser mãe, esposa, professora e aluna. Não sei de onde vem tanta força de vontade e garra em continuar estudando e buscando galgar meus caminhos da melhor forma possível, sendo transparente, fazendo o que acredito que é certo para mim, para os meus e para quem convive comigo nas minhas experiências e dia a dia.
 Essa sou eu, a Tia Dani, a Dani Tecnológica cheia de dúvidas, anseios, medos, vitalidade, curiosidade, profissionalismo, empatia, dedicação e amor em tudo o que faço e me dedico!!!!Sei que ainda tenho muito que aprender e a viver, eis-me aqui!!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Como trabalhar a partir da Educomunicação?

 Tendo a Educomunicação como foco principal, é possível fazer diagnóstico do espaço educativo para o levantamento de situações que possam ampliar o coeficiente comunicativo da comunidade educativa em todos os seus recintos.  De mão deste diagnóstico, é possível tecer percursos para promover e programar ações para melhorar a comunicação através da criação de ecossistemas comunicativos abertos, dialógicos e criativos capazes de quebrar a hierarquia na distribuição do saber, pois todos os envolvidos no processo – gestores, educadores, estudantes e funcionários – são produtores de cultura. 

Tanto o conceito como as práticas educomunicativas estão em sintonia com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) na área de Linguagens e suas tecnologias. Sua meta primordial é construir cidadania pelo DIREITO de todos à expressão e à comunicação.
 

São valores educativos que dão suporte a todas as articulações nesse processo de construir e gerir ecossistemas comununicativos: o trabalho em equipe que respeita às diferenças, a valorização do erro como parte do processo de aprendizagem, o oferecimento de projetos voltados para a transformação e a formação para a cidadania e para a ética profissional de um “cidadão global”.
 

Mas afinal, qual a responsabilidade dos Ecossistemas Comunicativos?
Cuidar do bom fluxo das relações entre os membros da Comunidade Educativa e do uso adequado das tecnologias pelos educadores e estudantes. Isso só é possível porque toda a ação comunicativa é planejada, administrada e avaliada fundamenta na própria realidade amparada por uma aliança entre os envolvidos. 

Desta forma, os ecossistemas estão sempre em construção. No início do percurso são levados em conta dois desafios imprescindíveis: evitar rejeições e conflitos diante das diferenças que vão sendo constatadas e começara a partir dos pontos de consenso. Um dos pontos de consenso que podem emergir é a necessidade de se melhorar as habilidades dos professores e alunos no manejo das tecnologias da informação.
 

Esse profissional que vai dando vida aos processos comunicativos é o Educomunicador.
 
Alguém que tem a capacidade para elaborar diagnósticos e coordenar projetos no campo da interrelação educação-comunicação.

Atua na implementação de programas de educação para a comunicação, no intuito de favorecer ações que permitam que pessoas se relacionem adequadamente com o sistema de meios de comunicação.

Assessora os educadores no adequado uso dos recursos da comunicação como um instrumento de expressão da cidadania.
 

A Educomunicação se manifesta em áreas específicas, dentre as quais:

    • Comunicação e Educação
    • Mediação Tecnológica
    • Reflexão Epistemológia
    • Gestão Comunicativa dos processos
    • Expressão comunicativa através das artes
    • Pedagogia da Comunicação
    • Produção Midiática

    Mediação Tecnológica

    Vamos conversar explicitar apenas mediação tecnológica por acreditar nesse momento que com o advento da Web 2.0 que fez a Cibercultura se manifestar de maneira veloz com seus inúmeros atributos, seja o item mais desafiador nesse processo.
     

    Isso sem desconsiderar a outras áreas que tem ampla atuação no universo educativo.

    Os jovens buscam a Internet não pela leitura, senão ficariam nos livros; mas pelas diversas linguagens e suportes tecnológicos. 


    São os nativos digitais que se deparam com educadores que são imigrantes digitais, medrosos de entrar no universo virtual. 


    São ativos e críticos, mas nem sempre chegam a um ponto de equilíbrio.
     

    Por esse motivo é que necessitam de um mediador capaz de ajudá-los a chegarem ao ponto de equilíbrio pelo instrumento da negociação. 


    Nesse sentido, dizemos que as novas tecnologias não são apenas para ampliar o repertório metodológico dos educadores, mas principalmente, para associar o gosto pela experiência online à vocação gregária das pessoas. 


    Reconhece-se o relacionamento virtual como espaço legítimo de produção colaborativa de novas referências para o convívio humano.
     

    Ao mediador tecnológico é dada a responsabilidade de construção de regras de convivência com a máquina numa empreitada que mobilize toda a comunidade educativa e ser mediador das relações entre alunos e máquina. 


    Dentre os trabalhos pedagógicos que podem ser realizados nessa área, podemos citar: 


    • blogs educativos,
    • produção radiofônica,
    • construção colaborativa,
    • webquest,
    • fóruns de discussão,
    • dentre tantos outros.
    O ambiente educacional por si só é promotor de comunidades, então, para a criação de comunidades virtuais são necessários apenas alguns esforços. Há inúmeros abusos e perigos na rede mundial de computadores e o espaço mais propício para detectá-los é a escola. Além de detectar, a escola pode criar antídotos de forma colaborativa envolvendo todos membros da comunidade. 

    O temor em relação ao novo do mundo tecnológico para muitos educadores podem ser resolvidos por meio de uma pedagogia do convívio positivo com as TICs e por meio da ampliação das habilidades de comunicação dos envolvidos transformando todos em protagonistas de seus próprios processos de construção coletiva do saber e do conviver. 


    Isso se faz pela apropriação de dos recursos tecnológicos, dos processos pelos quais foram construídos e pelo reconhecimento das potencialidades e da comunicação em favorecer a construção permanente de novas alternativas de busca de conhecimento e de convivência.

    http://www.educomunicacao.jor.br/p/educomunicacao.html

    quinta-feira, 16 de maio de 2013

    Cronologia da História da Comunicação


    A História da Comunicação



    1. Só no papo
    A fala surge quando gestos, expressões faciais e o uga-uga da Pré-História não são mais suficientes

    2. A mensagem eternizada
    A escrita libera o cérebro da tarefa de memorizar. Com ela, o saber pode ser acumulado fora do corpo e é possível deixar registros que serão vistos mesmo depois da morte. A palavra escrita torna-se sagrada e os livros, pilares das religiões

    3500 a.C.
    Os egípcios criam os hieróglifos

    4000 a.C.
    Já havia serviço de correio entre chineses

    8000 a.C.
    As primeiras inscrições em cavernas são dessa data

    3. Reprodução em série
    A prensa, inventada por Guttenberg em 1452, permitiu a reprodução fiel e a difusão de uma mesma mensagem. Os acontecimentos circulam com rapidez. Notícias ganham alcance continental, de forma periódica. Instala-se a ideia da liberdade de imprensa: é preciso dizer tudo

    305 d.C.
    Primeiras prensas de madeira inventadas na China

    1450
    Jornais aparecem na Europa

    1650
    Primeiro jornal diário aparece na Alemanha

    4. A mensagem sem fronteiras
    O ar é um suporte mais dinâmico e democrático do que as folhas de papel. Com os veículos "de massa", é possível atingir uma multidão de anônimos. As ondas do rádio encurtam distâncias. O telégrafo e o telefone possibilitam a comunicação instantânea - com a interação quase imediata de emissor e receptor - e, por isso, funcionam quase como extensões do corpo

    1835
    O telégrafo elétrico é inventado por Samuel Morse

    1876
    Alexander Graham Bell patenteia o telefone elétrico

    1887
    Emile Berliner inventa o gramofone

    1894
    O italiano Marconi inventa o rádio. Trinta anos depois, o veículo está no auge da sua popularidade

    1899
    Primeira gravação magnética, ponto de partida de fitas cassete

    1948
    Inventado o LP de vinil de 33 rotações

    5. A ilusão do mundo real
    A comunicação audiovisual poupa-nos o esforço da imaginação. Da urgência de captar o movimento de uma sociedade industrializada, surge a fotografia. Logo o cinema cria a ilusão do movimento real. A TV traz o mundo para dentro da sala - e, com ele, as mensagens publicitárias. Há uma nova maneira de perceber o planeta: é o começo da globalização

    1827
    Joseph Nicéphore Niépce faz a primeira fotografia de que se tem notícia

    1888
    Aparece a câmera fotográfica de filme de rolo

    1895
    Os irmãos Lumière inventam o cinema na França

    1910
    Thomas Edison faz a demonstração do primeiro filme sonoro

    1923
    A televisão é inventada por Vladimir Kosma Zworykin

    1927
    Primeira transmissão de televisão na Inglaterra

    1934
    Inventado o videotape

    6. Tudo ao mesmo tempo agora
    O mundo virtual é um imenso arquivo de dados sempre disponível. Não há fronteiras: tudo está ligado em rede planetária. E um minúsculo aparelho é capaz de nos dar acesso a todo esse universo. Os impactos da internet mudam as relações de trabalho, o aprendizado e a vida social. É preciso rever alguns conceitos, como a liberdade de expressão

    1971
    Surge o primeiro disquete de computador

    1976
    Inventado o computador pessoal Apple I

    1981
    Vendido o primeiro PC da IBM

    1994
    Nasce a World Wide Web

    O nascimento do Rádio e da Televisão!

    É de fundamental importância orientar e mostrar aos alunos a importância e como se deu o processo da evolução e invenção dos Meios de Comunicação, principalmente os dois maiores e populares meios de informações, entretenimento e comunicação, o Rádio e a Televisão. É uma data muito especial se trabalhada na escola e no contexto adequado para cada faixa etária. A comunicação, as telecomunicações são um tema muito rico e versátil para desenvolver projetos com os alunos.Conheçam como se deu essa evolução!

    A memória da radiodifusão vem de longe, de muitas fontes e variadas interpretações. Esta versão que você lê é apenas uma delas. Por ser mais recente espera-se que traduza uma adequada síntese do que mais possa interessar ao leitor contemporâneo, tão aturdido pela miríade de opções disponíveis em qualquer parte do planeta graças a multiplicidade dos atuais meios de distribuição de informações. Num ponto, porém – tanto quando sabemos –, os pesquisadores e autores estão de acordo: as primeiras notícias sobre as descobertas científicas a respeito da radiodifusão vieram da Inglaterra.
     Em Cambridge o professor de física experimental James Clerck Maxwell teria demonstrado teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas, em 1863. A seguir apareceram os estudos do alemão Henrich Rudolph Hertz, do italiano Guglielmo Marconi, do inglês Oliver Lodge, do francês Ernest Branly; outro alemão Von Lieben, os norte-americanos Lee Forst e Armstrong e na seqüência o brasileiro Roberto Landell de Moura, todos acrescentando mais detalhes ao que já era, então, uma descoberta.
    Em suas teses Landell de Moura previa o uso da telegrafia sem fio, da radiotelefonia (o celular de hoje), a radiodifusão, os satélites de comunicação e o raio laser. Isso tudo em 1890. A coisa parecia tão fantástica para a época que acabou assustando a comunidade religiosa – Landell era padre católico – e a elite governamental instalada no Brasil em 1889 sob o comando do marechal Deodoro da Fonseca, na condição de presidente provisório.

    As pesquisas de Landell de Moura só vêm a ser reconhecidas dez anos mais tarde, em 1900 quando o governo brasileiro concede a carta patente nº 3279 que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico universal na área das comunicações. No ano seguinte padre Landell vai para os Estados Unidos e em 1904 o The Patent Office at Washington lhe concede três cartas patentes: “para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras”.
    Essa demora no reconhecimento da produção científica de Landell de Moura custou muito caro ao pesquisador e a história do Brasil. Pois, embora suas experiências comprovadas publicamente datem de 1893, o “primeiro mundo” reconhece como Descobridor do Rádio o cientista italiano Guglielmo Marconi. Simplesmente porque Marconi conseguiu a patente para as suas experiências em 1895, enquanto Landell só foi reconhecido oficialmente no ano de 1900, como mencionado acima.
    No Brasil, em 1919 são realizadas as primeiras transmissões da Rádio Clube de Pernambuco, em Recife. Outra experiência ocorreu em setembro de 1922 com as transmissões experimentais realizadas por ocasião da Feira Internacional do Rio de Janeiro e a radiodifusão propriamente dita – transmissão de rádio com programação definida e continuada – ocorreu em 1923 com o início de operações Rádio PRAA – a primeira radiodifusora do país, hoje Rádio Ministério da Educação, criada e dirigida por Edgard Roquette-Pinto.

    início da televisão no país foi facilitado pelos caminhos abertos pelo rádio. A tecnologia básica desenvolvida para chegar no rádio é semelhante a de que precisou a televisão. Em estudo publicado pelo site Tudo sobre TV, em 1998, o jornalista e pesquisador Maurício Valim afirma ter sido em 1920 que se realizaram “as verdadeiras transmissões, graças ao inglês John Logie Baird, através do sistema mecânico baseado no invento de Nipow”.
    Paralelamente às pesquisas de Baird outros cientistas trouxeram contribuições relevantes até que em março de 1935 “emite-se oficialmente a televisão na Alemanha e em novembro na França, sendo a Torre Eiffel o posto emissor”, conforme afirma Valim, no estudo já citado, embora outros autores considerem que a primazia da televisão cabe aos ingleses.
    A partir desse início o invento se populariza. A Inglaterra faz a primeira externa transmitindo a cerimônia de coroação de Jorge VI, em 1936, a Rússia faz transmissões regulares em 1938 e no ano seguinte começa a operar nos Estados Unidos a NBC – National Broadcasting Company.
    Ainda em 1939 dá-se a primeira transmissão de televisão em circuito fechado no Brasil. “Foi durante a Feira Internacional de Amostras da cidade do Rio de Janeiro, então capital do país, utilizando equipamentos de origem alemã”, como afirma Maurício Valim. Já a televisão comercial foi implantada no país em setembro de 1950, com o início das transmissões da PRF-3 TV Tupi de São Paulo, por iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand.
    * Texto com base na pesquisa realizada pelos autores para o livro Memória da Radiodifusão Catarinense lançado pela ACAERT em 2009 em edição da Insular de Florianópolis.
    Por Antunes Severo*/Marco Aurélio Gomes* 

    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

    Comunicação e Expressividade

    Concluímos ontem mais um módulo:
     Comunicação e Expressividade com o professor, Sérgio Figueiras!
    Aulas com dinâmicas, exemplos do cotidiano, dicas, explanações pertinentes ao nosso trabalho. Postura, ética, feedbacks, comunicação interna, externa, clientes, de tudo um pouco.Em cada módulo conhecemos novos professores, percebemos nossas práticas e temos a oportunidade de melhorar cada vez mais.




    quinta-feira, 18 de outubro de 2012

    Por que OUVIR é tão difícil? Entenda a sua importância!


    O Difícil Facilitário do Verbo Ouvir


    Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massas como a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou.

    Numa mesma cena de telenovela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diferentes níveis de entendimento.

    Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.

    Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações e como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente leitorado que, por certo, me ajudará passando-me as pesquisas que tenha a respeito.

    Observe que:

    1) Em geral o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo.

    2) O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir.

    3) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir.

    4) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que imagina que o outro ia falar.

    5) Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando. Eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida.

    6) O receptor não ouve o que o outro fala, Ele ouve o que gostaria ou de ouvir ou que o outro dissesse.

    7) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela ouve o que está sentindo.

    8) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando.

    9) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionem, agradem ou molestem.

    10) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou descordância.

    11) A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se adaptar ao impulso de amor, raiva ou ódio que já sentia pela outra.

    12) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as idéias e pontos de vista que no momento a estejam influenciando ou tocando mais diretamente.

    Esses doze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que, necessariamente, haja comunicação. Pode haver até um conhecimento a dois sem que necessariamente haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os pólos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de "escutar", mas no sentido de procurar compreender em sua extensão e profundidade o que o outro está dizendo.

    Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.

    Ouvir implica uma entrega ao outro, uma diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interferem como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.

    Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência. Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem a si mesmas. Elas precisam "não ouvir" porque "não ouvindo" livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem, e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não é, pois, um sólido mecanismo de defesa.

    Ouvir é um grande desafio. Desafia de abertura interior; de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação dele como é e como pensa. Ouvir é proeza, ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.

    Depois que a pessoa aprende a ouvir ela passa a fazer descobertas incríveis escondidas ou patentes em tudo aquilo que os outros estão dizendo a propósito de falar.
    Artur da Távola

    sábado, 5 de maio de 2012

    Uma reflexão sobre como nos comunicamos

    O mais importante
    na comunicação é
    SABER OUVIR
    para poder compreender e interpretar
    com exatidão o conteúdo
    da mensagem transmitida
    e a intenção do seu emissor,
    favorecendo, assim, o
    RETORNO DA INFORMAÇÃO,
    que marca o início do
    DIÁLOGO,
    que, por sua vez, pode garantir
    a qualidade do
    RELACIONAMENTO HUMANO.

    Muitos desentendimentos, brigas, rupturas,
    guerras e conflitos sociais poderiam ser evitados
    e solucionados pelo simples entendimento
    dessa questão de
    BOM SENSO.


    Todos numa empresa tem que falar a mesma língua!
     A comunicação entre Pais e Filhos tem que acontecer diariamente.
    Não só nas redes....
    Entrar no clima deles, falar, entender sim, mas orientar acima de tudo!
    Se a comunicação não for clara e objetiva, como entender?
    Temos que saber falar e principalmente ouvir!!!

    A tirinha de Mafalda deixa bem nítido: entender a linguagem é fundamental.
    Cada faixa etária tem que ser bem estimulada e orientada na medida certa, com livros, músicas, textos, histórias, tudo no seu tempo. As crianças precisam decodificar ,entender o sentido das coisas! 


    Dia das Comunicações


    Hoje, 05 de maio é comemorado o Dia Nacional das Comunicações, data de nascimento de Marechal Rondon, responsável pela instalação de mais de dois mil quilômetros de linhas telegráficas em nosso país.



    sexta-feira, 27 de abril de 2012

    Hoje é dia de comemorar, relembrar e historiar!!!

    Muitos com certeza não sabem e acham que não tem muita importância. Hoje é dia de comemorar e relembrar o nascimento de um grande inventor.
    Em 27 de abril de 1791, nascia o norte-americano Samuel Morse, inventor do telégrafo elétrico. As primeiras experiências oficiais do aparelho com o Código Morse foram revolucionárias para a comunicação. O Código criado por Morse foi fundamental em diversos episódios da história da humanidade como guerras, pedidos de socorro e a transmissão de informações. 
    Nos links abaixo para quem se interessar, tem um grande acervo sobre essa invenção maravilhosa:
    http://pnld.moderna.com.br/2011/09/02/1708/
    http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Morse
    http://biucsproject.org/general/writing_morse.htm
    http://www.brasilescola.com/geografia/codigo-morse.htm
    Um homem e seu código
    Assim como o iPad e o iPod tiveram Steve Jobs como gênio visionário por trás deles, o telégrafo teve Samuel F.B. Morse.

    Pintor e inventor, Morse já tinha mais de 40 anos quando ele teve a ideia do telégrafo em 1831. Ele disse ter se inspirado depois de uma discussão sobre eletromagnetismo com outro passageiro em um transatlântico.

    Samuel F.B. Morse, criador do código Morse e inventor do telégrafo
    Até a metade da década de 30 ele já havia desenvolvido o que conhecemos hoje como “Código Morse”, uma série de pontos e traços que os operadores de telégrafo utilizavam em suas estações.

    O código era enviado para outras regiões do país, e depois do mundo, onde ele seria então “traduzido” em palavras.

    Morse obteve a patente do telégrafo em 1840 e quatro anos depois ele enviou sua famosa mensagem "What hath God wrought?" de Washington para Baltimore com US$ 30.000 em dinheiro do governo federal.

    A tecnologia literalmente decolou. Em 1845, mais de um século antes do programa de TV "America's Most Wanted", um homem chamado John Tawell foi preso na Inglaterra pelo assassinato de sua amante depois que a polícia recebeu uma denúncia pelo telégrafo, que dizia onde ele estava.