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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Crianças na internet: cuidados básicos!!


Segundo um levantamento do Ibope Nielsen, encomendado pelo jornal Valor Econômico, e divulgado no início deste mês, 14% dos internautas que acessaram a internet no Brasil em dezembro eram crianças entre 2 e 11 anos. Em números absolutos, a porcentagem representa 4 milhões de internautas mirins. Há 10 anos, as crianças representavam 6% dos internautas que acessavam a internet.
A pesquisa levantou outros dados interessantes: mais da metade destas crianças acessaram ao menos uma loja virtual ao navegar, 15% das visitas a sites de jogos são feitos por crianças e elas representam 10% das visitas ao popular site de relacionamento Orkut.
O acesso livre à internet nesta idade preocupa os pais - e não sem razão. A rede deixa as crianças expostas a crimes que vão de uma simples fraude à pedofilia. Isso sem contar que o excesso de tempo passado em frente ao computador tira a criança de outras atividades recomendáveis, como brincar com colegas, exercitar-se ou conviver com a família.
Sueli Caramello Uliano, pedagoga e Mestra em Letras pela Universidade de São Paulo, é Presidente do Conselho da ONG Família Viva - e também mãe de família. Para ela, o primeiro problema da internet é o vício. "O tempo passa enquanto estamos navegando e nem nos damos conta. Qualquer pessoa, criança ou adulto, corre o risco de não conseguir desligar-se do computador", diz.
Para escapar desta cilada, a palavra-chave é disciplina. Em termos práticos, isso significa estabelecer um horário para uso da internet e respeitá-lo, além de instalar filtros de segurança para limitar o acesso a sites impróprios. "Também é prudente ter o computador num local de circulação e não dentro do quarto, onde uma criança ou um adolescente podem acessar sites inconvenientes e perigosos", recomenda.
Há quem defenda atitudes mais radicais, como Valdemar Setzer, professor titular do Departamento de Ciências da Computação no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, que acredita que o uso de computadores por crianças menores de 16 ou 17 anos é um "crime contra a infância". Em artigo citado em seu website, ele declara: "Senhores e senhoras, internet não é para crianças e jovens. Ela exige uma maturidade fantástica, pois senão o seu usuario vai perder uma enormidade de tempo navegando indisciplinadamente (...) por águas muitas vezes sujas e que não levam a lugar nenhum".
Por outro lado, a rede é uma poderosa ferramenta de comunicação, pesquisa e está cada vez mais presente no dia a dia. "A internet aproxima as pessoas e permite amizades à distância", pontua Sueli. O ideal é sempre supervisionar o acesso da criança à rede.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Trabalhando com os 5ºs Anos na Informática!


Aprendendo a criar um Blog!!!

Os alunos dos 5ºs anos estão trabalhando com o tema " Internet", desde a sua invenção, evolução, aspectos positivos, negativos e o que podemos fazer com ela, por conta das facilidades do mundo moderno: estudar, pesquisar, comprar e interagir. 
Na FETEC 2012 irão criar um Blog para apresentar os trabalhos feitos no laboratório e perceber a importância do mesmo.
Uma das coisas mais fáceis que se tem é criar um blog, a quantidade de informações na internet, artigos explicativos passo a passo, como este que você verá abaixo, acaba facilitando a sua vida.
Optamos por uma das maiores empresas na internet que disponibiliza o serviço de BLOG GRÁTIS, o Google. No Google o serviço é chamado de Blogger.
Primeiro passo:
Primeiramente você precisa de um cadastro para que possa usar o serviço GRÁTIS de BLOG do Google, então acesse o linkhttps://www.blogger.com/signup.g para que abra o site para cadastro do BLOG
Você verá uma tela idêntica a esta:

Você deve preencher atentamente para que não esqueça de nenhum campo, para isto iremos lhe auxiliar.
Vamos Preencher ? Passo a Passo
Endereço de e-mail :
Você ja deve possuir um endereço de Email, pode ser o mesmo que você usa para acessar o Orkut, Gmail, etc.
Digite novamente o endereço de e-mail:
Confirme o endereço de Email exatamente como você fez acima.
Digite uma senha:
Escolha uma senha para acessar o BLOG, ela tem que ser de no MÍNIMO 8 caracteres
Digite novamente a senha: 
Redigite a senha que você criou acima.
Nome de tela:
Este vai ser o nome que você vai usar quando escrever seus posts.
Verificação de palavras:
Digite exatamente as letras que aparecem na imagem.
Aceitação dos termos:
Marque a caixinha “Aceito os Termos de Uso” Se preferir, leia os termos de uso antes de aceitar.
Agora é só clicar em Continuar, caso você tenha cometido algum erro, você será impedido de continuar, e os erros aparecerão em vermelho, para que você possa corrigir.
Segundo passo:
Este é o segundo passo do cadastro, estamos quase finalizando:

Aqui você também precisa preencher com muita atenção para nao cometer erros, Veja abaixo, como e o oque preencher.
Título do Blog:
Escreva um titulo para o seu blog, por exemplo: Blog do Joãozinho
Endereço do blog:
Este será o endereço que todos poderão acessar o blog, como se fosse um site na internet, exemplo: http://blogdojoaozinho.blogspot.com
Verificação de palavras:
Verifique novamente as letrinhas confusas, se for preciso peça ajuda para alguém.
Clique em Continuar
Você agora deve escolher a aparencia do seu blog. Fique a vontade quanto a escolha:

Após selecionar a aparência, clique em Continuar
Terminamos!

Clique em COMEÇAR A USAR O BLOG
Agora é só começar a escrever no seu blog, e mostrar para os amigos!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Como ensinar a fazer buscas na internet?

Pesquisando material para fundamentar minhas aulas de Informática, achei essa matéria muito interessante. Estou trabalhando com os 5ºs anos sobre a Internet, fundamentando sua importância e evolução e colocaremos  a "mão na massa", praticando com cautela.
Este texto é um recorte da matéria "Como os alunos fazem buscas na internet" de Gabriel Pillar Grossi, publicada na  revista Nova Escola, edição de maio de 2009, no entanto é ainda muito pertinente para os nossos dias.
"O estudo, feito com alunos do equivalente ao nosso 7º ano em 400 escolas da província de Buenos Aires, indica que há cinco pontos essenciais a considerar antes de colocar a garotada na frente da tela: compreender que a busca na rede é uma prática social de leitura, tomar consciência de que a máquina deve ser usada ao nosso favor, aprender a escolher os sites que têm o que se quer procurar, saber selecionar informações confiáveis e entender o peso da imagem no processo.
O que o aluno deve buscar na rede, onde e como:
O primeiro problema que se coloca para os estudantes ao pesquisar na internet é onde encontrar o que se quer. Em geral, é acessado um site de busca (tipo Google) e digitam uma ou mais palavras. Há três comportamentos padrão:
  • quando quer apenas se divertir: o jovem clica no primeiro resultado de busca e vai para o novo site;
  • buscar conhecimento geral: o aluno clica em no máximo dois sites, até achar o tema em questão;
  • quando tem de localizar algo específico para uma tarefa escolar a complexidade aumenta: o aluno faz a busca, lê o site, tenta avaliar a qualidade dos dados oferecidos e refaz o processo várias vezes, até ter alguma certeza de que os nomes, números e datas conferem. 
"Isso prova que buscar informação na internet é altamente complexo, é uma prática social de leitura e, portanto, requer auxílio constante do professor", explica Flora Perelman, participane da equipe que realizou o estudo.
Mariana Ornique, também da equipe que realizadora do estudo, conta que, quando o professor não orienta o trabalho, o mais comum é a turma digitar qualquer coisa na tela, sem pensar muito. "Só que a página de busca não é capaz de interpretar nada." Por isso é fundamental discutir o que exatamente se quer encontrar - antes de clicar. Em outras palavras, é preciso levar os alunos a entender a diferença entre pedir informação a alguém e à máquina. Só assim a tecnologia é usada a favor do usuário e da aprendizagem.
Na hora de escolher, confiança é a chave
O terceiro passo é aprender a selecionar os sites "Na dúvida, as crianças muitas vezes optam por um ‘.org’ ou ‘.gov’, porque acreditam que páginas não-comerciais têm mais credibilidade", afirma outra pesquisadora, Vanina Estévez. "Será? Duvidar das informações é essencial e é preciso ensinar a turma a fazer isso." Segundo a pesquisa, os jovens acreditam muito na objetividade dos fatos históricos. Mas é essencial que eles compreendam que qualquer ponto de vista carrega consigo uma certa parcialidade - conhecimento, aliás, que deve ser explorado também em atividades sem o computador. Daí a importância de saber selecionar as informações confiáveis (a quarta conclusão do estudo). Afinal, nem tudo o que está disponível na internet é verdadeiro.
Como, então, levar a turma até dados confiáveis? "Essa é a questão quando se trata de explorar a tecnologia na escola", diz a pesquisadora Emilia Ferreiro, conhecida por seus estudos em alfabetização, mas que coordena trabalhos sobre o uso do computador em classe. "Quando alguém nos pergunta algo, imediatamente pensamos para que essa pessoa quer saber isso, aonde quer chegar. E a máquina não faz isso. Nenhum site de busca consegue interpretar como nós fazemos."
 A força das imagens e como não se enganar
Finalmente, María Rosa Bivort, também da equipe de Buenos Aires, chama a atenção para a importância da imagem na busca via internet. "Numa das tarefas propostas, os alunos tinham de encontrar fotos de imigrantes que vieram da Europa no século 19", conta ela. "Ao colocar palavras-chave nas ferramentas de busca, como ‘navio’ e ‘século 19’, algumas crianças encontraram fotos recentes de embarcações antigas em festas em homenagem aos imigrantes, por exemplo." Isso serviu para os professores explicarem que nem todas as imagens em sépia (aquele tom amarelado que as fotos em preto-e-branco ganham com o tempo) são velhas de verdade, pois esse efeito pode ser obtido hoje justamente graças à informática. Sem falar no próprio visual dos sites - um mais atraente pode "parecer" mais confiável, sobretudo para crianças menores.
Tudo isso só reforça a importância de cruzar informações e checar antes de simplesmente comprar o que aparece na tela. "A confiabilidade é mesmo o aspecto crucial", analisa Emilia Ferreiro. "A grande vantagem é que a máquina nos permite experimentar infinitamente. Podemos voltar, refazer, trocar tudo. E isso não causa nenhum problema ao trabalho, pois ele é 100% reversível. No entanto, precisamos ensinar a interpretar. Pois só assim vamos ajudar os alunos a construir conhecimento de fato."
 Sendo a internet um vasto campo de pesquisa, é imprescindível a orientação do professor para que uma pesquisa consistente e útil aconteça de modo a contribuir com o aprendizado dos alunos, independente de unidade escolar, município, estado e país.
http://eductec-itajai.blogspot.com.br/2011/05/como-os-alunos-fazem-buscas-na-internet.html