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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
O currículo escolar não pode continuar dissociado das novas possibilidades tecnológicas!
Excelente matéria sobre o uso das Tecnologias em sala de aula!
Maria Elizabeth
Bianconcini de Almeida alerta que o currículo escolar não pode continuar
dissociado das novas possibilidades tecnológicas
MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE
ALMEIDA
Foto: Marina Piedade
Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as
novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se
aproximar da geração que está nos bancos escolares. A opinião é de Maria
Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de
Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC-SP).
Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica.
Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar.
O que é o webcurrículo?
MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE ALMEIDA É o currículo que se desenvolve por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação, especialmente mediado pela internet. Uma forma de trabalhá-lo é informatizar o ensino ao colocar o material didático na rede. Mas o webcurrículo vai além disso: ele implica a incorporação das principais características desse meio digital no desenvolvimento do currículo. Isto é, implica apropriar-se dessas tecnologias em prol da interação, do trabalho colaborativo e do protagonismo entre todas as pessoas para o desenvolvimento do currículo. É uma integração entre o que está no documento prescrito e previsto com uma intencionalidade de propiciar o aprendizado de conhecimentos científicos com base naquilo que o estudante já traz de sua experiência. O webcurrículo está a favor do projeto pedagógico. Não se trata mais do uso eventual da tecnologia, mas de uma forma integrada com as atividades em sala de aula.
O uso das TICs facilita o interesse dos alunos pelos conteúdos?
MARIA ELIZABETH Sim, pois estamos falando de diferentes tecnologias digitais, portanto de novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Esses estudantes já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação propiciada pelas novas tecnologias. Portanto, utilizá-las é se aproximar das gerações que hoje estão nos bancos das escolas.
Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica.
Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar.
O que é o webcurrículo?
MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE ALMEIDA É o currículo que se desenvolve por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação, especialmente mediado pela internet. Uma forma de trabalhá-lo é informatizar o ensino ao colocar o material didático na rede. Mas o webcurrículo vai além disso: ele implica a incorporação das principais características desse meio digital no desenvolvimento do currículo. Isto é, implica apropriar-se dessas tecnologias em prol da interação, do trabalho colaborativo e do protagonismo entre todas as pessoas para o desenvolvimento do currículo. É uma integração entre o que está no documento prescrito e previsto com uma intencionalidade de propiciar o aprendizado de conhecimentos científicos com base naquilo que o estudante já traz de sua experiência. O webcurrículo está a favor do projeto pedagógico. Não se trata mais do uso eventual da tecnologia, mas de uma forma integrada com as atividades em sala de aula.
O uso das TICs facilita o interesse dos alunos pelos conteúdos?
MARIA ELIZABETH Sim, pois estamos falando de diferentes tecnologias digitais, portanto de novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Esses estudantes já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação propiciada pelas novas tecnologias. Portanto, utilizá-las é se aproximar das gerações que hoje estão nos bancos das escolas.
Como
integrar efetivamente essas tecnologias ao currículo escolar e ao projeto
pedagógico?
MARIA ELIZABETH A primeira coisa é ter a tecnologia disponível. É por isso que não se observam resultados tão favoráveis quando há apenas um laboratório para toda a escola. A tecnologia tem de estar na sala de aula, à mão no momento da necessidade. Pode ser um pequeno laboratório na sala ou um computador por aluno. Não estou falando exclusivamente de computador, mas de diversas tecnologias digitais.
A ideia do computador como o único acesso às TICs é ultrapassada?
MARIA ELIZABETH Sem dúvida! Não que o laboratório não deva existir. Ele precisa estar na escola, mas passa a ser ressignificado. O laboratório é para uma atividade mais sofisticada, que exige recursos de uma reconfiguração, digamos, mais pesada e atualizada. Essa tecnologia precisa estar à mão para a produção de conhecimento dos alunos à medida que surja a necessidade.
Isso pressupõe um alto investimento, incompatível com a infraestrutura de muitas escolas.
MARIA ELIZABETH O porcentual de alunos em escolas muito precárias é pequeno. Em termos de política pública, não há solução única. É preciso buscar ações diferenciadas. Há que superar esses desafios quase simultaneamente e trabalhar em duas frentes: recuperar atrasos, alguns bem antigos, e inserir essa nova geração na sociedade digital.
Os telefones celulares já são amplamente acessíveis e oferecem muitas possibilidades didáticas - o trabalho com fotos, filmagens, mensagens e mesmo com a internet -, mas a maioria das escolas prefere proibi-los. Não é uma atitude retrógrada?
MARIA ELIZABETH Vetar o uso não adianta nada porque o aluno vai levar e utilizar ali, embaixo da carteira. É preciso criar estratégias para que os celulares sejam incorporados, pois oferecem vários recursos e não custam nada à escola. A proibição só incentiva o uso escondido e a desatenção na dinâmica da aula. Geralmente os estudantes, inclusive de escolas públicas, têm celular e o levam a todos os lugares. Ele é o instrumento mais usado pela população brasileira. Basta olhar as estatísticas. O que o webcurrículo prevê é o uso integrado da tecnologia. Os alunos, com seu celular, podem fazer o registro daquilo que encontram numa pesquisa de campo. Podem trabalhar textos e fotos e preparar pequenos documentários em vídeo. Isso precisa estar integrado ao conteúdo.
E como enfrentar as questões éticas e desenvolver uma postura crítica em relação a essas mídias?
MARIA ELIZABETH Da mesma forma que nos preocupamos com essas questões em todos os campos. A tecnologia não é uma exceção, até porque ela potencializa o trabalho com diversas mídias, com imagens e textos. Ela facilita a cópia, o plágio. Mas não que isso não existisse antes. O bom é que, assim como simplifica a fraude, também facilita a detecção. E o que nos cabe como educadores? Cabe ajudar o aluno a entender o que é ético para que ele possa se pautar por uma conduta adequada aos dias de hoje, mas baseado em princípios que sempre existiram. A única novidade é o meio.
Temos bons exemplos de currículos que já incorporaram a tecnologia?
MARIA ELIZABETH Já temos várias iniciativas importantes no país, mas é preciso ter em mente que os resultados, em Educação, não vêm em um curto prazo. Os currículos estão se alterando hoje e a diferença será sentida daqui a algum tempo. Mas a hora da mudança é agora.
As pesquisas conseguem demonstrar o impacto do uso das tecnologias no aprendizado dos alunos?
MARIA ELIZABETH É preciso trabalhar com a perspectiva de análise macro, pois ela é importantíssima para ter a ideia do que acontece no todo. Entretanto, é necessário fazer estudos de casos específicos porque assim é possível identificar as inovações, aquilo que aparece de mudança, o que há de diferente. Para detectar os fatores que levaram à aprendizagem, é preciso acompanhar o aluno por algum tempo. Às vezes, ele demonstra um rendimento muito bom, mas isso é anterior e não necessariamente está relacionado ao uso das TICs. É difícil pegar essas situações. Os exames nacionais e internacionais não são feitos para identificar esses aprendizados. Nós vivemos uma situação paradoxal. Os sistemas de ensino estão preocupados em desenvolver os alunos para que eles tenham autonomia para atuar em uma sociedade em constante mudança. Mas o ritmo das escolas é o oposto disso.
O que é preciso para que a tecnologia seja integrada ao currículo?
MARIA ELIZABETH O currículo da sala de aula não é apenas o prescrito. Ele se desenvolve do que emerge das experiências de alunos e professores, do diálogo entre eles. Nesse sentido, o uso das TICs pode auxiliar muito porque, quando é desenvolvido um currículo mediatizado, é feito o registro dos processos e com essa base é possível identificar qual foi o avanço do aluno, quais as suas dificuldades e como intervir para ajudá-lo. Isso é pouco aproveitado ainda.
Uma recente pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) mostrou que 72% dos entrevistados não se sentem seguros em utilizar computadores na escola. A graduação não forma o professor para lidar com a tecnologia?
MARIA ELIZABETH Não, a formação inicial não está dando conta disso. Temos vários estudos em que o professor reconhece que a tecnologia é importante e ele quer utilizá-la. Mas não é apenas porque tem pouco domínio que não a emprega. Para integrar as tecnologias, é preciso deter tanto o domínio instrumental como o conteúdo que deve ser trabalhado, as próprias concepções de currículo e as estratégias de aprendizagem. Tudo isso precisa ser integrado numa formação que alguns especialistas já chamam de "nova pedagogia".
Isso explica por que a pesquisa da FVC mostrou que 18% das escolas que têm laboratório de informática não usam o recurso com os alunos?
MARIA ELIZABETH Provavelmente isso ocorre porque um único laboratório é muito pouco para dar conta da quantidade de alunos. Isso desestimula os professores, que, no máximo, conseguem levar a turma duas vezes por semana. Aí não se cria uma cultura de mudança e de integração da tecnologia com o currículo por total falta de tempo.
MARIA ELIZABETH A primeira coisa é ter a tecnologia disponível. É por isso que não se observam resultados tão favoráveis quando há apenas um laboratório para toda a escola. A tecnologia tem de estar na sala de aula, à mão no momento da necessidade. Pode ser um pequeno laboratório na sala ou um computador por aluno. Não estou falando exclusivamente de computador, mas de diversas tecnologias digitais.
A ideia do computador como o único acesso às TICs é ultrapassada?
MARIA ELIZABETH Sem dúvida! Não que o laboratório não deva existir. Ele precisa estar na escola, mas passa a ser ressignificado. O laboratório é para uma atividade mais sofisticada, que exige recursos de uma reconfiguração, digamos, mais pesada e atualizada. Essa tecnologia precisa estar à mão para a produção de conhecimento dos alunos à medida que surja a necessidade.
Isso pressupõe um alto investimento, incompatível com a infraestrutura de muitas escolas.
MARIA ELIZABETH O porcentual de alunos em escolas muito precárias é pequeno. Em termos de política pública, não há solução única. É preciso buscar ações diferenciadas. Há que superar esses desafios quase simultaneamente e trabalhar em duas frentes: recuperar atrasos, alguns bem antigos, e inserir essa nova geração na sociedade digital.
Os telefones celulares já são amplamente acessíveis e oferecem muitas possibilidades didáticas - o trabalho com fotos, filmagens, mensagens e mesmo com a internet -, mas a maioria das escolas prefere proibi-los. Não é uma atitude retrógrada?
MARIA ELIZABETH Vetar o uso não adianta nada porque o aluno vai levar e utilizar ali, embaixo da carteira. É preciso criar estratégias para que os celulares sejam incorporados, pois oferecem vários recursos e não custam nada à escola. A proibição só incentiva o uso escondido e a desatenção na dinâmica da aula. Geralmente os estudantes, inclusive de escolas públicas, têm celular e o levam a todos os lugares. Ele é o instrumento mais usado pela população brasileira. Basta olhar as estatísticas. O que o webcurrículo prevê é o uso integrado da tecnologia. Os alunos, com seu celular, podem fazer o registro daquilo que encontram numa pesquisa de campo. Podem trabalhar textos e fotos e preparar pequenos documentários em vídeo. Isso precisa estar integrado ao conteúdo.
E como enfrentar as questões éticas e desenvolver uma postura crítica em relação a essas mídias?
MARIA ELIZABETH Da mesma forma que nos preocupamos com essas questões em todos os campos. A tecnologia não é uma exceção, até porque ela potencializa o trabalho com diversas mídias, com imagens e textos. Ela facilita a cópia, o plágio. Mas não que isso não existisse antes. O bom é que, assim como simplifica a fraude, também facilita a detecção. E o que nos cabe como educadores? Cabe ajudar o aluno a entender o que é ético para que ele possa se pautar por uma conduta adequada aos dias de hoje, mas baseado em princípios que sempre existiram. A única novidade é o meio.
Temos bons exemplos de currículos que já incorporaram a tecnologia?
MARIA ELIZABETH Já temos várias iniciativas importantes no país, mas é preciso ter em mente que os resultados, em Educação, não vêm em um curto prazo. Os currículos estão se alterando hoje e a diferença será sentida daqui a algum tempo. Mas a hora da mudança é agora.
As pesquisas conseguem demonstrar o impacto do uso das tecnologias no aprendizado dos alunos?
MARIA ELIZABETH É preciso trabalhar com a perspectiva de análise macro, pois ela é importantíssima para ter a ideia do que acontece no todo. Entretanto, é necessário fazer estudos de casos específicos porque assim é possível identificar as inovações, aquilo que aparece de mudança, o que há de diferente. Para detectar os fatores que levaram à aprendizagem, é preciso acompanhar o aluno por algum tempo. Às vezes, ele demonstra um rendimento muito bom, mas isso é anterior e não necessariamente está relacionado ao uso das TICs. É difícil pegar essas situações. Os exames nacionais e internacionais não são feitos para identificar esses aprendizados. Nós vivemos uma situação paradoxal. Os sistemas de ensino estão preocupados em desenvolver os alunos para que eles tenham autonomia para atuar em uma sociedade em constante mudança. Mas o ritmo das escolas é o oposto disso.
O que é preciso para que a tecnologia seja integrada ao currículo?
MARIA ELIZABETH O currículo da sala de aula não é apenas o prescrito. Ele se desenvolve do que emerge das experiências de alunos e professores, do diálogo entre eles. Nesse sentido, o uso das TICs pode auxiliar muito porque, quando é desenvolvido um currículo mediatizado, é feito o registro dos processos e com essa base é possível identificar qual foi o avanço do aluno, quais as suas dificuldades e como intervir para ajudá-lo. Isso é pouco aproveitado ainda.
Uma recente pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) mostrou que 72% dos entrevistados não se sentem seguros em utilizar computadores na escola. A graduação não forma o professor para lidar com a tecnologia?
MARIA ELIZABETH Não, a formação inicial não está dando conta disso. Temos vários estudos em que o professor reconhece que a tecnologia é importante e ele quer utilizá-la. Mas não é apenas porque tem pouco domínio que não a emprega. Para integrar as tecnologias, é preciso deter tanto o domínio instrumental como o conteúdo que deve ser trabalhado, as próprias concepções de currículo e as estratégias de aprendizagem. Tudo isso precisa ser integrado numa formação que alguns especialistas já chamam de "nova pedagogia".
Isso explica por que a pesquisa da FVC mostrou que 18% das escolas que têm laboratório de informática não usam o recurso com os alunos?
MARIA ELIZABETH Provavelmente isso ocorre porque um único laboratório é muito pouco para dar conta da quantidade de alunos. Isso desestimula os professores, que, no máximo, conseguem levar a turma duas vezes por semana. Aí não se cria uma cultura de mudança e de integração da tecnologia com o currículo por total falta de tempo.
Há algum trabalho de formação para as TICs sendo feito hoje no
país?
MARIA ELIZABETH Tem havido muitos programas públicos de formação continuada, entretanto há uma rotatividade enorme dos professores e isso se perde. Precisamos investir na ampliação do acesso às tecnologias e, principalmente, nessa formação.
O que devem contemplar os cursos de formação de professores? Especialistas dizem que eles devem tratar de atividades ligadas aos conteúdos...
MARIA ELIZABETH Não se pode separar forma de conteúdo. É preciso integrar o conteúdo à tecnologia, às estratégias de aprendizagem e às de ensino. Tudo isso precisa ser relacionado e analisado pelo professor. Mas é preciso cuidar da gestão desses programas de formação e principalmente da mediação pedagógica que ocorre nessa formação. Tanto as universidades públicas como as privadas precisam trabalhar com a realidade da sala de aula e estar comprometidas com a reflexão sobre a prática.
É possível para a escola acompanhar o ritmo de avanço das tecnologias?
MARIA ELIZABETH Não é necessário que isso ocorra. O importante é que o professor tenha oportunidade de reconhecer as potencialidades pedagógicas das TICs e aí assim incorporá-las à sua prática. Nem todas as tecnologias que surgirem terão potencial. Outras inicialmente podem não ter, mas depois o quadro muda. Primeiro, é preciso utilizar para si próprio para depois pensar sobre a prática pedagógica e as contribuições que as TICs podem trazer aos processos de aprendizagem. Daí a importância dos programas de formação.
O ensino a distância é uma tendência ou apenas uma alternativa?
MARIA ELIZABETH A Educação a distância não significa outra Educação. Educação a distância é Educação mediatizada por tecnologia. Quanto será presencial ou a distância, são as situações que vão dizer. Essa oposição entre uma e outra vai se perder. É possível ter Educação de qualidade a distância e sem qualidade na forma presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade.
A ideia de um professor diante de um quadro falando para 30 alunos sentados, ouvindo e anotando em seu caderno tem futuro?
MARIA ELIZABETH É uma coisa relativizada e não será abandonada. O professor detém um conhecimento científico maior e é absolutamente normal que ele exponha uma aula. Só que isso não pode ser um monólogo nem imperar o tempo inteiro. É fundamental que diferentes dinâmicas ocorram em sala de acordo com o projeto pedagógico.
MARIA ELIZABETH Tem havido muitos programas públicos de formação continuada, entretanto há uma rotatividade enorme dos professores e isso se perde. Precisamos investir na ampliação do acesso às tecnologias e, principalmente, nessa formação.
O que devem contemplar os cursos de formação de professores? Especialistas dizem que eles devem tratar de atividades ligadas aos conteúdos...
MARIA ELIZABETH Não se pode separar forma de conteúdo. É preciso integrar o conteúdo à tecnologia, às estratégias de aprendizagem e às de ensino. Tudo isso precisa ser relacionado e analisado pelo professor. Mas é preciso cuidar da gestão desses programas de formação e principalmente da mediação pedagógica que ocorre nessa formação. Tanto as universidades públicas como as privadas precisam trabalhar com a realidade da sala de aula e estar comprometidas com a reflexão sobre a prática.
É possível para a escola acompanhar o ritmo de avanço das tecnologias?
MARIA ELIZABETH Não é necessário que isso ocorra. O importante é que o professor tenha oportunidade de reconhecer as potencialidades pedagógicas das TICs e aí assim incorporá-las à sua prática. Nem todas as tecnologias que surgirem terão potencial. Outras inicialmente podem não ter, mas depois o quadro muda. Primeiro, é preciso utilizar para si próprio para depois pensar sobre a prática pedagógica e as contribuições que as TICs podem trazer aos processos de aprendizagem. Daí a importância dos programas de formação.
O ensino a distância é uma tendência ou apenas uma alternativa?
MARIA ELIZABETH A Educação a distância não significa outra Educação. Educação a distância é Educação mediatizada por tecnologia. Quanto será presencial ou a distância, são as situações que vão dizer. Essa oposição entre uma e outra vai se perder. É possível ter Educação de qualidade a distância e sem qualidade na forma presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade.
A ideia de um professor diante de um quadro falando para 30 alunos sentados, ouvindo e anotando em seu caderno tem futuro?
MARIA ELIZABETH É uma coisa relativizada e não será abandonada. O professor detém um conhecimento científico maior e é absolutamente normal que ele exponha uma aula. Só que isso não pode ser um monólogo nem imperar o tempo inteiro. É fundamental que diferentes dinâmicas ocorram em sala de acordo com o projeto pedagógico.
Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br)
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Indicação da hora!
Estudando e navegando com a professora Raphaella Marques
É com satisfação que o Educa Tube faz esta postagem especial, a partir de matéria sobre Tecnologias na Educação, da Revista Nova Escola ( @Novas_Escola ), destacando o trabalho da educadora Raphaella Marques de Carvalho, do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, e seu trabalho com o blog educacional com seus alunos.
Raphaella é editora do blog Estudando e Navegando e do site Professora Raphaella Marques, onde é possível acompanhar seu trabalho.
Na matéria da Revista Nova Escola, além de ser um caderno especial sobre os recursos digitais no planejamento das aulas, tem esta reportagem sobre a experiência desta educadora carioca com os seus alunos sobre o uso do Blog Educacional. Vide link abaixo:
Revista Nova Escola - Tecnologia
No Blog Estudando e Navegando está com a Postagem nº100, link abaixo, tratando desta matéria da Revista Nova Escola:
Postagem número 100, no Estudando e Navegando
O Educa Tube recomenda aos educadores que acompanhem o trabalho da Raphaella Marques em seu blog, site e nas redes sociais, endereços abaixo, bem como interagirem com esta educadora Nota 10. Tive o privilégio de conhecer Raphaella, em 2011, em minha primeira expedição ao Rio de Janeiro - RJ, quando junto com e ela e outros blogueiros e tuiteiros educacionais nos reunimos para uma conversa informal em um shopping center da Cidade Maravilhosa. Em 2012 tornei a encontrá-la, junto a outros educadores, noutro shopping, para um novo bate-papo sobre educação, tecnologia, arte, cultura, sociedade etc etc etc.
Além de educadora dedicada e comprometida com seu fazer pedagógico, Raphaella participa da Educopedia, que como o próprio nome indica é a enciclopédia educacional, produzida de e para professores da rede pública municipal da cidade do Rio de Janeiro. É possível conhecer parte deste acervo, acessando ao portal como visitante.
Abaixo, algumas das formas de seguir esta educadora Nota 10:
Blog:
http://estudandoenavegando.blogspot.com
Site:
http://www.raphaellamarques.com
Facebook:
https://www.facebook.com/raphaellamarquesdecarvalho
Twitter:
@RaphaellaClio
Vejam também esta interessante reportagem e vídeo, na mesma Revista, em que os alunos passam a ser monitores de seus professores no uso das TIC, mídias e redes sociais:Tecnologia na Educação: conheça os alunos monitores do CIEP Adão Pereira Nunes, no Rio de Janeiro
É com satisfação que o Educa Tube faz esta postagem especial, a partir de matéria sobre Tecnologias na Educação, da Revista Nova Escola ( @Novas_Escola ), destacando o trabalho da educadora Raphaella Marques de Carvalho, do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, e seu trabalho com o blog educacional com seus alunos.
Raphaella é editora do blog Estudando e Navegando e do site Professora Raphaella Marques, onde é possível acompanhar seu trabalho.
Na matéria da Revista Nova Escola, além de ser um caderno especial sobre os recursos digitais no planejamento das aulas, tem esta reportagem sobre a experiência desta educadora carioca com os seus alunos sobre o uso do Blog Educacional. Vide link abaixo:
Revista Nova Escola - Tecnologia
No Blog Estudando e Navegando está com a Postagem nº100, link abaixo, tratando desta matéria da Revista Nova Escola:
Postagem número 100, no Estudando e Navegando
O Educa Tube recomenda aos educadores que acompanhem o trabalho da Raphaella Marques em seu blog, site e nas redes sociais, endereços abaixo, bem como interagirem com esta educadora Nota 10. Tive o privilégio de conhecer Raphaella, em 2011, em minha primeira expedição ao Rio de Janeiro - RJ, quando junto com e ela e outros blogueiros e tuiteiros educacionais nos reunimos para uma conversa informal em um shopping center da Cidade Maravilhosa. Em 2012 tornei a encontrá-la, junto a outros educadores, noutro shopping, para um novo bate-papo sobre educação, tecnologia, arte, cultura, sociedade etc etc etc.
Além de educadora dedicada e comprometida com seu fazer pedagógico, Raphaella participa da Educopedia, que como o próprio nome indica é a enciclopédia educacional, produzida de e para professores da rede pública municipal da cidade do Rio de Janeiro. É possível conhecer parte deste acervo, acessando ao portal como visitante.
Abaixo, algumas das formas de seguir esta educadora Nota 10:
Blog:
http://estudandoenavegando.blogspot.com
Site:
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Facebook:
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Twitter:
@RaphaellaClio
Vejam também esta interessante reportagem e vídeo, na mesma Revista, em que os alunos passam a ser monitores de seus professores no uso das TIC, mídias e redes sociais:Tecnologia na Educação: conheça os alunos monitores do CIEP Adão Pereira Nunes, no Rio de Janeiro
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Jogos educativos e brincadeiras, da Revista Nova Escola
Imagens acima e abaixo, capturadas do site da Revista Nova Escola, tratam-se de Jogos educativos e brincadeiras elaboradas pela referida revista, para que os educadores possam utilizá-los com seus educandos.
Trabalhar com o imaginário infanto-juvenil, através de jogos e brincadeiras e ao mesmo tempo passar um conteúdo educacional é uma das boas estratégias de interação entre professores e alunos. E conta com o apoio deste blog.
Confira no link abaixo os jogos online produzidos por NOVA ESCOLA para usar com a turma e para aprimorar sua formação.
JOGOS EDUCATIVOS
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/jogos/
No link abaixo, você confere tudo sobre o brincar e como utilizar as brincadeiras na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Reportagens, vídeos, entrevistas com os melhores especialistas, jogos online e planos de aula fazem parte deste guia.
JOGOS E BRINCADEIRAS
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/jogos-brincadeiras/
Trabalhar com o imaginário infanto-juvenil, através de jogos e brincadeiras e ao mesmo tempo passar um conteúdo educacional é uma das boas estratégias de interação entre professores e alunos. E conta com o apoio deste blog.
Confira no link abaixo os jogos online produzidos por NOVA ESCOLA para usar com a turma e para aprimorar sua formação.
JOGOS EDUCATIVOS
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/jogos/
No link abaixo, você confere tudo sobre o brincar e como utilizar as brincadeiras na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Reportagens, vídeos, entrevistas com os melhores especialistas, jogos online e planos de aula fazem parte deste guia.
JOGOS E BRINCADEIRAS
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/jogos-brincadeiras/
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