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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Educação e Tecnologia: Uma Aliança Indispensável

A Importância da Educação Tecnológica Para Educação

Entrevista Com a Profª Danielle de Souza Silva, Pedagoga, com habilitação em Administração Escolar, Pós-graduanda em Inovações em Práticas Pedagógicas. Educadora que vem se dedicando nos últimos anos ao estudo da educação tecnológica e à aplicabilidade das mídias na educação para o acesso das crianças, jovens e adultos. Uma das suas maiores preocupações é a preparação dos seus alunos para uma vida íntegra e feliz, com garantia da sua fatia no mercado de trabalho.

1.Como iniciou seu contato com as tecnologias na Educação?

R. Iniciei minha paixão pela tecnologia em 2004, quando tive o privilégio de fazer parte de uma equipe em uma instituição de ensino e de lá para cá venho dedicando-me as pesquisas, cursos, projetos relevantes quanto ao uso das novas tecnologias, a utilização destas em sala de aula como ferramenta pedagógica. Essa paixão aumentou à medida que fui percebendo as TICs como um excelente mecanismo para entender a linguagem dos meus alunos, através do qual me aproximo cada vez mais deles, interagindo e buscando novas possibilidades de ensino e aprendizagem.
2.Qual a importância do uso das tecnologias como recurso didático?

R. Sempre ouvi falar que a máquina substituiria o homem, lembro-me quando mais nova e começando a lecionar em 1998, ouvia muito sobre o “temido computador”. Naquela época, os profissionais da educação realmente acreditavam que o computador teria o poder de substituir o potencial humano no processo educacional. Felizmente isso não aconteceu, mas, ainda há um distanciamento muito grande dos professores quando o assunto é tecnologia educacional. Acredito muito no potencial e na extrema importância de um educador numa sala de aula e não tenho como falar de novas tecnologias sem a constante formação dos mesmos. Quando refiro-me as novas tecnologias não é somente o computador, até porque todos os recursos que utilizamos em sala são tecnologias. As tecnologias vieram para alavancar a educação em todo o processo, desde o planejamento da aula até a execução da mesma.
3.De acordo com a maturidade dos seus alunos, como você administra os conteúdos?

R. Os conteúdos são divididos por faixa etária, observando o nível de desenvolvimento cognitivo, recursos, programas, atividades e jogos que atendam as necessidades de aprendizado dos alunos. O processo tem uma continuidade e enfatiza o desenvolvimento de algumas competências acerca do manuseio adequado das novas tecnologias. Entretanto, independente do nível de ensino, acredito no poder da leitura, escrita e raciocínio lógico e isso é levado em consideração durante o planejamento dos projetos e eventos.
Na Educação Infantil, conta muito o lúdico e as brincadeiras. Os conteúdos são administrados através do encantamento com histórias infantis, através das quais é possível explorar, por exemplo, o uso correto do computador. Através de ambientes interativos também é possível explorar a interdisciplinaridade com jogos e atividades de acordo com o conteúdo explorado em sala de aula, servindo também, como um complemento do aprendizado.
No Ensino Fundamental, utilizo outra linguagem e postura. Trabalho com mais dinamismo quanto ao uso de recursos online, tais como: sites seguros, mecanismos de busca, blogs, redes sociais e serviços de armazenamento, sincronização e compartilhamento de arquivos. O objetivo primordial é o desenvolvimento de competências e habilidades através da conscientização social, cultural, ambiental e afetiva. A Robótica Educacional além de atender os itens acima, também oferece a possibilidade de testar mecanismos, pondo em prática os conteúdos vistos na sala de aula convencional.

4.Você utiliza alguma referência para a composição dos seus projetos?

R.Procuro sempre ler e atualizar o meu conhecimento. A pesquisa tem sido uma constante em minha vida. Tudo o que me falam, leio ou assisto, procuro ler mais, ir fundo no assunto. Se encontro relevante acrescento em minha prática ou transponho o conteúdo em publicações em meu Blog (www.blogdatiadanitecnologica.blogspot.com). No desenvolvimento dos projetos, procuro embasamento nos OCNs-Organizações Curriculares Nacionais e os 4 Pilares da Educação, aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser.

5.Quais as principais características dos projetos educacionais que você desenvolve?

R.A interdisciplinaridade é o ponto alto em meus projetos. Os conteúdos são administrados mediante contextualização para fazer uma ligação do conteúdo visto em sala de aula com o conteúdo proposto sobre os recursos tecnológicos. Nesse parâmetro, o professor assume a postura de mediador, gerenciando o fluxo de informações bem como, a exploração das TICs. Cabe a nós educadores um melhor direcionamento, um novo “olhar”, uma nova metodologia para atraí-los tanto na sala convencional, quanto no laboratório de tecnologia e nos ambientes digitais.
6.Tendo como referência o cenário estadual, como você analisa a aplicação dos recursos tecnológicos na educação?

R. Acredito que estamos na direção certa, em busca de uma Educação de qualidade. Somente a atuação do professor é irrelevante, se faz necessário a adoção de recursos de boa qualidade e principalmente, a constante formação e atualização do profissional. A instituição que investe alto em equipamentos e esquece de valorizar os professores, seja com salário ou uma formação continuada tende a acomodação dos mesmos, o que acarretará no desinteresse dos alunos.

domingo, 29 de julho de 2012

MASSACRE DE INOCENTES:Um alerta sobre os Distúrbios de Aprendizagem!!!

Confira a Entrevista que Lúcio Alves(meu esposo), concedeu a André Pestana, no portal da Infonet.  Ainda é tempo de rever algumas práticas e nos alertarmos!
 Nós, pais, familiares e profissionais que trabalhamos e vivenciamos com crianças, adolescentes, jovens e adultos, precisamos nos informar e buscar meios para identificar e intervir nos Distúrbios de Aprendizagem em prol de uma Vida e Educação de qualidade!
MASSACRE DE INOCENTES
A entrevista a seguir foi realizada com o Pedagogo Lúcio Alves. Especialista com vasta experiência em Educação formal. Ele vem se dedicando nos últimos anos ao estudo da Educação Inclusiva e da importância da andragogia para o acesso de jovens e adultos no mercado de trabalho e na análise do papel da escola na construção da relação aluno/aprendiz com a cidadania.
André Pestana Como o senhor avalia a abordagem sobre os Distúrbios de Aprendizagem nas instituições de ensino de maneira geral.
Prof. Lúcio Alves Acredito que não tem sido dada a devida importância que o assunto requer. Os Distúrbios de Aprendizagem estão presentes no dia a dia das escolas, levando muitas vezes o aluno a situações de conflitos internos e externos sem que a escola tenha direcionado seus esforços no enfrentamento do problema e dos reflexos que o mesmo traz a familia, a sociedade e ao próprio aluno.
André Pestana É correto afirmar então que todo o insucesso do aluno pode ser atribuído aos Distúrbios de Aprendizagem?
Prof. Lúcio Alves Não. Seria até mesmo possível considerarmos também DISTÚRBIOS DE ENSINAGEM. O processo educacional se desenvolve em um cenário onde participam diversos atores e sofre influência de muitos fatores. Nesse sentido, precisamos entender os Distúrbios de Aprendizagem como um desses fatores que ocorrem no cenário do processo. Nem todos os alunos aprendem no mesmo ritmo, na mesma velocidade nem da mesma forma. Para além disso, precisamos considerar também que os distúrbios de aprendizagem interferem na maneira como esses alunos assimilam ou não o contéudo apresentado. Corremos o risco de: ignorarmos sua existência e importancia ou atribuirmos todo o insucesso aos distúrbios de aprendizagem.
 André Pestana Quais os Distúrbios mais frequentes e em que porcentagem eles ocorrem na população?
Prof. Lúcio Alves Os DA’s mais frequentes segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA são:
DISLEXIA: 5% A 17% da população;
HIPERATVIDADE E DEFICIT DE ATENÇÃO: 7% dos alunos em idade escolar;
HIPERATIVIDADE: 5% das crianças
DEFICIT DE ATENÇÃO: 3 A 5% das crianças.
Esses dados estão relatados no site do jornalista Gilberto Dimenstein (http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/noticias/gd110507.htm)
Além dos descritos acima, temos também: DISORTOGRAFIA, DISCALCULIA, AUTISMO, SINDROME DE ASPERGER.
André Pestana Recentemente o Senac SE promoveu uma palestra com o Prof. Dr.  Rafael da Silva Pereira (Portugal).Qual a justificativa para esse evento?
Prof. Lúcio Alves Como uma instituição de Educação Profissional o Senac SE também está sensível ao problema, buscando informações que possam contribuir  efetivamente com a sua missão. Ultimamente temos observado muitos acidentes em setores críticos de atividade profissional e que, sem querer atribuir diretamente aos distúrbios de aprendizagem,  podemos encontrar justificativas na ocorrência dos mesmos: A enfermeira que injetou leite na veia de uma criança, dosagens erradas de medicamentos que podem provocar a morte de um paciente. Quem poderá garantir que as “garatujas” de muitos médicos não podem ser sintomas de disortografia?
Mesmo considerando as devidas ponderações não podemos perder de vista que esses problemas têm ocorrido com relativa frequencia.
André Pestana Na sua opinião como as Escolas tem tratado dessa questão?
Prof. Lúcio Alves Precisamos diferenciar alguns aspectos. O poder público não tem dado a atenção que o caso requer. Existe hoje uma imensidão de profissionais formados em psicopedagogia, psicologia, medicina, dentre outras profissões que poderiam estar atuando nas escolas públicas, formando equipes multidisciplinares para cuidar da saúde dos alunos. Seja a saúde física, seja a saúde mental. Casos como o massacre do Realengo ocorrido há um ano atrás, causam um impacto momentâneo que dura apenas o tempo necessário para que se vendam jornais e revistas. Depois tudo volta ao normal. Não se busca a causa que levou àquela barbárie. Já nas escolas particulares, com raríssimas exceções,  existe um movimento que luta pela inclusão social. Mas podemos afirmar que a questão dos distúrbios de aprendizagem carece ainda de uma discussão mais permanente e efetiva que proporcione aos alunos que apresentam esses problemas o tratamento diferenciado que não permita a exclusão e marginalização do seio da sociedade.
André Pestana De que forma, os Distúrbios de Aprendizagem podem contribuir na questão da exclusão e marginalização social.
Prof. Lúcio Alves O jornalista Gilberto Dimenstein em seu site já citado nessa entrevista apresenta estudos realizados  que transcrevo a seguir: “”Pesquisas realizadas com a população carcerária de Londres divulgada no livro: The adult dyslexic The interventions & outcomes (O adulto disléxico – As intervenções e os resultados), dos autores David McLoughlin, Carol Leather e Patricia Stringer, comprova que 50% da mesma sofre de dislexia e acabam cometendo delitos por ter sua auto-estima baixa, advindo de uma sociabilidade prejudicada, expectativas frustradas e por se submeterem apenas às atividades secundárias. Seja no Brasil ou em Londres o quadro educacional parece ser o mesmo, um método de ensino que lida com todos da mesma maneira, sem fazer surgir qualidades e habilidades peculiares, principalmente dos que apresentem dificuldades específicas em determinada área do aprendizado.” (fonte: ABD)
No Brasil não há um levantamento da população carcerária como um todo, já um estudo parcial realizado pelo psiquiatra Arnaldo de Castro Palma com internos da cidade de Curitiba, no ano de 2003, mostra as seguintes condições: “Quanto a escolaridade, mais de 80% são analfabetos ou analfabetos funcionais. O conjunto daqueles que conseguiram concluir o Ensino Fundamental não atinge 10% do total de entrevistados.O grau de instrução da população carcerária é seriamente comprometido pelo alto índice de portadores de transtornos cognitivos, que reduz a capacidade de assimilar e adquirir informações, armazená-las, combiná-las, classificá-las e utiliza-las oportunamente. Numa estimativa em que se leva em consideração o histórico pessoal, é possível concluir que, a maioria absoluta dos entrevistados, foi afetada desde a infância por distúrbios da atenção e da aprendizagem. É provável que exista influência desses fatores psico-pedagógicos na conduta criminosa, especialmente entre os reincidentes e violentos. O dado numérico salta aos olhos: mais de dois terços dos entrevistados têm manifestações clínicas que indicam distúrbio de atenção.” Veja o estudo na íntegra
Penso que sequer estamos arranhando o verniz do problema, e necessitamos urgente pensar no impacto que os DA”s causam nas famílias, nas escolas e  no desenvolvimento intelectual do nosso país.
Muitos pais e professores, por desconhecerem o problema tratam seus filhos e alunos como se fossem burros, incompetentes, preguiçosos, quando na verdade eles podem estar sendo vítimas. A auto estima é destruída e empurra uma verdadeira multidão de crianças, jovens e adolescentes para a marginalidade.
Nas palavras do Dimenstein um verdadeiro “Massacre de  Inocentes” está sendo perpetrado sem que a sociedade escute o seu grito abafado pedindo o nosso socorro e atenção.
André Pestana Que sugestões você daria para que os Distúrbios de Aprendizagem fossem tratados de maneira mas adequada?
Prof. Lúcio Alves Acredito que a disseminação de informações ao maior número de pessoas possível contribuiria de maneira eficaz. Pais, professores, meios de comunicação de massa, precisam conhecer para poder ajudar seus filhos e alunos a superarem esse desafio. Por outro lado, a abertura de concursos públicos que pudesse aproveitar o grande contingente de psicólogos, pedagogos, psicopedagogos, médicos, terapeutas educacionais, assistentes sociais dentre outros profissionais para atender a essa demanda que já é significativa no cenário educacional do país.
O desafio é grande, porém necessário. Não podemos continuar fazendo de conta que o problema não existe. Escolas públicas e particulares precisam acordar de sua inércia e assumir a tarefa  que a sociedade espera e necessita. Nossas crianças, nossos jovens, nossos  adultos, enfim, nosso Brasil saberá reconhecer e agradecer por tão nobre gesto.
Contatos:
André Pestana: Jornalista,Professor, Consultor em Marketing Educacional.                             http://www.facebook.com/andre.pestana.18
Lúcio Alves: Pedagogo e Gerente de Núcleo Relações com Mercado do Senac/SE
O que fazer?
Como ajudar?
Como identificar os infinitos casos?
Como intermediar?
Tem solução?
É preciso estudo, análise, precauções e atitudes!!!!
Dia 01 de setembro, no Auditório do Senac SE, acontecerá uma Palestra com o DR.Rafael Pereira, desmistificando e fazendo um alerta sobre os Distúrbios de Aprendizagem, seus sintomas e intervenções!!!!Não percam....
Contato: luminarse@hotmail.com